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5 de junho de 2012

Salvo pela "maravilhosa graça": a história de conversão de John Newton


John Newton era pastor de uma igreja crescente em Olney, na Inglaterra, quando compôs a letra daquele que talvez seja o hino mais conhecido até hoje – Amazing Grace (i.e., “Maravilhosa Graça”). Newton estava satisfeito naquele contexto de vida campestre. Ele tinha uma esposa carinhosa ao seu lado, desenvolvia um bom ministério pastoral e estava cercado de pessoas amáveis. Naquele momento, Newton desfrutava de uma ótima vida. Mas, 25 anos antes, sua vida estava em ruínas.

Newton nasceu em Londres no dia 24 de julho de 1725. Seu pai, um capitão de navio mercante, o amava, porém era um homem severo e reservado. Por outro lado, a mãe de John era uma mulher atenciosa e cuidadosa. Ela lhe ensinou as Escrituras – capítulos inteiros da Bíblia de uma vez – bem como hinos e poemas. Infelizmente, a mãe de John Newton morreu, duas semanas antes que ele completasse sete anos de idade, e, pouco tempo depois, seu pai casou-se novamente.

Quando o novo casal teve seu próprio filho, ambos deram mais atenção e carinho a este do que a John Newton, de modo que John deixou-se levar pela companhia influente de garotos pervertidos, aprendendo a andar nos sórdidos caminhos que eles trilhavam. Com a idade de 11 anos, ele fez a primeira das cinco viagens marítimas na companhia de seu pai, durante a qual rapidamente aprendeu a xingar e amaldiçoar com os melhores marujos.

Entretanto, durante os cinco anos que se seguiram, John se viu forçado a refletir seriamente sobre a condição de sua alma. Certa feita faltou pouco para que John Newton embarcasse num navio de guerra que levava a bordo um amigo dele. Mais tarde, todavia, ele soube que aquele navio naufragara e que seu amigo, junto com vários outros tripulantes, tinha morrido afogado.

Também foi nessa época que Newton teve um sonho perturbador no qual ele jogava fora um anel que representava toda a misericórdia que Deus lhe reservara. Essas experiências pesaram de forma tremendamente condenatória na consciência de Newton e, por algum tempo, impeliram-no a tratar as questões espirituais com mais seriedade. Contudo, passados alguns dias, ele logo se esquecia daquilo que o levara à sobriedade e continuava sua queda vertiginosa na espiral da perversidade. Newton afirmou: “Eu geralmente considerava a religião como um meio necessário para se escapar do inferno; mas eu amava o pecado e não estava disposto a abandoná-lo”.[1]

Aos 19 anos de idade, Newton foi obrigado a se alistar como aspirante da Marinha para servir no navio HMS Harwich. Passado algum tempo, ele desertou, foi capturado, encarcerado, açoitado a bordo do navio, fustigado com chicote de nove tiras, e rebaixado. Então Newton entrou em terrível depressão e desespero, que o levaram, por vezes, a querer se lançar ao mar e a planejar maneiras de assassinar o capitão que o humilhara. Entretanto, não demorou muito para que a situação dele mudasse, quando o capitão de seu navio fez uma permuta entre ele e marinheiros de um navio que estava preste a zarpar para a África Ocidental à procura de escravos.

A Época no Tráfico de Escravos

Em meados de 1700, o tráfico de escravos era um negócio lucrativo. Mais de 100 mil escravos foram trazidos para o Novo Mundo em navios ingleses.[2] William E. Phipps escreveu: “No século XVIII, a média de mortalidade dos escravos durante o trajeto [da África para algum porto no Caribe ou nos Estados Unidos, onde eram vendidos] em navios ingleses era de aproximadamente quinze por cento”.[3] Cerca de 15 mil escravos africanos morreram a bordo de navios ingleses nessa época.

Em seu novo ambiente, Newton não fez absolutamente nada para ser benquisto pelos oficiais do navio. Ele compôs uma cantiga de escárnio para ridicularizar o capitão do navio e a ensinou para a tripulação inteira. Após capturar uma lucrativa quantidade de escravos, Newton ganhou a permissão de ficar na África, ao longo da costa da Guiné, onde trabalhava para um traficante de escravos inglês que vivia com uma amante africana. Essa mulher não gostava de Newton. Quando Newton contraiu malária, ela o tratou cruelmente, com insultos e subnutrição para que morresse de fome.

Tempos depois, Newton foi injustamente acusado de roubar o traficante inglês. Ele ficou acorrentado com cadeias no convés do navio daquele homem e foi mantido com pouca comida, água e roupa. Na verdade, ele se tornou escravo daquele homem e, por ironia do destino, recebeu o mesmo tratamento com o qual eram tratadas as pessoas que tinham sido escravizadas com a ajuda dele.

Esse tormento durou um ano, até que Newton convencesse seu dono a cedê-lo para um outro traficante de escravos. Seu novo senhor tratou-o com bondade e o colocou na supervisão das “feitorias” (prisões para escravos localizadas nos portos).

Apesar dos olhos vigilantes de seu antigo senhor traficante de escravos, Newton conseguiu enviar algumas cartas para seu pai, nas quais pedia socorro. Certo dia, um navio mercante denominado Greyhound [i.e., “cão pernalta e veloz”] chegou onde Newton estava. Ele fora enviado àquele lugar por ordem do pai de John Newton. A princípio, Newton hesitou em deixar seu negócio que a essa altura já era lucrativo, mas, por fim, concordou em voltar à Inglaterra. Newton foi mantido cativo na África por 15 meses ao todo.

