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18 de julho de 2012

Quando obedecer a Deus não parece interessante

"Se somente ouvires diligentemente a voz do Senhor, teu Deus, para cuidares em fazer todos esses mandamentos que hoje te ordeno"
(Deut. 15.5)

Se, se... uma rápida lida no livro de Números, Deuteronômio e outros livros da Bíblia, veremos os Se's. Eles estão espalhados por toda a parte nas Escrituras e, na grande maioria, se trata de bênçãos condicionadas à obediência, como é o caso de Deuteronômio 15.5. O capítulo em específico vai tratar do ano da remissão, em que aquele que tinha emprestado alguma coisa a um de seus irmãos israelitas, no ano da remissão, perdoaria esta dívida. Isso acontecia para que não houvesse pobres em Israel e a promessa era a de que o SENHOR abençoaria abundantemente quando eles entrassem na terra prometida (Dt. 15.4) e no vv.6 continua dizendo que "o SENHOR, o seu Deus, os abençoará conforme prometeu, e vocês emprestarão a muitas nações, mas por nenhuma serão dominadas". Tudo isto com um porém: "Se somente ouvires diligentemente a voz do Senhor, teu Deus, para cuidares em fazer todos esses mandamentos que hoje te ordeno (vv.5). O contexto trata de bênçãos condicionadas ao povo de Israel, mas o princípio é aplicável a nós.

Sabemos das leis, sabemos das promessas, sabemos das bênçãos, tal como o povo de Israel tinha tudo isto em mente. Mas por que você acha que em Israel havia gente pobre (Mc. 14.7), enquanto Deus disse que a observância do princípio do ano da remissão era para que não houvesse pobres? simplesmente porque Israel não foi leal aos mandamentos, e a bem da verdade, nós também não somos. Ao invés de Israel pensar: "bem, estamos no ano da remissão, em que perdoamos dívidas. Que Deus maravilhoso que ergue este princípio em benefício dos pobres!", pensavam assim: "o que é meu é meu e eu não vou ser bobo de dar para outro aquilo que eu comprei com o meu suor". Queremos o que é nosso a todo o custo, mesmo sabendo que estamos no "ano da remissão", em que Cristo pagou, cancelou, invalidou a nossa dívida e então somos reconciliados com Deus. Queremos resolver as coisas com as nossas próprias mãos, mesmo sabendo que as bênçãos decorrentes da obediência à Palavra estão em jogo. Frequentemente, estamos quebrando as regras e transgredindo as leis por acharmos que Deus não é tão sábio assim e a maneira como eu faço, eu quero, eu penso é a que dá certo e resultados imediatos, embora saibamos que nem tudo o que dá certo é correto e bom.

A verdade é que nem sempre os resultados de Deus são imediatos, e isso nos decepciona. Queremos ver as coisas acontecendo agora. Vivemos numa época em que muitos têm uma completa sede por vingança e retribuição, e se foram vilipendiados  e desonrados aqui, querem que os que fizeram isso recebam na mesma medida, agora! querem triunfar e esfregar na cara do "adversário" (que por incrível que pareça não são principados e potestades, como diz Efésios 6.10, mas sim a "carne e o sangue" - pessoas! - transgredindo, assim, o princípio bíblico) a "vitória", enquanto Deus diz: "Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor" (Rom. 12.19), e essa recompensa não se dará agora e Deus não se "vingará" nesta vida. Isso nos frustra porque queremos ver acontecer com aquele que nos feriu, o mesmo que aconteceu conosco.

Isso é assim porque temos uma visão míope da glória de Deus. Não temos em voga as promessas de Cristo e o tesouro que Deus é para nós, em Cristo Jesus. Na verdade, muitos de nós andamos por vista e não por fé (2Cor. 5.7), olhando para coisas, situações, circunstâncias e vilipêndios enquanto deveríamos nos entregar "Àquele que julga retamente" (1Ped. 2.24). Se crermos que "se somente ouvirmos diligentemente a voz do Senhor e tivermos o cuidado de fazer conforme todos os mandamentos", usufruiremos de bênçãos da parte de Deus, toda a questão será solucionada. Não mais faremos "justiça com as próprias mãos", nem mesmo esperaremos recompensas nesta vida, mas teremos viva a esperança de que, se obedecermos a voz do Senhor, provaremos de bênçãos sem medida na terra que Ele dará por possessão! O problema é que não parece interessante obedecer a Deus quando é a minha vida, o meu lucro, o meu sucesso, o meu ganho, a minha honra, a minha família, a minha comodidade que está em jogo; Não parece interessante obedecer a Deus pois enquanto Ele garante que haverá resultados lá na frente, nós queremos vê-los agora, enquanto Paulo diz que "se esperarmos em Cristo somente nesta vida, somos os mais infelizes entre os homens" (1Cor 15.19), mas Jesus disse que "felizes os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus (Mt. 5.3); "felizes as pessoas que choram, pois Deus as consolará (5.4); "felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores. Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês" (Mt. 5. 11, 12a NTLH).

Em Cristo, que sempre recompensa os seus,

Cleison Brügger.
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21 de junho de 2012

O Que o Rio+20 tem a ver com a minha fé?

Dos dias 19 a 22 de junho, líderes dos 193 países que fazem parte da ONU estão reunidos na cidade do Rio para discutir desenvolvimento sustentável. Essa conferência é, de fato, muito importante pois discute a participação política dos países com relação ao desenvolvimento sustentável do planeta. Não é anedota. Todos sabemos que o futuro do planeta está comprometido. Se você for a cidade de São Paulo, por exemplo, perceberá que existe uma densa nuvem negra que cobre a cidade. Não, não é chuva se formando, mas o alto grau de poluição que a cidade alcançou. Bem, ela não é a única, e poluição não é o único problema que o planeta enfrenta.

A Escritura diz que "toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto" (Rm 8.22) e sabemos que isso é assim porque o homem pecou e a Terra foi amaldiçoada por causa dele e, com ela, todas as criaturas. Contudo, Romanos 8.19 diz que a criação, ou a natureza criada, aguarda com grande expectativa a manifestação dos Filhos de Deus. E aí você se pergunta: o que o Rio+20 tem a ver com a minha fé?

O Salmo 24.1,2 diz: "do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem; pois foi ele quem fundou-a sobre os mares e firmou-a sobre as águas." O Salmo diz que a terra é do Senhor por direito de criação, pois foi Ele quem a fundou sobre os mares e a firmou sobre as águas (v.2). De fato, "no princípio criou Deus os céus e a terra" (Gn. 1.1). Sendo assim, a ordem criada não pertence a Satanás, mas a Deus. E se do Senhor é a terra, e nós somos do Senhor, logo, somos mordomos e/ou administradores e deveríamos nos comprometer a administrar adequadamente aquilo que o Senhor criou. Assim, preocupar-se com o futuro do planeta é um começo. Contudo, devemos ser levados a ação, e não apenas elogiarmos os esforços do Greenpeace. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.[1]

Não é meu objetivo dizer para você ser "ecologicamente consciente" e, assim, esquecer do seu próximo, como se cuidar de coisas e não de gente fosse o que importasse. Terminantemente não é isso! Mas, de acordo com o Salmo que lemos, é do Senhor tanto a terra e tudo o que nela existe (plantas, animais, rios, mares, bosques, deserto, selva e natureza como um todo), como o mundo e os que nele vivem (todos os homens). Assim, somos convocados a cuidar e zelar pela criação, demonstrando a glória de Deus em tudo o que fazemos. O amor não deve apenas ser pregado, mas encarnado. Na verdade, é dever de todo cristão tornar o amor de Cristo visível, palpável, tocável e cheirável, na terra. Não é "esquecer dos homens e cuidar das coisas", nem "esquecer das coisas e cuidar dos homens", mas ter o compromisso de cuidar de ambos, visto ser ambos parte integrante do planeta onde vivemos.