A bordo do Greyhound em sua viagem de volta, Newton demonstrou ser o homem mais profano e devasso do navio. Certa noite, ele estava tão bêbado, que quando seu chapéu caiu no mar pela força do vento, se outro marujo não o agarrasse pela roupa, ele teria se lançado nas águas em busca do chapéu.
Mais tarde naquela viagem, Newton folheou um dos poucos livros que havia a bordo – Imitation of Christ [i.e., “Imitação de Cristo”]. Newton começou a ler esse livro como um mero passatempo, mas, depois, passou a se perguntar o que lhe aconteceria se aquilo que nele estava escrito fosse verdade. Ele ficou com medo e fechou o livro.

Atingido Pela Tempestade

Naquela noite de 21 de março de 1748, uma violenta tempestade se abateu sobre o navio, que por pouco não afundou. Homens, animais e provisões foram arrastados pela força das águas e caíram no mar. Newton orou a Deus pela primeira vez depois de anos. Ele temia estar à beira da morte e, se a fé cristã fosse verdadeira, estava certo de que não seria perdoado. John refletiu em tudo o que fizera naqueles últimos anos, inclusive a atitude de zombar dos fatos históricos do Evangelho, e ficou abalado.

Passados quatro dias, a tempestade diminuiu. Pela providência de Deus, a cera de abelha, que se encontrava no porão de carga, ajudou que o navio continuasse a flutuar. Newton atribuiu a Deus aquele livramento que tiveram. Ele começou a ler o Novo Testamento com mais interesse. Quando chegou à passagem de Lucas 15, John percebeu os impressionantes paralelos entre a sua vida e a vida do filho pródigo.

O navio ficou à deriva por um mês. Os suprimentos se esgotaram. O capitão culpou a blasfêmia de Newton como a causa dos problemas que enfrentavam e cogitou a hipótese de jogá-lo ao mar, à semelhança de Jonas. O navio avariado finalmente conseguiu seguir seu rumo para a Irlanda do Norte, a tempo de não ser apanhado por um vendaval que começava a ocorrer. Newton reconheceu que Deus respondera sua oração.

Ao chegarem em terra firme, Newton tomou a decisão de não mais xingar e blasfemar. Ele chegou a voltar para a igreja. Entretanto, ainda não era um crente em Jesus. Mais tarde ele declarou: “Penso que aquele foi o início de meu retorno para Deus, ou antes, o retorno dEle para mim; contudo, só considero que vim a ser crente em Cristo (no sentido pleno da palavra crente) muito tempo depois daquele momento”.[4]

Regenerado Pela Fé

Naquela noite de 21 de março de 1748, uma violenta tempestade se abateu sobre o navio, que por pouco não afundou. Newton orou a Deus pela primeira vez depois de anos.

Em 1749 Newton zarpou como primeiro piloto de um navio negreiro. A essa altura, ele já tinha se esquecido do compromisso que assumira e recaiu nas antigas práticas pecaminosas. Enquanto buscava escravos ao longo da costa ocidental da África, John Newton foi novamente acometido de malária, situação que o levou a refletir mais uma vez sobre a sua vida. Diante das misericórdias de Deus para com sua vida, ele estava absolutamente convicto da culpa pelos erros que recentemente cometera. Meio delirante e enfraquecido, Newton se levantou da cama e caminhou com dificuldade até um lugar afastado da ilha. Naquele local, percebendo a futilidade de tomar decisões autoconfiantes, “ele se entregou ao Senhor”, escreve Richard Cecil, “para que Deus fizesse com ele aquilo que fosse do Seu agrado. Ao que parece, nada de novo acontecia em sua mente, exceto o fato de que ele estava apto para confiar e crer num Salvador crucificado”.[5] A incrível graça de Deus preciosamente se manifestou no exato momento em que John Newton creu pela primeira vez.

Daquele momento em diante, a vida de Newton mudou gradativamente. No começo, como acontece com a maioria dos crentes, ele não percebia todas as áreas de sua vida que precisavam ser transformadas pela graça de Deus.

Por exemplo, por cinco anos, ele enfrentou lutas quanto à certeza de sua salvação. Todavia, através do encorajamento dado por outro capitão de navio, que também era crente em Cristo, as dúvidas foram vencidas, conforme Newton declarou: “Eu comecei a entender [...] e a ter esperança de ser preservado e salvo, não por meu próprio poder e santidade, mas pelo imenso poder e promessa de Deus, através da fé num Salvador imutável”.[6]

A mudança mais evidente na vida de Newton se deu na área do tráfico de escravos. Um ano antes de crer em Jesus Cristo, John Newton se tornou capitão de um navio negreiro. Nos quatro anos seguintes à sua salvação, Newton realizou três viagens com o intuito de buscar escravos na África e levá-los para serem vendidos no Caribe. Durante essas viagens, Newton liderou sua tripulação em cultos de adoração e em momentos de oração. Contudo, ele também foi forçado a sufocar rebeliões de escravos, chegando a ponto de utilizar instrumentos de tortura para apertar polegares a fim de arrancar confissões.
Mais tarde, Newton se conscientizou de que o tráfico de escravos e sua participação nele eram algo moralmente ultrajante e repulsivo. Ele afirmou: “a força do hábito, o exemplo e o interesse [comercial] cegaram meus olhos”.[7]

A partir do momento em que o Espírito Santo convenceu John Newton dos males e pecados envolvidos no tráfico de escravos, ele passou a trabalhar incansavelmente para extingui-lo num esforço de décadas. Ele foi orientador e conselheiro de um crente em Cristo mais novo do que ele, chamado William Wilberforce, o qual atuou no Parlamento Britânico. Wilberforce se tornou o mais notável e eficaz abolicionista da história da Inglaterra. Alguns meses antes da morte de Newton, ocorrida em 21 de dezembro de 1807, o Parlamento Britânico aprovou o Decreto da Abolição do Tráfico de Escravos, o que muito alegrou Newton. 

A Ternura da Graça  

Antes de experimentar a graça salvadora de Deus, John Newton não tinha o menor receio de xingar e proferir palavrões quando relampejava, de blasfemar contra o Deus do céu, de zombar da Bíblia, de ridicularizar a consagração a Deus, de se envolver em atos depravados, nem o mínimo escrúpulo de comprar e vender seres humanos como se fossem objetos ou mercadorias. 

Entretanto, John Newton mudou completamente após a sua conversão. Mais tarde, ele se tornou pastor e exerceu o ministério pastoral por 23 anos, sempre salientando em seus sermões o tema da graça de Deus. Ele compôs e publicou centenas de hinos, inclusive o hino intitulado How Sweet the Name of Jesus Sounds [que traduzido quer dizer: “Quão doce soa o nome de Jesus”] (um nítido contraste com a época blasfema de sua vida pregressa), bem como demonstrou incessante hospitalidade em sua casa.

Ele manteve comunhão com alguns dos mais notáveis nomes do avivamento evangélico na Inglaterra, tais como George Whitefield e John Wesley; ensinou e encorajou pessoas influentes como o grande missionário William Carey, o poeta William Cowper, e o abolicionista William Wilberforce; além disso, tornou-se um dos maiores defensores do fim da escravidão na Grã-Bretanha.

Como explicar tamanha transformação na vida de um homem? Semanas antes de sua morte, já velho e debilitado, Newton explicou: “Minha memória praticamente se foi; mas ainda consigo me lembrar de duas coisas: que eu sou um tremendo pecador e que Cristo é um tremendo Salvador.[8]

Notas:
  1. Richard Cecil, The Works of the Rev. John Newton, 3ª ed., vol. 1, 1824; reimpressão, Carlisle, PA: The Banner of Truth Trust, 1985, 1:4.
  2. William E. Phipps, Amazing Grace in John Newton: Slave-Ship Captain, Hymnwriter, and Abolitionist, Macon, GA: Mercer University Press, 2001, p. 63.
  3. Ibid., p. 60.
  4. Cecil, p. 33.
  5. Ibid., p. 37.
  6. Phipps, p. 66.
  7. Ibid., p. 202.
  8. Ibid., p. 238.
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28 de março de 2012

Brasil, cada vez mais pobre

Em contrapartida o Eike Batista estar ficando cada vez mais rico (esse é um dos motivos de o Brasil estar se tornando cada vez mais pobre. Quando um rico enriquece, um pobre empobrece ainda mais), o Brasil está ficando cada vez mais pobre na graça, na espiritualidade, na poesia. Como disseram, Chico Anysio e Millôr Fernandes desfalcaram o time de gênios brasileiros. Dois grandes ícones do humor brasileiro se foram. Um, fazia graça no fazer. Outro, graça fazia no escrever. E eram mestres no que faziam! 

Foi-se Chico. Foi-se Millôr. Foi-se uma parcela da pouca sanidade mental deste país. E - tendo em vista Millôr morrer exatos cinco dias depois de Chico - se ficar morrendo gênios por aí com 5 dias de intervalo, não sei o que será desta nação tupiniquim!  E, de fato, isso me traz uma frustração considerável: os velhos desta terra estão morrendo! a nossa riqueza que, embora tenha passado da casa dos 80, está mais lúcida do que muito jovem de vinte por aí.  Nossa gente da época da Ditadura e da 2ª Guerra estão partindo... as histórias destas épocas perderão a graça, visto que teremos que ler livros para sabê-las, já que não mais as ouviremos por eles ao pé do ouvido.


 Chico sim sabia fazer humor! embora tenha humorista por aí afirmando que seu humor é ácido (ácido agora é sinônimo de ruim?), Chico nunca decepcionou ninguém! Que fique claro que Chico Anysio não foi um Ari Toledo que deu certo. Chico compilou o humor desta nação, tanto que os "produtores" o acharam velho demais, quando ele saiu do semgrassíssimo e pedante Zorra Total, afirmando que mulheres boazudas sem graça não tem nada a ver com um programa de humor. Nosso gênio tinha caráter! Era o nosso Roberto Bolaños quando, num humor limpo (e não negro, como a nossa época tem aplaudido), fazia rir gente de todas as idades e aparências.