Deus ordenou a Adão e Eva que administrassem a terra, tornando-a produtiva e habitável (Gn. 1.26). Desde então, cada homem faz-se responsável pela criação diante do Senhor de toda a terra. Isto equivale dizer que o Evangelho de Cristo não visa apenas salvar o homem do pecado e do Inferno, mas levá-lo a agir como instrumento transformador da sociedade na qual está inserido, pois Deus nos criou como seres sociais para que cuidemos de nós e da terra que Ele nos entregou.[2]

"Deus fez o homem um ser  espiritual, físico e social. Como ser humano, o nosso próximo pode ser definido como 'um corpo-alma em sociedade'"[3] escreveu John Stott. Assim, é nosso dever cuidar do homem todo e todo o homem e do ambiente onde ele vive. Não quero dizer com isso que devemos "construir um mundo melhor e feliz". Isso é ilusão! Mas quero asseverar que enquanto estivermos aqui, devemos fazer todo o bem que estiver em nosso alcance, cuidando do homem criado por Deus e da criação como um todo, zelando para que nenhum mal seja feito àquilo que Deus criou. Não é querer salvar o mundo com as próprias mãos, inspirando-se nos "Vingadores". Não há super-heróis entre nós! Mas há os que são e estão conscientes de que, se fizerem sua parte, estarão contribuindo no todo, pois o todo é confirmado quando cada um, individualmente, faz o que deve ser feito.

Os dois temas em foco da Conferência Rio+20 são: (1) a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, e (2) o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável. Algo no primeiro tema soa muito estranho: a utópica "erradicação da pobreza". diga-me em qual momento da história não houve gente pobre? o próprio Jesus disse que os pobres sempre teríamos conosco (Jo. 12.8). Erradicar a pobreza é impossível, mas minimizá-la ou atenuá-la em nosso contexto é algo ao qual precisamos nos engajar. Atos 4.34, 35 diz que na igreja primitiva "não havia necessitado algum; porque todos os que possuiam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés do apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha". A proclamação do Evangelho e a diaconia (serviço) da igreja eram inseparáveis (At. 4. 34,35; 6. 1-7). Isto fez com que a igreja em Jerusalém caisse na graça do povo (At. 2, 46,47). Que possamos aprender com eles.

Termino com uma frase de C.S. Lewis: "Eu acredito no cristianismo como eu acredito no sol, não por aquilo que ele é, mas que através dele eu posso ver tudo ao meu redor." A verdadeira religião - que, segundo o apóstolo Tiago envolve ação social, Tg. 1.27 - nos leva a confessar Cristo como Senhor na relação de envolvimento com as criaturas e a criação. Como Stott disse, "se Jesus amou o mundo de tal maneira  que entrou nele através da encarnação, como podem seus seguidores  proclamar que amam o mundo procurando escapar dele?." Cuidar da criação é algo ao qual precisamos nos envolver.

Até mais,
Cleison Brügger.

Fontes:
[1] Pacto de Lausanne
[2] Lições Bíblicas, 3º Trimestre de 2011, CPAD.
[3] Stott, John. "Cristianismo Equilibrado". 
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31 de maio de 2012

Percorrendo Cantares de Salomão - Parte II

 2ª Parte do estudo de Cantares de Salomão. Você pode ler a 1ª parte aqui.

Ainda passando pelo capítulo 1, percebemos, dos versos 12 ao 16, a agradabilidade mútua existente entre Salomão e Sulamita. No verso 12, a imagem que vem é da importância do assentar-se à mesa. Sulamita diz que "enquanto o rei está assentado à sua mesa", uma alusão ao antigo costume de comer recostado sobre tapeçarias, ao redor de uma mesa baixa, "o meu nardo [de Sulamita] exala o seu perfume". Havia amor sendo expressado até nos momentos da refeição. Ambos estão à mesa. A mesa é importante! Um lugar de comunhão, diálogos, trocas. Nossa época perdeu a noção da importância de assentar-se à mesa com a família. O sofá (junto a TV) ou a cadeira (junto ao PC) tomaram o sagrado lugar da mesa e, assim, não dá para sentir nenhum "nardo exalando". Não há proximidade, e sem proximidade, conhecer alguém é impossivel. Só sentiremos o nardo de nossos pais e filhos (suas qualidades e pontos fortes), se houver proximidade, e a mesa é um bom lugar para isso.

No capítulo 2, a esposa continua falando: "Eu sou a Rosa de Saron" (vv.1). As rosas que ficavam na planície de Saron (chamadas de "Havatselet há Sharon") eram perfumadas de tal modo, que o viajante podia sentir sua fragrância de muito longe. Isso fala de um comportamento ilibado, irrepreensível, que faz com que, de longe, seja apreciado e notado. No cap. 1, Sulamita diz que o nome de seu esposo era como unguento derramado (Ct 1.3), querendo dizer que seu nome tinha um caráter admirável e irrepreensível. Agora, ela se compara as "rosas de Sharon", que exalavam um bom perfume a longa distância. Um casal cujo caráter são ilibados, formará uma família exemplar e que exalará o "bom perfume de Cristo" (2 Co 2.15).

 O esposo responde que "qual o lírio entre os espinhos, tal é meu amor entre as filhas" (vv.2) e a esposa, de igual modo, continua dizendo que "qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar" (vv.3). Perceba que um é agradável ao outro. O texto não mostra uma pessoa cheia de sentimentos e valores tentando encher outra. Pelo contrário, ambos têm atrativos e coisas a elogiarem e dizer: você me fascina por esta razão. Num relacionamento, deve haver uma complementaridade, onde um tem algo a acrescentar ao outro.

Nos vvs. 4-6, vemos o papel de liderança dado ao homem: "levou-me [a esposa] à casa do banquete" (vv.4). "Sustentai-me [a esposa]" (vv.5) e, no vv.6, Sulamita diz: "A Sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a Sua mão direita me abrace". O papel de "levar", "sustentar", exercer autoridade ("mão esquerda debaixo da cabeça") e de cuidar ("mão direita me abrace") é inteiramente do homem. A mulher sempre será alvo disso, e nunca que se trocará os papéis. O apóstolo Pedro, em sua epístola, diz as esposas: "Do mesmo modo, mulheres, sujeitem-se a seus maridos, a fim de que, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavras, pelo procedimento de sua mulher" ( I Pe 3.1). A aos maridos: "Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações" (I Pe 3.7).

No vv.7, Sulamita diz: "Mulheres de Jerusalém, eu as faço jurar pelas gazelas e pelas corças do campo: não despertem nem provoquem o amor enquanto ele não o quiser (NVI)". Infelizmente, muitos têm sido guiados por um "amor de momento", que começa aqui e acaba ali. Tem pressa para desenvolver uma relação íntima apoiada em seus fortes sentimentos. Os frutos disso são diversos, como desilusão amorosa, depressão, descontentamento etc. A falsa-verdade (mentira!) de sair procurando o amor de sua vida, até achar sua cara metade só trará tristeza e desilusão. Os sentimentos não são suficientes para sustentar uma relação duradoura. O verso nos ensina a que deixemos despertar o amor naturalmente. Nada de forçar a barra! Esperar com paciência para que os sentimentos de amor e compromisso se desenvolvam juntos. é o melhor. O tempo certo virá, como vemos alguns versos abaixo:

"O meu amado falou e me disse: Levante-se, minha querida, minha bela, e venha comigo. Veja! O inverno passou; as chuvas acabaram e já se foram" (vvs. 10, 11). Aqui, Salomão chama a esposa para acompanhá-lo. O tempo certo havia chegado, pois "o inverno passou e as chuvas cessaram", por isso ele diz: "Levanta-te [...], venha comigo!". Estas palavras dão a entender que ambos tinham esperado o tempo certo até que chegassem a um estado de maturidade para desfrutarem do compromisso e do amor. Esperar com paciência até que o tempo chegue é o melhor a ser feito! Nada da carroça à frente dos burros! Tudo a seu tempo!