Millôr se for. Sarney ficou. E esse é um dos maiores motivos de dizer que o Brasil (de forma mais acentuada, o Maranhão), está ficando cada vez mais pobre, e viver nesta terra está perdendo sua graça. A gente que está ficando é corrupta demais, chata demais, insciente demais, exagerada demais. Nossos gênios estão indo embora, pois os padrões deste tempo, para eles, tornaram-se antagônicos, embora Millôr tenha tido sucesso no blog e twitter. Gênios sabem interagir com o seu tempo. Enfim, a TV perde sua graça e os jornais sua subversão. E isso me deixa profundamente triste. Como Millôr disse, a gente só morre uma vez. Mas é para sempre, e isso é desanimador, no que tange aos gênios. Mas sou otimista, já que, para Millôr, um otimista é uma pessoa que não tem certeza sobre o futuro desse país. Com a expectativa de vida na casa dos 73, 2 anos, vamos vivendo nessa pátria amada chamada Brasil, lembrando dos gênios que morreram e tentando rir com essa patota que se diz humorista, embora vídeos amadores tenham tido mais sucesso do que programas consagrados, "e o salário ó?", como bem nos lembrava nosso eterno professor Raimundo que, enfim, terminou de lecionar aqui.

Cleison Brügger
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24 de março de 2012

Porque só na morte?

Tudo começou na morte da cantora americana Witney Houston. Lembro que logo que vi a notícia, veio a minha mente, de imediato, a canção "Jesus love me" a qual ela interpretou magistralmente e, então, postei um vídeo no facebook. Mas não foi "para a nossa alegria", como estamos cantando atualmente rs. Na verdade, foi para mostrar que perdemos, de fato, um dos maiores contraltos de nosso tempo. No que um amigo, inconformado, em meio a tantas palavras, defendia uma tese: "porque só lembramos dela na sua morte? e porque não lembramos das crianças (e adultos) que morrem todos os dias, à margem da sociedade e a mercê do poder público?" Isso me levou a pensar e a avaliar a mim mesmo. Ontem (23), perdemos um dos maiores humoristas do Brasil, cujo qual os humoristas atuais bebem de sua fonte, o tão aclamado Chico Anyzio. Mas não vou me pronunciar, nem colocar luto em algum status. Não postarei vídeos. Não farei isso para não ser falso ou hipócrita. Não lembrei dele enquanto ele estava no hospital, sabendo que podia fazer uma oração em favor dele, visto que, mesmo famoso, ele prestará contas diante de Deus um dia desses, porque lembraria agora, depois de morto? agora, lembranças não valem de nada.

Recentemente, perdemos um gigante. Assassinado pelo filho adotivo, voltou para casa o Bispo Dom Robinson Cavalcanti, um defensor da vida. Lembro que dias antes de sua partida, assisti uma palestra sua, via youtube,  em que, falando sobre Missão Integral baseado no salmo 133, ele dizia: "Há uma diferença entre existência e vida. Todos os seres são existentes: animais irracionais, vegetais, minerais, mas Jesus disse 'Eu sou a vida', e só estão vivos os que estão conectados a esta vida, e os demais não estão vivos, são apenas existentes (...) a ação na história tem uma repercussão na pós-história, a eternidade, na medida que nós adquirimos uma vida qualitativamente diferente. Nem sempre quantitativamente. A vida de Jesus durou 30 anos; o seu ministério foi muito curto, 3 anos. Nós não medimos a vida pela sua duração, mas pela sua doação. Não é a quantidade, é a qualidade. O problema é que nós temos tido, cada vez mais, a chamada vida chuchu, que não fede, nem cheira. Alguns passam a vida inteira e não fez nem bem, nem mal e no final não fez nada. A sua vida foi uma rotina absoluta. É tão ausente de qualquer coisa, que vivo ou morto, não faz diferença." Isso me levou a pensar: como tem sido minha vida? quer ausente pelas circunstâncias do cotidiano, quer ausente pela morte, os que me norteiam sentirão minha falta? a minha vida tem algum tipo de impacto positivo na vida de outros ou eu sou como uma pedra no caminho que, estando ali ou não, não fará diferença?

Na verdade, não quero ser lembrado apenas na morte. Na morte, todos são lembrados de alguma forma, até bandidos e meliantes. No velório, até mau-caráter se torna gente de bem (afinal, é feio falar mais dos outros na sua morte). Quero ser lembrado na vida, pelo que fui (no passado), pelo que tenho sido (no presente, na vida) até o dia de ser lembrado pelo que fui, novamente (na morte). Não quero apenas viver, mas escrever e fazer história, e isso não é presunção. Deus não chamou ninguém para simplesmente existir, mas para que, através da vida, proclame o quão belo, majestoso, perfeito, santo, relevante, necessário, reto e bom é o Senhor, nosso Deus. E como faremos isso? nos doando. Amando e fazendo o bem, sem olhar a quem. É nesse espectro que o mundo vê o Criador em nós. Veja este texto das Escrituras: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5.16). Perceba os verbos do verso: resplandeça, vejam e glorifiquem. É em resplandecendo a glória de Deus (II Coríntios 3.18),  - e resplandecer esta glória não é frequentar cultos pentecostais, mas sim, agir de forma a se assemelhar com Cristo -, que o mundo nos olha e (pasmem!), glorifica ao Pai. Quando resplandecemos a glória de Cristo, fazemos com que os homens retornem ao propósito pelo qual foram criados: a exaltação da glória de Deus. É a nossa vida sendo usada por Deus para a missão integral, que envolve o homem todo e todo o homem (entenda melhor isso lendo o Pacto de Lausanne). É uma vida qualitativa, sem necessariamente ser quantitativa. Quer um exemplo disto? veja este vídeo:

"(...) somos chamados a plantar uma qualidade de vida, simplesmente colocando a nossa vida no altar, marcada pelo compromisso e pela doação", foi o que afirmou Dom Robinson Cavalcanti, e somente uma vida marcada pela doação ao próximo merecerá ser lembrada, mas enquanto vivermos uma vida "chuchu", que não tem cheiro, não tem gosto, não tem cor, não tem graça, seremos apenas seres existentes, caminhando sobre a terra sem propósito, e não foi com este propósito que o Criador nos formou. É certo que não devemos lutar para sermos relevantes. Relevância é o de menos. Devemos lutar para sermos parecidos com Cristo. Este sim é (deve ser!) o nosso propósito!

Assim, termino com as palavras de Robinson e, depois delas, farei as últimas considerações: "Por fim, somos chamados à santidade (...) Há dois tipos de santidade: a santidade passiva e a santidade ativa. O conceito de santidade passiva, é o conceito de deixar de fazer coisas erradas. É uma santidade deixante, onde alguém deixa de fazer algo ruim. A santidade ativa é o fazer o correto, é ocupar a vida não deixando de fazer o errado, mas ocupá-la fazendo o correto. Aliás, se você ocupar a vida fazendo o correto, não terá tempo para fazer o errado." Não sei como você fica, mas eu fico completamente consternado quando um cristão morre.  Ano passado, a Inglaterra perdeu dois grandes ícones: a cantora Amy Winehouse e o teólogo anglicano, Rev. John R.W. Stott. Amy será lembrada pela sua embriaguez, loucuras, vícios e problemas. Stott será lembrado pela sua sobriedade, biblicidade, honestidade, humildade, doçura e amor. Winehouse morreu tragicamente aos 27 anos; Stott partiu para a glória no auge dos seus 90 anos. E quer saber? Stott morreu e meu coração pesou, pois parece que o mundo encolheu. Gente de Deus quando morre, faz com que o mundo sinta que não é digno de tê-los. Gente santa quando vive, santifica o mundo, o seu contexto, os que os norteiam. Estes sim, são lembrados, aclamados, honrados, lamentados. Contudo, o mundo é tão mau, que quando gente mau morre, a diferença é inexpressiva. Simplesmente não existe! estes, mesmo tendo dons fantásticos, a morte faz questão de levar ao esquecimento. E você, como será lembrado? Sentirão sua falta? se sim for a resposta, asseguresse que esta falta seja sentida aqui, na vida e lá, na morte.

Paz,
Cleison Brügger.
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17 de março de 2012

"Ainda que a morte nos separe"

Na jura matrimonial, nunca concordei muito com aquela famosa frase: "te amarei, até que a morte nos separe." Seja sincero: ninguém quer um amor circunstancial; um amor que tenha um limite, uma distância até onde ele pode ir. Um amor que termine logo ali, já que sabemos que a vida é tão breve. Na verdade, isso parece uma contradição, visto que prometemos amor eterno. Assim, o "que seja eterno enquanto dure" não tem bases sólidas para se firmar. Então, como seria o certo? creio que o mais correto a ser dito na jura é o seguinte: "te amarei, ainda que a morte nos separe". O limite do amor não pode ser a morte, pois o amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba" (ICo. 13. 4-8). O amor é divino, pois Deus é a essência de todo o amor (I João 4.8), por isso, a morte não tem o poder de destruir ou acabar com aquilo cuja origem é divina. 

Olhe por alguns minutos para esta afirmação paulina:  
"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm. 8.38-39).
 Perceba:

1) Nada, por maior que seja a sua força, pode nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus. Isso não é maravilhoso? não é incrivel saber que, uma vez amados, sempre seremos amados, e ainda que nossos pecados se levantem como uma barreira de separação entre nós e o Senhor, o amor de Deus é suficientemente forte para quebrar todo o jugo da nossa rebelião e nos trazer de volta para seus ternos braços de amor? isso é que estar "seguro nos braços de Deus", como cantava o Prisma Brasil. O amor de Deus vai além dos limites. Prova disso, foi a entrega de Seu Filho para morrer por pecadores.

2) "Nada nos separa do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor". Isso é aplicável a relação conjugal. Sabemos que um casamento oficial não é realizado num templo (pelo menos não deveria), mas sim, num cartório. São as papeladas que oficializam o enlace. Mas por que a cerimônia religiosa (cristã) é tão importante? porque o casamento, mais do que a união de duas pessoas, é a união de duas pessoas, na pessoa de Cristo Jesus. Olhe para isso: “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne” (Gn. 2.24). Isso não te lembra a relação da santa Trindade? três pessoas distintas (Deus, o Pai; Deus, o Filho, e Deus Espírito Santo), que em essência se revela como UM só Deus? Deus, logo em Gênesis, chama o homem a revelar sua beleza e singularidade, através do matrimônio. Há algo de divino no casamento, e a cerimônia cristã é, sobretudo, uma união espiritual. Jesus disse: "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles" (Mt. 18.20). Quando um sacerdorte realiza a cerimônia da união conjugal de duas pessoas, e o faz em nome de Jesus, ele espiritualmente está trazendo Cristo para aquela união, e uma vez com Cristo no matrimônio, o amor é constante e atemporal, pois o amor a qual está aliançado o matrimônio é o "amor de Deus, que está em Cristo Jesus, a qual, nada poderá separar."