O vv. 15 tem uma lição importante: "Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor". As raposas, no meio da vinha, são identificáveis, mas as raposinhas nem sempre. E são estas que causam maior estrago! Elas arrasam com a plantação! por isso o alerta: "apanhem-nas!". Existem problemas pequenos (as pequenas "raposinhas") que se não forem identificados agora e devidamente corrigidos, mas à frente, trarão problemas e granes devastações. Não deixe para corrigir problemas quando for se casar! corrija-os agora! Seja uma bênção para seu parceiro(a). Não deixe que problemas pequenos  sejam a causa de grandes devastações.

Por fim, Sulamita diz: "O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios" (vv.16). O relacionamento que nos é apresentado na Bíblia é o relacionamento monogâmico, que é o relacionamento matrimonial com apenas um conjuge. O homem não tem uma mulher para satisfazer-se sexualmente, e vice-versa. Deus, logo no início, disse que não é bom que o homem esteja só (Gn 2.18a) e, por esta razão, deu a Adão uma "ajudadora idônea" (Gn 2.18b), "literalmente, uma auxiliadora que o atenda. Ela teria de partilhar das responsabilidades do homem, corresponder à natureza dele com amor e compreensão, e cooperar de todo o coração com ele na execução do plano de Deus" (Comentário Bíblico Moody). Podemos ver o problemão que Léia enfrentou ao casar com Jacó, pois ela sabia que o amor de Jacó pertencia a Raquel, sua irmã. Léia frequentemente reclamava que não era amada por seu marido (Gn 29.32, 34; 30.20). Assim, é bom ter alguém no nosso lado para chamar de nosso. Nosso, e de mais ninguém! É maravilhoso poder dizer como Sulamita: "O meu amado é meu, e eu sou dele" ou, no caso dos homens, "A minha amada é minha, e eu sou dela". Se você for guiado por Deus a um relacionamento sério, verá o porquê que o adultério, o divórcio, ciúmes e desconfianças são coisas detestáveis para Deus: porque o que Deus uniu, não separe o homem. 

Até mais!

Cleison Brügger
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19 de abril de 2012

Descansando no poder de Deus

De vez em quando, ouço minha avó cantar um hino do Cantor Cristão que eu sempre achei belíssimo. É o hino 330 HCC, e a letra de seu refrão é a seguinte: "Descansando nos eternos braços do meu Deus, vou seguro, descansando no poder de Deus". Parece simplório, mas o simples citar a frase "descansando no poder de Deus" já me deixa calmo e em paz, e é bom saber que Deus nos convida a descansarmos nEle e em suas promessas.

Descansar no poder de Deus é parar de descansar em nossas próprias forças. "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável" (Jeremias 17.5-6). O Senhor chama de maldito aquele que confia em si mesmo e na força do seu braço e, assim, aparta o seu coração do Senhor. Quem confia em si mesmo descrê do Senhor. Não há conciliação entre confiar em si mesmo e no Senhor! O Salmista disse: "Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus" (Salmo 20.7). Jeremias continua dizendo que o tal homem será como um arbusto no deserto. Sexta passada eu vi uma reportagem nos desertos de Omã; como a vegetação do deserto é seca, sem vida. Somente o orvalho da noite para lhes refrescar - algum tipo de  graça comum -, mas pelo resto do dia é um sol escaldante sob suas folhas.  Bem, é assim que o Senhor define um homem que confia em si mesmo. Ele não pode esperar por ajuda, nem recursos externos, visto estar cheio de si.

Em contrapartida, Jeremias continua dizendo: "Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto" (Jeremias 17.7-8). Diferente das árvores desérticas, o Senhor diz, através de Jeremias, as mesmas palavras que Davi usou para compor seu salmo 1. Quem confia no Senhor é comparado a uma árvore plantada junto às águas, cujas raízes estão inundadas nas águas e quando vem o calor, não precisa temer. Mesmo vindo a seca, ela continua dando frutos e suas folhas estão verdes. Descansar no poder de Deus é ser uma árvore e deixar com que Deus providencie todo o resto. Ele é a fonte! ele manda a chuva, assim como também manda o calor, providencia a vida e a graça para cada dia.

Aos que estão ansiosos, eu lhes digo: descanse no poder de Deus (I Pe. 5.7). Aos que levam fardos pesados, eu lhes digo: descanse no poder de Deus (Mateus 11.28). Aos que estão encarcerados, eu lhes digo: descanse no poder de Deus (e.g., Atos 16.25). Você que está tentando se salvar, eu lhes digo: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9), por isso, descanse no poder de Deus! Amado(a), desista de si mesmo, de suas vontades e de suas forças. Paulo disse: "Quando estou fraco, então sou forte" (2 Corintios 12.10), então, que o Senhor nos enfraqueça, para que possamos sugar vida da videira que é Cristo, e então viver. 

O tão conhecido Salmo 91.1 diz: "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará". Mudando a ordem deste verso sem que ele perca o sentido, temos: "À sombra do Onipotente descansará, aquele que habita no esconderijo do Altíssimo". Se você deseja "descansar à sombra do Onipotente", eis o conselho do salmista: "habite no esconderijo do Altíssimo". E onde ele fica? na oração, na abnegação, na renúncia, na nossa fraqueza, na desistência da nossa capacidade e força. O esconderijo do Altíssimo é onde nem o mundo, nem Satanás consegue nos encontrar. O esconderijo do Altíssimo é o lugar oposto ao do mundo. O mundo está mergulhado em deslealdade, nós porém, na lealdade. O mundo está imerso em corrupção, porém nós, na honestidade. O mundo está em trevas, mas nós estamos em luz. Estamos no esconderijo do Senhor, e lá nós somos mudados radicalmente e somos parecidos com o nosso Deus. Onde termina o nossa "zona de conforto" é onde começa o "esconderijo do Altíssimo". Corra para lá e você verá que o simples citar a frase "descansando no poder de Deus" fará todo o sentido para você.

Até mais,
Cleison Brugger.
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24 de março de 2012

Porque só na morte?

Tudo começou na morte da cantora americana Witney Houston. Lembro que logo que vi a notícia, veio a minha mente, de imediato, a canção "Jesus love me" a qual ela interpretou magistralmente e, então, postei um vídeo no facebook. Mas não foi "para a nossa alegria", como estamos cantando atualmente rs. Na verdade, foi para mostrar que perdemos, de fato, um dos maiores contraltos de nosso tempo. No que um amigo, inconformado, em meio a tantas palavras, defendia uma tese: "porque só lembramos dela na sua morte? e porque não lembramos das crianças (e adultos) que morrem todos os dias, à margem da sociedade e a mercê do poder público?" Isso me levou a pensar e a avaliar a mim mesmo. Ontem (23), perdemos um dos maiores humoristas do Brasil, cujo qual os humoristas atuais bebem de sua fonte, o tão aclamado Chico Anyzio. Mas não vou me pronunciar, nem colocar luto em algum status. Não postarei vídeos. Não farei isso para não ser falso ou hipócrita. Não lembrei dele enquanto ele estava no hospital, sabendo que podia fazer uma oração em favor dele, visto que, mesmo famoso, ele prestará contas diante de Deus um dia desses, porque lembraria agora, depois de morto? agora, lembranças não valem de nada.