C.S. Lewis escreveu: "tudo o que não é eterno, é eternamente inútil." Esta frase é verdadeira! Charles Spurgeon (embora tenha vivido alguns séculos antes de Lewis), dirá algo parecido. Mas o amor não se encaixa nesta frase. Nada de "que seja eterno enquanto dure"! Se temos um amor firmado em Cristo, ele durará, e vencerá as barreiras do tempo. A Biblia ordena  em Efésios 5:25: “Maridos, amem suas esposas, como Cristo amou a Igreja e a Si mesmo se entregou por ela.”  Qual a natureza do amor de Cristo para com os que Ele planeja salvar? Ele os ama quando eles são rebeldes. Ele os ama sem qualquer condições ou reservas de qualquer tipo. Cristo os atrai para Si quando eles estão em rebelião contra Ele. Ele faz com que seus corações o amem. Ele paga por seus pecados. Ele perdoa cada pecado que eles cometerão. Para salvá-los, Cristo negou-se completamente. A ordem de Paulo é: "como Cristo amou a sua igreja, maridos, amem suas esposas!. " Você percebe as implicações divinas? então, como disse no início, nada pode acabar com aquilo cuja origem é divina.

Existem pessoas frustradas porque um dia tiveram um relacionamento amoroso com alguém e, por alguma razão, aquele castelo de areia desmoronou. Isso não quer dizer que o amor acaba. Isso quer dizer que aquilo era tudo, menos uma relação de amor, pois o amor verdadeiro só é encontrado na pessoa de Cristo, e um casamento feliz só durará se Cristo for junto nesta união. Eles usufruirão da felicidade, da paz, do amor, da comunhão, da bondade e de todo o bem que se encontra na pessoa bendita de Cristo. Isso não é maravilhoso?

Talvez você se pergunte: como o amor de um casamento pode ser eterno, se o homem é mortal e um dia ambos morrerão? Bem, antes de escrever sobre, te convido a olhar esta imagem:


 Veja os primeiros três quadros: eles parecem ser felizes! estão juntos, sempre em ocasiões diferentes. Porém, no quarto quadrinho, vemos que ocorreu uma fatalidade: houve morte. Parece que a morte os separou, não? se for, tudo o que escrevi acima foi em vão. Bem, não é isso que mostra o quadrinho. A morte os separou... fisicamente. Porém, o senhor continua lá, amando sua esposa, como Cristo amou sua igreja. E olha o último: eles estão juntos novamente! Ué, na morte? sim, na morte! eles foram amar! Amar quem? amar Aquele que, um dia, fez com que eles se amassem. Eles foram até Cristo, retribuir o amor com que amaram e foram amados, e que maravilha, eles amarão, por toda a eternidade. De fato, "o amor jamais acaba" (ICo. 13.8).

Cleison Brugger
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9 de abril de 2011

CARPE DIEM

A vida, de fato, não é uma obra do acaso. Todos aqueles que vivem, vivem à partir de um propósito. Nenhum ser vive atendo-se a frivolidades, pois quem assim o faz não vive. Em suma, viver é uma necessidade diária e a morte só interrompe aquilo que estava em pleno vigor.

Eu, nestes últimos meses, tenho me impressionado com o fato de como a vida é volúvel ou, em outras palavras, como ela é inconstante, como muda facilmente, como vive girando. Parece um paradoxo, mas nem todo o paradoxo é uma contradição: a vida também vive e a maneira como ela mais aprecia viver é mudando de acordo com as circunstâncias. Muitos de nós já ouvimos a famosa frase "o mundo dá voltas", mas a palavra "mundo", na frase,  dá a conotação de vida; na realidade, a vida dá voltas, mas não voltas circulares, onde sempre voltaremos para onde estávamos, mas voltas irregulares, onde nada é tão certo, nada é tão óbvio, nada é previsível.

Voltando a mim, acho interessante a maneira como mudei. Lembro que um dos meus medos de infância era não ser crítico o suficiente e não ter argumentos para refutar aquilo que eu achava contrário. Graças a Deus, sempre tive ódio da imposição e sempre amei a subversão. Hoje, consigo ser um dos jovens mais críticos do ambiente onde convivo. Meus blogs dizem isso. Não aceito tudo, não concordo com tudo e vou me colocar contra isso até que parem pra pensar na minha objeção. Amo o que faço! não importa a posição de quem disse ou o quê disse, mas se eu tiver argumentos coerentes para me opor, irei adiante e destemido.

Mas ainda que eu haja chegado no lugar onde queria, temo não conseguir chegar onde preciso, e é este paradoxo que me revela que viver é uma necessidade diária. Eu preciso viver para chegar onde preciso e se a morte chegar, ela simplesmente interromperá um processo de crescimento, àquilo que estava em pleno vigor. É a maldita resistência impedindo a energia empolgante do elétron. Não é a toa que, quando Adão vacilou, Deus disse: "Maldita é a terra por sua causa!". Tudo caminha bem, longe dos braços da morte.

Hoje, na chegada dos 18 anos, tenho amigos que estão casando, outros noivando, se preparando profissionalmente e tudo isto prova que a vida não pára. Ela insiste em chegar em lugares inusitados, para a nossa alegria. Enquanto crianças, nossos desejos giravam em torno do fútil, hoje, nossos objetivos são outros e a nossa vida, mais interessante de se viver. Por isso, que possamos valorizar a vida, do instante em que levantamos da cama ao momento onde deitamos nela, ao anoitecer, pois é neste interim que a vida acontece, e acontece pra valer. Convido você (e também a mim) a viver os estudos, viver o amor, viver o pensar, e nunca deixar de projetar o futuro, pois quem assim o faz, merece morrer, pois quem para de sonhar, consequentemente, para de viver. Levante cedo, abra a janela pela manhã, respire fundo e aprecie a vida. A singularíssima (como diz Augusto dos Anjos) Clarice Linspector disse: "ainda bem que sempre existem outros dias. E outros sonhos. E outros risos. E outras coisas". Enquanto vivermos, vivamos a vida. É este o recado.

Paz à você,
Cleison Brugger.
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4 de abril de 2011

O precursor saltou no ventre

João Batista saltou no ventre da sua mãe Isabel, não somente por ter ouvido a voz da bem-aventurada Maria, mas principalmente por sentir a presença do Fruto bendito do céu, que Maria trazia dentro de si. Foi O Messias que fez João e Isabel agitarem-se no Espírito. Qualquer salto espiritual de relevo que se dê, em última análise, é sempre causado por causa da presença do Cristo. É Jesus que nos batiza, enche com fogo e que nos faz saltar para o céu. "É necessário que Ele cresça e que eu diminua."

Jorge Oliveira.
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18 de janeiro de 2011

Monotonia

 "Nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim, tão diferente!"
Como essa música me faz pensar sobre algumas questões da vida! eu, que não suporto o "de sempre", não curto o inerte, não abraço o parado e não tolero o passivo, vez ou outra me deixo levar pela monotonia.

Agora...
um Deus monótono?
Soa até como uma blasfêmia, um insulto!
Mas é assim que o magistral G. K. Chesterton O define:
"Pelo fato de as crianças terem uma vitalidade abundante, elas são espiritualmente impetuosas e livres; por isso querem coisas repetidas, inalteradas. Elas sempre dizem: “Vamos de novo”; e o adulto faz de novo até quase morrer de cansaço. Pois os adultos não são fortes o suficiente para exultar na monotonia. Mas talvez Deus seja forte o suficiente para exultar na monotonia. É possível que Deus todas as manhãs diga ao sol: “Vamos de novo”; e todas as noites à lua: “Vamos de novo”. Talvez não seja uma necessidade automática que torna todas as margaridas iguais; pode ser que Deus crie todas as margaridas separadamente, mas nunca se canse de criá-las. Pode ser que ele tenha um eterno apetite de criança; pois nós pecamos e ficamos velhos, e nosso Pai é mais jovem do que nós."

Que perfeita definição da exultante monotonia de Deus!
Um Deus que sempre nos convida a fazer a mesma coisa, novamente.
Um Deus que olha pra o Sol e diz: "- Vamos de novo?", olha para a lua e diz:  
"- Vamos de novo?", olha para o galo, logo pela manhã, e diz: "- Vamos de novo?" ...

...

Olha para nós e diz: VAMOS DE NOVO?
É incrível como paramos tão rapidamente, como desistismos tão facilmente!
Desistimos sempre no meio do caminho, porque achamos que o que vem pela frente é sempre maior do que a nossa capacidade de enfrentar o que virá.
"Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou" (Efésios 2.4), nos dá nova chance a cada dia. Se você conseguiu chegar até este novo ano, se ainda não morreu ou não está em estado terminal, é porque Deus te convida a entrar nesta monotonia e, assim, te faz a pergunta: "- vamos de novo?"

Nunca é tarde para tentar novamente; basta aceitar a monotonia dAquele que é Eterno e que nada é tão igual que se não possa mudar, e levantar inconformado, querendo avançar para o diferente, o inusitado, o surreal.

Deus cria as flores de campo e, embora semelhantes, elas não são iguais.
Deus nos dá novos dias a cada dia e, embora semelhantes, eles não são iguais.
Assim, num dia de cada vez, logo no monótono nascer do sol, Ele olha pra nós e faz a monótona pergunta: "E ai, vamos de novo?"

Aceite o convite dAquele que entende o que é viver, pois nunca nasceu e jamais morrerá.

Paz à você,
Cleison Brugger.
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1 de outubro de 2010

Pelo quê você vive?

"louvarei o SENHOR enquanto eu for vivo, enquanto viver, cantarei hinos a meu Deus" (Salmo 146.2).

Quem sou eu? pelo quê vivo? para onde irei?
Em alguns momentos da vida, já fizemos algumas dessas perguntas a nós mesmos, mas hoje quero ser enfático na segunda pergunta: "Pelo quê eu vivo?"
Tenho certeza que algumas pessoas vivem para o trabalho, outras vivem para os filhos, outras para os estudos, e algumas poucas (atrevo-me a completar), vivem para Deus.
A vida de Paulo, o apóstolo, é um exemplo; no livro de Atos dos Apóstolos (Bíblia), vemos uma declaração dele: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus" (At 20.24). Vemos aqui o exemplo mais concreto de amor à Cristo, como o próprio Cristo declara em Mateus 10.39: "Quem procura os seus próprios interesses nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo, porque é meu seguidor, terá a vida verdadeira". Vemos então, o amor de Paulo ao evangelho de Jesus Cristo, vemos sua dedicação e seu empenho por esta tarefa.

Com um exemplo destes, é realmente triste ver como ainda existem pessoas que dizem viver para Deus, mas não fazem nada para Ele.