Recentemente, perdemos um gigante. Assassinado pelo filho adotivo, voltou para casa o Bispo Dom Robinson Cavalcanti, um defensor da vida. Lembro que dias antes de sua partida, assisti uma palestra sua, via youtube,  em que, falando sobre Missão Integral baseado no salmo 133, ele dizia: "Há uma diferença entre existência e vida. Todos os seres são existentes: animais irracionais, vegetais, minerais, mas Jesus disse 'Eu sou a vida', e só estão vivos os que estão conectados a esta vida, e os demais não estão vivos, são apenas existentes (...) a ação na história tem uma repercussão na pós-história, a eternidade, na medida que nós adquirimos uma vida qualitativamente diferente. Nem sempre quantitativamente. A vida de Jesus durou 30 anos; o seu ministério foi muito curto, 3 anos. Nós não medimos a vida pela sua duração, mas pela sua doação. Não é a quantidade, é a qualidade. O problema é que nós temos tido, cada vez mais, a chamada vida chuchu, que não fede, nem cheira. Alguns passam a vida inteira e não fez nem bem, nem mal e no final não fez nada. A sua vida foi uma rotina absoluta. É tão ausente de qualquer coisa, que vivo ou morto, não faz diferença." Isso me levou a pensar: como tem sido minha vida? quer ausente pelas circunstâncias do cotidiano, quer ausente pela morte, os que me norteiam sentirão minha falta? a minha vida tem algum tipo de impacto positivo na vida de outros ou eu sou como uma pedra no caminho que, estando ali ou não, não fará diferença?

Na verdade, não quero ser lembrado apenas na morte. Na morte, todos são lembrados de alguma forma, até bandidos e meliantes. No velório, até mau-caráter se torna gente de bem (afinal, é feio falar mais dos outros na sua morte). Quero ser lembrado na vida, pelo que fui (no passado), pelo que tenho sido (no presente, na vida) até o dia de ser lembrado pelo que fui, novamente (na morte). Não quero apenas viver, mas escrever e fazer história, e isso não é presunção. Deus não chamou ninguém para simplesmente existir, mas para que, através da vida, proclame o quão belo, majestoso, perfeito, santo, relevante, necessário, reto e bom é o Senhor, nosso Deus. E como faremos isso? nos doando. Amando e fazendo o bem, sem olhar a quem. É nesse espectro que o mundo vê o Criador em nós. Veja este texto das Escrituras: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5.16). Perceba os verbos do verso: resplandeça, vejam e glorifiquem. É em resplandecendo a glória de Deus (II Coríntios 3.18),  - e resplandecer esta glória não é frequentar cultos pentecostais, mas sim, agir de forma a se assemelhar com Cristo -, que o mundo nos olha e (pasmem!), glorifica ao Pai. Quando resplandecemos a glória de Cristo, fazemos com que os homens retornem ao propósito pelo qual foram criados: a exaltação da glória de Deus. É a nossa vida sendo usada por Deus para a missão integral, que envolve o homem todo e todo o homem (entenda melhor isso lendo o Pacto de Lausanne). É uma vida qualitativa, sem necessariamente ser quantitativa. Quer um exemplo disto? veja este vídeo:

"(...) somos chamados a plantar uma qualidade de vida, simplesmente colocando a nossa vida no altar, marcada pelo compromisso e pela doação", foi o que afirmou Dom Robinson Cavalcanti, e somente uma vida marcada pela doação ao próximo merecerá ser lembrada, mas enquanto vivermos uma vida "chuchu", que não tem cheiro, não tem gosto, não tem cor, não tem graça, seremos apenas seres existentes, caminhando sobre a terra sem propósito, e não foi com este propósito que o Criador nos formou. É certo que não devemos lutar para sermos relevantes. Relevância é o de menos. Devemos lutar para sermos parecidos com Cristo. Este sim é (deve ser!) o nosso propósito!

Assim, termino com as palavras de Robinson e, depois delas, farei as últimas considerações: "Por fim, somos chamados à santidade (...) Há dois tipos de santidade: a santidade passiva e a santidade ativa. O conceito de santidade passiva, é o conceito de deixar de fazer coisas erradas. É uma santidade deixante, onde alguém deixa de fazer algo ruim. A santidade ativa é o fazer o correto, é ocupar a vida não deixando de fazer o errado, mas ocupá-la fazendo o correto. Aliás, se você ocupar a vida fazendo o correto, não terá tempo para fazer o errado." Não sei como você fica, mas eu fico completamente consternado quando um cristão morre.  Ano passado, a Inglaterra perdeu dois grandes ícones: a cantora Amy Winehouse e o teólogo anglicano, Rev. John R.W. Stott. Amy será lembrada pela sua embriaguez, loucuras, vícios e problemas. Stott será lembrado pela sua sobriedade, biblicidade, honestidade, humildade, doçura e amor. Winehouse morreu tragicamente aos 27 anos; Stott partiu para a glória no auge dos seus 90 anos. E quer saber? Stott morreu e meu coração pesou, pois parece que o mundo encolheu. Gente de Deus quando morre, faz com que o mundo sinta que não é digno de tê-los. Gente santa quando vive, santifica o mundo, o seu contexto, os que os norteiam. Estes sim, são lembrados, aclamados, honrados, lamentados. Contudo, o mundo é tão mau, que quando gente mau morre, a diferença é inexpressiva. Simplesmente não existe! estes, mesmo tendo dons fantásticos, a morte faz questão de levar ao esquecimento. E você, como será lembrado? Sentirão sua falta? se sim for a resposta, asseguresse que esta falta seja sentida aqui, na vida e lá, na morte.

Paz,
Cleison Brügger.
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7 de maio de 2011

Homens não beijam homens

Homofóbico. A palavra, por si mesma, não quer dizer o que, atualmente, diz. Não temos medo daquilo que é igual (homo - igual; phobos - medo), e particularmente, não consigo entender o porquê da colocação desta palavra para dizer o que ela nunca disse. Na contemporaneidade, não aceitar ou ser veementemente contra, é ter medo. Mas eu sei o que pode ser: é que 'desconstruir' está em alta. "Desconstruimos o modelo familiar, desconstruimos a democracia, desconstruimos até mesmo a Constituição, por que não uma simples palavra?", pensam os iluministas contemporâneos, que teimam em ser inimigos do "antigo regime".

Entretanto, se quiserem rotular-me  como um fóbico, não tenho medo. Se os homens têm o direito de casar com outros homens, por mais que isso seja tão repugnante, também tenho o direito de me expor contrariamente. Se quiserem me prender, que prendam! pra quê estar livre em uma sociedade onde a democracia está morta? é a pior das contradições!

Dói profundo pensar e dizer que, no desenrolar dos séculos, onde os homens deveriam avançar para a progressão mental, tudo o que vemos são homens ainda mais inscientes, que só porque toleram homens beijando homens, acham que são "progredidos". Na verdade, estes tais são os mais retrógrados dos homens, pois se eu trago a mentalidade do século passado, estes trazem a mentalidade pecaminosa do primeiro homem. Que vergonha da minha pátria neste dia! tal vergonha não senti nem mesmo na tragédia do Sarriá. Os homens beijam homens!

A ética pluralista, esta que tem sido maestrina do pensamento do homem pós-moderno, ensina que o doente não é quem sente prazer na união de sexos iguais, mas quem tem aversão. Seriedade à parte, sou um louco desvairado, andando pelas ruas. Preparem, pois, um hospício para cada sanidade mental deste Brasil!

Não posso compactar com homens que se apaixonam pelo homo, pois os tais querem se escorar nos negros, enquanto nem de perto se igualam. Que abismo profundo existe entre o racismo e o homossexualismo! Quem foi o boçal que uma vez os comparou? se querem falar de preconceitos, teremos que concordar na tese: negros são, homossexuais escolhem ser; negros nascem negros, mas nenhum menino nasce com a natureza pervertida, senão pelo erro inicial. Nenhum pai, na história da humanidade, colocou o nome "Maria das Dores" no menino que nasceu, porque o tal já possuia traços afeminados.

Homens não beijam homens. Serei sempre a favor da miscigenação, aliás, sou fruto disto, pois tenho em meu sangue o embolar das diversas raças, mas não me interarei com o pluralismo só porque é ele quem dita as regras no século que está. Não sou dado à regras, não obstante, ainda possua absolutos. É fato que, a cada novo século, o homem que tem ideais está tendo de curvar-se à esta época contemporânea, mas eu não o serei. Que se renda tu, mas a mim, deixe-me aqui, neste canto lúgubre, até que morra, sentindo o prazer de ter partido um subvertido. Que tempos os nossos! E que costumes!
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9 de abril de 2011

CARPE DIEM

A vida, de fato, não é uma obra do acaso. Todos aqueles que vivem, vivem à partir de um propósito. Nenhum ser vive atendo-se a frivolidades, pois quem assim o faz não vive. Em suma, viver é uma necessidade diária e a morte só interrompe aquilo que estava em pleno vigor.

Eu, nestes últimos meses, tenho me impressionado com o fato de como a vida é volúvel ou, em outras palavras, como ela é inconstante, como muda facilmente, como vive girando. Parece um paradoxo, mas nem todo o paradoxo é uma contradição: a vida também vive e a maneira como ela mais aprecia viver é mudando de acordo com as circunstâncias. Muitos de nós já ouvimos a famosa frase "o mundo dá voltas", mas a palavra "mundo", na frase,  dá a conotação de vida; na realidade, a vida dá voltas, mas não voltas circulares, onde sempre voltaremos para onde estávamos, mas voltas irregulares, onde nada é tão certo, nada é tão óbvio, nada é previsível.

Voltando a mim, acho interessante a maneira como mudei. Lembro que um dos meus medos de infância era não ser crítico o suficiente e não ter argumentos para refutar aquilo que eu achava contrário. Graças a Deus, sempre tive ódio da imposição e sempre amei a subversão. Hoje, consigo ser um dos jovens mais críticos do ambiente onde convivo. Meus blogs dizem isso. Não aceito tudo, não concordo com tudo e vou me colocar contra isso até que parem pra pensar na minha objeção. Amo o que faço! não importa a posição de quem disse ou o quê disse, mas se eu tiver argumentos coerentes para me opor, irei adiante e destemido.

Mas ainda que eu haja chegado no lugar onde queria, temo não conseguir chegar onde preciso, e é este paradoxo que me revela que viver é uma necessidade diária. Eu preciso viver para chegar onde preciso e se a morte chegar, ela simplesmente interromperá um processo de crescimento, àquilo que estava em pleno vigor. É a maldita resistência impedindo a energia empolgante do elétron. Não é a toa que, quando Adão vacilou, Deus disse: "Maldita é a terra por sua causa!". Tudo caminha bem, longe dos braços da morte.

Hoje, na chegada dos 18 anos, tenho amigos que estão casando, outros noivando, se preparando profissionalmente e tudo isto prova que a vida não pára. Ela insiste em chegar em lugares inusitados, para a nossa alegria. Enquanto crianças, nossos desejos giravam em torno do fútil, hoje, nossos objetivos são outros e a nossa vida, mais interessante de se viver. Por isso, que possamos valorizar a vida, do instante em que levantamos da cama ao momento onde deitamos nela, ao anoitecer, pois é neste interim que a vida acontece, e acontece pra valer. Convido você (e também a mim) a viver os estudos, viver o amor, viver o pensar, e nunca deixar de projetar o futuro, pois quem assim o faz, merece morrer, pois quem para de sonhar, consequentemente, para de viver. Levante cedo, abra a janela pela manhã, respire fundo e aprecie a vida. A singularíssima (como diz Augusto dos Anjos) Clarice Linspector disse: "ainda bem que sempre existem outros dias. E outros sonhos. E outros risos. E outras coisas". Enquanto vivermos, vivamos a vida. É este o recado.

Paz à você,
Cleison Brugger.
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9 de fevereiro de 2011

Negociando o inegociável

Faculdade, vestibular, cursos, carreira profissional, universidade, horas de estudo e concentração, poucas horas de sono, correria... Quem não vive se preocupando com algumas destas coisas (senão todas), levante a mão.

...

Vivemos numa época ditada pela pós-modernidade, onde homens e mulheres estão afoitos, na busca da satisfação pessoal e profissional. Alguns ainda, estão preocupados com o casamento que está por vir ou os filhos que brevemente chegarão. Certa vez, ouvi um grande homem dizer: "As coisas mais importantes para nós, são aquelas que recebem a devida atenção, durante o dia". É certo que todas estas coisas merecem uma devida atenção, mas a verdade é que, quando as preocupações com estas coisas chegaram, preocupações com outras coisas se foram, como: ter uma boa alimentação, as reverentes horas de sono, a socialidade (sua vida social não pode ser jogada no lixo), a percepção das coisas mínimas (como o pôr do Sol ou um céu estrelado)...

DEUS.
Não raras vezes, acabamos perdendo Deus de vista. Quando as preocupações com as coisas chegam, acabamos deixando de lado aquilo que deveria ser nossa prioridade (Mt. 6.33). Chegamos e reduzir Deus àquele que preenche a área espiritual e religiosa de nossa vida e nada mais do que isso. Por fim,  roubamos o senhorio Dele sobre nós, quando achamos que agindo sozinhos, sem ajuda ou imposição externa, caminharemos melhor, aliás, "eu sei o que é melhor para mim", afirma o nosso enganoso coração. Acabamos "negociando o inegociável", trocando Deus por coisas supérfluas ou menos importantes do que Ele.
O mestre Salomão nos orienta: "Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e se aproximem os anos em que você dirá: "Não tenho neles satisfação" (Ec. 12.1).
Salomão disse estas coisas, na posição de rei em Israel, aliás, um dos melhores reis que já governaram aquela nação, depois de Davi, seu pai. Salomão tinha tudo o que queria: "Comprei escravos e escravas e tive escravos que nasceram em minha casa. Além disso tive também mais bois e ovelhas do que todos os que viveram antes de mim em Jerusalém. Ajuntei para mim prata e ouro, tesouros de reis e de províncias. Servi-me de cantores e cantoras, e também de um harém, as delícias do homem. Tornei-me mais famoso e poderoso do que todos os que viveram em Jerusalém antes de mim, conservando comigo a minha sabedoria. Não me neguei nada que os meus olhos desejaram; não me recusei a dar prazer algum ao meu coração. Na verdade, eu me alegrei em todo o meu trabalho; essa foi a recompensa de todo o meu esforço" (Ec. 2. 7-10 - NVI). Como um bom homem, apreciava o sexo oposto e poderia ter qualquer mulher que quisesse em suas mãos: "Sessenta (60) são as rainhas, e oitenta (80) as concubinas, e as virgens sem número" (Ct. 6.8 - ACF).

Contudo, este mesmo homem declara que, ainda que tivesse tudo, não estava plenamente satisfeito: "Quando pensei em todas as coisas que havia feito e no trabalho que tinha tido para conseguir fazê-las, compreendi que tudo aquilo era ilusão, não tinha nenhum proveito. Era como se eu estivesse correndo atrás do vento" (Ec. 2.11 - NTLH). Ora, como um homem que possuia tudo o que queria, a hora que queria e como desejava, pode reclamar no final, dizendo que não estava satisfeito? Eu lhe respondo: Deus foi posto de lado.
Salomão possuiu tudo o que quis, certamente lutando para conquistar, contudo, quando conquistou, simplesmente tomou para si todos os méritos e despediu a Deus, agradecendo-lhe pelo trabalho prestado mas, agora, não mais necessários. Infelizmente, Salomão preferiu se inflamar nos seus pecados e, ao contrário do filho pródigo que, arrependido, voltou para seu pai, afirmando não ser digno de ser chamado mais de filho, Salomão não se voltou para Deus.