Hoje, Cristo e eu, te convidamos a participar de uma vida íntegra e exclusivamente dedicada a Deus. Vamos trabalhar juntos e louvar a Deus por toda  a nossa vida, e quando nos perguntarem: "Pelo quê você vive?", diremos: "Vivo para servir e louvar a Deus por toda a minha vida!"

"[...] Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece" (Tiago 4.14b).

Soli Deo Gloria,

Matheus Bastos
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23 de agosto de 2010

A tirania do SE...

- Se eu estudasse mais..
- Se eu pudesse voltar no tempo..
- Se eu pudesse parar o tempo..
- Se eu tivesse mais alternativas..
- Se eu fizesse aquela escolha...
Se, se, se... é incrível como ficamos presos a duas letras!
Temos muitos planos, projetos infindos, mas sempre acabamos dando espaço para o 'SE' e, por fim, ficamos presos nas mãos deste tirano. Realmente, o 'SE' só é empregado quando trazemos a lembrança projetos inacabados, aquilo que deixou de ser feito ou ainda aquelas coisas que deveríamos fazer e só nos damos conta disso quando a oportunidade de a fazer passou. O 'SE' nunca é dito quando estamos satisfeitos com algo, e sim, quando olhamos para trás e percebemos que haviam coisas melhores a serem feitas e decisões mais coerentes a serem tomadas. O pastor Ricardo Gondim define bem o termo: "Peso que vem do passado: há sempre um 'se' a incomodar. 'Se' aquele caminho, 'se' aquela escolha. Mas só se vai adiante sem a tirania do 'se'". Concordo com ele! Precisamos ir adiante, mas não para chegarmos lá na frente, olharmos para trás e dissermos novamente: "Se..."!

Infelizmente, muitos estão como o povo de Israel no deserto: com saudades do Egito. Eles sempre diziam: "SE estivéssemos lá, teríamos água à vontade" (Nm. 20. 3-5); "SE estivéssemos no Egito, estaríamos comendo carne e não este miserável pão [o maná que Deus dava a eles toda manhã!]" (Nm. 21.5); "Seria bem melhor SE estivéssemos no Egito" (Nm. 14.3), e por esta razão, nunca são felizes, plenos ou se sentem bem com aquilo que fazem ou ainda com o modo como vivem.
Quer saber de uma coisa? Viver sob a dependência de Deus é a maior prova de liberdade!

Deus nos convida a caminharmos lado a lado com Ele, e quem anda com Deus, anda por caminhos extremamente plenos. Com Deus não há motivos, nem razões para dizermos 'SE' em meio a caminhada. Enquanto muitos do povo morreram no deserto porque murmuraram contra o Senhor e sentiram saudades do Egito, os que permaneceram fiés e sob a dependência de Deus pôde, no final, contar seu testemunho: "Palavra alguma falhou de todas as boas coisas que o Senhor prometeu à casa de Israel. Tudo se cumpriu!" (Js. 21.45). Se lá trás Ele disse que deveríamos agir de um modo ou que fizéssemos determinada escolha, é porque Ele tinha certeza que ao final você viraria para trás e diria: "Ufa! Ainda bem que Deus dirigiu meus passos!". A Palavra nos diz: "Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos, declara o Senhor" (Is. 55.8).

Realmente, andar com Deus requer esforço, estratégias e atitude, mas ninguém disse que seria fácil, pelo contrário, o próprio Cristo disse: "Neste mundo vocês terão aflições; " (Jo. 16.33a), mas antes que olhemos para trás e repensemos a opção de voltar para o Egito, Ele nos diz: "Ei, fique tranquilo  ... Eu venci o Mundo!" (Jo. 16.33b). Essa não é a melhor notícia de todas?

Let's go!
Sinta Deus pegando por suas mãos e te levando por lugares extremamente incríveis!
Não chore porque acabou, sorria porque acontece!


Paz à você.
Cleison Brugger
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7 de junho de 2010

Água Viva

Você está acostumado (a) com a sede física. Seu corpo, segundo estimativas, é de 70% líquido. Exceto pelo cérebro, pelos ossos e alguns órgãos, somos balões de água ambulantes.

Temos de ser. Pare de beber e veja o que acontece. Os pensamentos coerentes desaparecem, a pele fica ressecada e os orgãos vitais se paralisam. Seu corpo precisa de água como uma pessoa exausta
precisa de ar.

Na verdade o Criador o protege com a sede - um "indicador de carência de líquido". Deixe seu nível de líquido ficar baixo e observe os sinais. Boca seca. Dor de cabeça. Joelhos fracos. Prive seu corpo de líquido tão necessário, e seu corpo lhe dirá.

Prive sua alma da água Espiritual, e sua alma lhe dirá. Corações desidratados enviam mensagens desesperadas. temperamentos ríspidos. Ondas de preocupação. Uma fera rugindo de medo e culpa. Você acha que Deus quer que você seja assim? Falta de esperança. Falta de sono. Solidão. Ressentimento. Irritabilidade. Insegurança. esses são avisos. Sintomas de um coração profundamente seco.

Onde se encontra água pra alma?
Jesus deu a resposta: "Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Quem crêr em mim, como diz a Escritura, rios de ÁGUA VIVA correrão de seu ventre" (Jo 7:37,38).

Clame a Jesus por está ÁGUA VIVA e seu coração será inundado por uma certeza que tens Paz real. Você entenderá de onde algumas pessoas são completamente diferentes.

Bons goles de ÁGUA VIVA e serás diferente também.

(Max Lucado)
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