Todavia, Salomão, como o homem sábio que era, nos adverte a não cair no mesmo erro que ele: "Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e se aproximem os anos em que você dirá: "Não tenho neles satisfação" (Ec. 12.1). Salomão, enquanto jovem, desprezou e odiou a Deus, amando aquilo que havia conquistado, mas agora, já velho, não tinha satisfação em sua vida e uma alegria duradoura. Priorize Deus, ame a Deus, ore a Deus e antes de fazer qualquer coisa, ponha um "Se Deus quiser" na frente de seus passos. Nunca o negligencie mas, ao contrário, seja dependente Dele até o final, pois a maior alegria não está naquilo que conquistamos, mas na pessoa bendita de Cristo Jesus. Infelizmente, muitos "buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo" (Fp. 2.21), mas Paulo, sabendo que Cristo é o tesouro maior, externou: "Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé" (Fp. 3. 7-9).

Confiando nAquele que jamais nos frustrará,
Cleison Brugger.
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1 de fevereiro de 2011

GENTE

Uma rápida passada numa rodoviária, feira, shopping, rua, e você encontrará uma miscelânea, uma diversidade, uma mistura difícil de se explicar. A nível de Brasil, isto se intensifica muito mais. Gente das mais variadas cores, das mais diversas raças, dos mais diversos credos, das mais diversas classes, dos mais variados nomes, das mais longuínquas origens e das mais diferentes histórias; gente normal, humilde, extravagante, modernizados, conservadores... sanguíneos, coléricos, melancólicos, fleumáticos... brancos, negros, pardos, caboclos, mestiços, mulatos... cabelo crespo, enrolado, liso, cacheado, curtos, médios, fios longos, embaraçados... nordestinos, nortistas, sulistas, capixabas, cariocas, paulistas, mineiros, etc. Porém, embora sendo tão diferentes, todos eles são, na verdade, semelhantes.

Semelhantes? em quê?
Semelhantes na vida, no sentir, no agir, no reagir, no nascer, no morrer;
No sorriso, na fome, nas lágrimas, no protesto, na solidão, na alegria;
na aflição, na intolerância, no recomeço, no afeto, na caridade, no impacto, no reflexo.

Embora sejamos muitos e pareçamos tão distintos, todos nós, sem distinção, sentimos falta de abraço, sentimos saudade de quem está longe, queremos rir de coisas engraçadas, choramos escondido, queremos amar alguém, queremos ser respeitados, queremos atenção (nem que seja por um momento), queremos ser notados e queremos ser felizes. Queremos ser, na verdade, pessoas normais, levando suas vidas normais e alcançando os propósitos de uma existência normal.

Na busca de Deus, isto também se repete. Variadas gentes, em suas mais complexas religiões, estão afoitos em busca de Deus. Todos, de alguma forma, O desejam. Todos, de certa forma, O buscam. Todos, sem distinção, sentem falta do Ser divinamente existente em Si mesmo. Sabe o porquê? porque viemos dEle, porque fomos feitos à Sua imagem e semelhança (Gên. 1.26) e por esta razão, desejamos conhecer a nossa origem e Aquele que nos originou. Sentimos falta dAquele a quem não conhecemos, queremos afeto dAquele a quem nós sequer vimos, queremos o amor prometido dAquele que, embora tão longe, sentimo-lo tão perto... tal como filhos em busca do pai verdadeiro, queremos, criaturas que somos, ter contacto com o Criador nosso, mesmo que pareça sem razão um Ser divino ter contacto com os seus inferiores.

GENTE! todos existindo com um só propósito: viver e não ter a vergonha de ser feliz, como diz a canção, e ainda, todos subsistindo por uma só razão: glorificar, através da existência, Aquele quem um dia criou o mundo, para o meu desfrute e para o Seu prazer.
Paz à você, gente como eu, 

Cleison Brugger.

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18 de janeiro de 2011

Monotonia

 "Nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim, tão diferente!"
Como essa música me faz pensar sobre algumas questões da vida! eu, que não suporto o "de sempre", não curto o inerte, não abraço o parado e não tolero o passivo, vez ou outra me deixo levar pela monotonia.

Agora...
um Deus monótono?
Soa até como uma blasfêmia, um insulto!
Mas é assim que o magistral G. K. Chesterton O define:
"Pelo fato de as crianças terem uma vitalidade abundante, elas são espiritualmente impetuosas e livres; por isso querem coisas repetidas, inalteradas. Elas sempre dizem: “Vamos de novo”; e o adulto faz de novo até quase morrer de cansaço. Pois os adultos não são fortes o suficiente para exultar na monotonia. Mas talvez Deus seja forte o suficiente para exultar na monotonia. É possível que Deus todas as manhãs diga ao sol: “Vamos de novo”; e todas as noites à lua: “Vamos de novo”. Talvez não seja uma necessidade automática que torna todas as margaridas iguais; pode ser que Deus crie todas as margaridas separadamente, mas nunca se canse de criá-las. Pode ser que ele tenha um eterno apetite de criança; pois nós pecamos e ficamos velhos, e nosso Pai é mais jovem do que nós."

Que perfeita definição da exultante monotonia de Deus!
Um Deus que sempre nos convida a fazer a mesma coisa, novamente.
Um Deus que olha pra o Sol e diz: "- Vamos de novo?", olha para a lua e diz:  
"- Vamos de novo?", olha para o galo, logo pela manhã, e diz: "- Vamos de novo?" ...

...

Olha para nós e diz: VAMOS DE NOVO?
É incrível como paramos tão rapidamente, como desistismos tão facilmente!
Desistimos sempre no meio do caminho, porque achamos que o que vem pela frente é sempre maior do que a nossa capacidade de enfrentar o que virá.
"Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou" (Efésios 2.4), nos dá nova chance a cada dia. Se você conseguiu chegar até este novo ano, se ainda não morreu ou não está em estado terminal, é porque Deus te convida a entrar nesta monotonia e, assim, te faz a pergunta: "- vamos de novo?"

Nunca é tarde para tentar novamente; basta aceitar a monotonia dAquele que é Eterno e que nada é tão igual que se não possa mudar, e levantar inconformado, querendo avançar para o diferente, o inusitado, o surreal.

Deus cria as flores de campo e, embora semelhantes, elas não são iguais.
Deus nos dá novos dias a cada dia e, embora semelhantes, eles não são iguais.
Assim, num dia de cada vez, logo no monótono nascer do sol, Ele olha pra nós e faz a monótona pergunta: "E ai, vamos de novo?"

Aceite o convite dAquele que entende o que é viver, pois nunca nasceu e jamais morrerá.

Paz à você,
Cleison Brugger.
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30 de novembro de 2010

Eu não me importo.

 Num mundo de desconfianças, perdura o desafeto; num mundo onde a indiferença supera a bondade, sem dúvida a caridade não será um assunto em pauta; num mundo regido pelas trivialidades, certamente não sobrará espaço para o exercício da misericórdia e o amor. Qual foi a última vez que você deixou de fazer o bem a alguém, por puro medo? (-Vai, pode ser um bandido! / - Eu nem chego perto de mendigos, me dá dó!"/ - Esmola? que coisa mais antiga!). Qual foi a última vez que você deu as mãos ao mundo, com as suas futilidades, descrenças, desafeição, medos, pavores, ódios, máscaras e ignorou completamente o pensamento bíblico que diz: "Faça o bem, sem olhar a quem"?

Esse não é um assunto alarmante, pelo menos não pra mim. Também não é uma surpresa. Tudo isto comprova o que foi dito a muito tempo atrás: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará" (Mateus 24.12). Isso não lhe parece familiar?

Temos vivido o tempo dos corações frios, arrogantes e cheios de si; temos vivido o tempo onde a fé limita-se a teoria, onde muito se fala e pouco se faz; temos vivido o tempo das máscaras, onde mostramos ser muito compassivos e bons, até tirarmos as máscaras e revelarmos a nossa verdadeira identidade. Quantos de nós, que dizemos ser bons, levantamos os vidros do nosso carro, quando vemos uma criança pedindo alguma coisa? Quantas vezes você se uniu as centenas de pessoas que passam nas rodoviárias e calçadões, e ignorou aqueles que estão abandonados nas ruas, a mercê da vida? Me responda como algo tão chocante, foi parar na "lista de coisas que não tem mais jeito e eu não estou nem aí", da sociedade?

HEII... SIM, É COM VOCÊ! ESCUTE: AINDA HÁ TEMPO!!!
Ouça Deus te gritando e te chamando a abandonar este sistema medíocre, deixar de lado suas trivialidades e normalidades, e se afogar num inconformismo, que nos levará, sem dúvida, a resultados relevantes: "Não imitem a conduta e os costumes deste mundo, mas seja, cada um, uma pessoa nova e diferente, mostrando uma sadia renovação em tudo quanto faz e pensa. E assim vocês aprenderão de experiência própria, como os caminhos de Deus realmente satisfazem a vocês" (Romanos 12.2).

Abandone o Sistema, repudie a conduta infame da sociedade que está mergulhada na letargia e na acomodação, e faça questão de ser a vista dos cegos, os pés dos aleijados, o supridor dos pobres e necessitados e o defensor de quem você nem ao menos conhece (Jó 29.15).

RELIGIÃO não te leva a Deus; boas obras TAMBÉM NÃO!
Somente Cristo pode nos levar ao Pai (Jo. 14.6).
porém, um indício de "nós em Cristo" e "Cristo em nós" é a "fé operando pelo amor" (Gal. 5.6).
A Fé sem as obras é morta, e as obras sem a fé é inútil.
Somente "a fé operando pelo amor" pode comprovar que somos realmente "sal da terra e luz do mundo" (Mateus 7.13a, 14a).

Paz à você,
Cleison Brugger.
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15 de outubro de 2010

Sentado à mesa com Deus

Sabe quando você não consegue dormir?
Vira de um lado pro outro, troca de travesseiro, fica de olhos abertos, tenta dormir novamente... parece que da maneira que você foi dormir, você acorda. As horas simplesmente não passam, e você fica naquela aflição de querer que amanheça logo.
Já aconteceu isso com você?
Pois bem, isso aconteceu comigo esta noite.
Enquanto eu tentava dormir (mas simplesmente não conseguia), sussurrei a Deus: "-Senhor, faça que amanheça logo!", e foi isso que Ele fez. Quando eu menos esperava, olhei para a janela e já tinha chegado a claridade da manhã.

Levantei satisfeito e respirei fundo, grato pela tensão da noite que tinha passado e pelo alívio da manhã que acabara de chegar. Não costumo levantar cedo, mas hoje, levantar alguns minutos antes das 6 horas teve um motivo bem especial.

Tomei um banho e como não tinha ninguém acordado, fui fazer meu devocional. Amo ler pela manhã! Mas antes que o café ficasse pronto, fui até a varanda. Ao chegar ali, me rendi! Senti uma plenitude, uma paz, um refrigério, uma expressão da beleza e da glória de Deus. Senti como que um encontro marcado. Senti Deus, pela manhã, dizendo: "Fui Eu quem quis que você não dormisse! Queria ter este encontro com você pela manhã". Parecia que uma festa surpresa tinha sido preparada para mim! Deus com o bolo (a perfeita manhã), dizendo que tudo o que passei naquela noite fazia parte de um plano. Louvei gratamente ao Senhor! A manhã de hoje, magistralmente, me revelava a glória e o esplendor de Deus de uma maneira plenamente surpreendente.

Peguei minha Bíblia e voltei pra varanda. Ao chegar ali novamente, senti como que uma mesa farta estivesse preparada. Senti como se eu estivesse sentando com o Rei em sua mesa real. E foi exatamente assim que aconteceu. A Palavra de Deus abundantemente me fartou! Cada frase era como favos de mel; cada verso era como um maná celeste desmanchando em minha boca; em um silêncio reverente, meus olhos percorriam cada letra e, nas surpresas da leitura, um sorriso desenhava meu rosto. Ao terminar, eu estava plenamente satisfeito, como até agora estou! É incrivel como a Palavra de Deus consegue satisfazer-nos de forma plena e abundante.

 O verso que caracterizou minha oração de gratidão a Deus foi Salmos 4.6: "Ó Senhor, faze a luz do teu rosto brilhar sobre nós", pois foi exatamente isso que senti ao provar do frio, da glória, do perfume, da beleza e da magnitude da manhã: a luz do Sol da justiça resplandecendo sobre mim, eu, que sou o pior de todos os pecadores, hoje, fui convidado a assentar-me à mesa com Deus. Hoje, pude entender mais profunda e vividamente o que disse o Rev. Packer: "Nós não fazemos amizade com Deus; Deus faz amizade com a gente, trazendo-nos a conhecê-lo, fazendo o seu amor por nós conhecido". Agora, espero ansioso para ter, mais e mais, estes encontros com o sublime Criador. Este convite a sentar-se à mesa com Ele é extensivo (Is. 55.1); você também pode ter estes encontros, desde que estejas disposto a perder sua noite de sono e ganhar um encontro a sós com Deus. Eu estou!

"Oh, quanto amo a tua lei! Nela medito por todo o dia" (Salmo 119.97).
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1 de outubro de 2010

Pelo quê você vive?

"louvarei o SENHOR enquanto eu for vivo, enquanto viver, cantarei hinos a meu Deus" (Salmo 146.2).

Quem sou eu? pelo quê vivo? para onde irei?
Em alguns momentos da vida, já fizemos algumas dessas perguntas a nós mesmos, mas hoje quero ser enfático na segunda pergunta: "Pelo quê eu vivo?"
Tenho certeza que algumas pessoas vivem para o trabalho, outras vivem para os filhos, outras para os estudos, e algumas poucas (atrevo-me a completar), vivem para Deus.
A vida de Paulo, o apóstolo, é um exemplo; no livro de Atos dos Apóstolos (Bíblia), vemos uma declaração dele: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus" (At 20.24). Vemos aqui o exemplo mais concreto de amor à Cristo, como o próprio Cristo declara em Mateus 10.39: "Quem procura os seus próprios interesses nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo, porque é meu seguidor, terá a vida verdadeira". Vemos então, o amor de Paulo ao evangelho de Jesus Cristo, vemos sua dedicação e seu empenho por esta tarefa.

Com um exemplo destes, é realmente triste ver como ainda existem pessoas que dizem viver para Deus, mas não fazem nada para Ele.

Hoje, Cristo e eu, te convidamos a participar de uma vida íntegra e exclusivamente dedicada a Deus. Vamos trabalhar juntos e louvar a Deus por toda  a nossa vida, e quando nos perguntarem: "Pelo quê você vive?", diremos: "Vivo para servir e louvar a Deus por toda a minha vida!"

"[...] Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece" (Tiago 4.14b).

Soli Deo Gloria,

Matheus Bastos
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17 de setembro de 2010

Enquanto isso...

Sempre temos a mania de achar que os nossos problemas são maiores e mais importantes do que os problemas dos outros. Todo o dia, temos algo para nos queixar, e achamos isso, a pior coisa que nos poderia ter acontecido. Reclamamos de "problemas" do tipo:

"- Puts, eu não consegui passar naquela prova!"
"- É, a menina gosta de outro cara, não dará bola pra mim."
"- O quê?! 5,2 na média?!"
"- Não acredito! meu blackberry  teve que voltar para a fábrica!"
"- Noooossa! que espinha horrenda!"
"- Mãe, carne assada de novo?!"
etc.

Se você considera problemas deste tipo, algo que merece algum tipo de preocupação, acredito que você não saiba o que seja um VERDADEIRO problema.

Enquanto estamos preocupados em olhar para nós mesmos, sem dar atenção aos que estão a nossa volta, o mundo geme; enquanto você não passou naquela prova ou não teve a colocação que tanto queria...
Uma esposa vai ao enterro do seu marido.
Uma menina tem que decidir com qual dos pais ela quer viver.
O dono de uma pequena empresa decide fechar as portas de vez.
Um menino vai em direção a um orfanato, pois acabou de ficar órfão.
Médicos confirmam para alguém que o tumor é maligno;
Casais estão entrando no processo de divórcio.
Crianças rebeldes batem as portas e vão embora.
Milhares de pessoas na Costa do Golfo do México fazem as malas com tanto quanto pudem levar e fogem em busca de segurança.
Mães na África assistem a morte de seus filhos, devido a fome;
e boa parte do mundo está perplexa e ora.
....
Quais são os seus problemas mesmo? creio que nenhum deles clama mais alto, comparado as tragédias e avarias que crianças, mulheres, homens e idosos vivem todos os dias, em algum lugar do mundo.

Cristo nos convida a valorizar um VERDADEIRO problema, e mais, valorizar os problemas do próximo. Essa valorização se dá quando nos alegramos com os que se alegram e choramos com os que choram (Rom. 12. 15), e é ruim saber que enquanto o coração do próprio Deus está angustiado e turbado com os problemas que tem afligido os filhos dos homens (pois por mais que toda a permissão venha dEle, pois os pecados dos homens provocam a ira de Deus - Zacarias 8.14 - sua ira dura somente um momento - Salmos 30.5 - pois Ele é amor, e se compadece de quem ama), nós estamos dentro de nossos aquários, acomodados com o nosso mundo, e cinseramente, isso não é cristianismo.

Valorize a mãe que chora, valorize a criança que sorri, valorize o momento vivido, valorize quem é igual a você, e se acaso pensares que seus problemas são o fim, pare por um minuto, olhe ao seu redor e seja sincero consigo mesmo. Se assim você fizer, com certeza irás dizer: "- Meus problemas são "fichinha" e eu não temerei enfrentá-los!"

No amor de Deus,
Cleison Brugger.
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23 de agosto de 2010

A tirania do SE...

- Se eu estudasse mais..
- Se eu pudesse voltar no tempo..
- Se eu pudesse parar o tempo..
- Se eu tivesse mais alternativas..
- Se eu fizesse aquela escolha...
Se, se, se... é incrível como ficamos presos a duas letras!
Temos muitos planos, projetos infindos, mas sempre acabamos dando espaço para o 'SE' e, por fim, ficamos presos nas mãos deste tirano. Realmente, o 'SE' só é empregado quando trazemos a lembrança projetos inacabados, aquilo que deixou de ser feito ou ainda aquelas coisas que deveríamos fazer e só nos damos conta disso quando a oportunidade de a fazer passou. O 'SE' nunca é dito quando estamos satisfeitos com algo, e sim, quando olhamos para trás e percebemos que haviam coisas melhores a serem feitas e decisões mais coerentes a serem tomadas. O pastor Ricardo Gondim define bem o termo: "Peso que vem do passado: há sempre um 'se' a incomodar. 'Se' aquele caminho, 'se' aquela escolha. Mas só se vai adiante sem a tirania do 'se'". Concordo com ele! Precisamos ir adiante, mas não para chegarmos lá na frente, olharmos para trás e dissermos novamente: "Se..."!

Infelizmente, muitos estão como o povo de Israel no deserto: com saudades do Egito. Eles sempre diziam: "SE estivéssemos lá, teríamos água à vontade" (Nm. 20. 3-5); "SE estivéssemos no Egito, estaríamos comendo carne e não este miserável pão [o maná que Deus dava a eles toda manhã!]" (Nm. 21.5); "Seria bem melhor SE estivéssemos no Egito" (Nm. 14.3), e por esta razão, nunca são felizes, plenos ou se sentem bem com aquilo que fazem ou ainda com o modo como vivem.
Quer saber de uma coisa? Viver sob a dependência de Deus é a maior prova de liberdade!

Deus nos convida a caminharmos lado a lado com Ele, e quem anda com Deus, anda por caminhos extremamente plenos. Com Deus não há motivos, nem razões para dizermos 'SE' em meio a caminhada. Enquanto muitos do povo morreram no deserto porque murmuraram contra o Senhor e sentiram saudades do Egito, os que permaneceram fiés e sob a dependência de Deus pôde, no final, contar seu testemunho: "Palavra alguma falhou de todas as boas coisas que o Senhor prometeu à casa de Israel. Tudo se cumpriu!" (Js. 21.45). Se lá trás Ele disse que deveríamos agir de um modo ou que fizéssemos determinada escolha, é porque Ele tinha certeza que ao final você viraria para trás e diria: "Ufa! Ainda bem que Deus dirigiu meus passos!". A Palavra nos diz: "Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos, declara o Senhor" (Is. 55.8).

Realmente, andar com Deus requer esforço, estratégias e atitude, mas ninguém disse que seria fácil, pelo contrário, o próprio Cristo disse: "Neste mundo vocês terão aflições; " (Jo. 16.33a), mas antes que olhemos para trás e repensemos a opção de voltar para o Egito, Ele nos diz: "Ei, fique tranquilo  ... Eu venci o Mundo!" (Jo. 16.33b). Essa não é a melhor notícia de todas?

Let's go!
Sinta Deus pegando por suas mãos e te levando por lugares extremamente incríveis!
Não chore porque acabou, sorria porque acontece!


Paz à você.
Cleison Brugger
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31 de julho de 2010

Vai tudo bem?

Saudade de vir aqui pelas madrugadas e conversar um pouco;
Ultimamente, meus textos aqui têm sido muito "revisados" e "ensaiados" e tenho deixado transparecer um pouco meu lado escritor e crítico; mas me alegro pois o blog têm cumprido seu objetivo primário: edificar e abençoar o maior número de pessoas possiveis; enfim, senti vontade de vir até aqui hoje e conversar um pouco.

E aí . . me diz:
- Como vai você?
- como vão os seus planos?
- como vão suas expectativas?
- como tem andado sua auto-estima?
- Como vão seus relacionamentos?
. . . enfim, como vai sua vida?

Creio que a resposta dada a cada pergunta foi um simples BEM, e se a resposta é verdadeira, isto é um bom sinal, mas ontem Deus falava comigo que nem sempre aquilo que achamos que está bem, está realmente bem. Às vezes falamos que "as coisas vão bem", só para nos esquecer dos problemas que as tais  tem nos causado: sofrimento, tristeza, angústia, solidão, revolta, etc. Muitos, mergulharam-se num mar nostálgico, melancólico, passivo e letárgico, a ponto de se conformar com os problemas vividos e ainda dizer que as coisas "estão bem", quando elas NÃO estão! e é realmente triste uma pessoa dizer que as coisas vão bem, enquanto sua realidade mostra escancaradamente o inverso.

Isso me faz lembrar um episódio bíblico, o da mulher da cidade de Suném. Essa mulher disse, para quem lhe perguntou, que estava tudo bem (2Reis 4. 22, 23; 26), enquanto seu filho estava morto dentro de casa, e ela, como mãe, estava desesperada. Porém, ela foi pedir ajuda ao "homem de Deus" (2Reis 4. 27), e por mais impossivel que pareça, o filho daquela mulher voltou a viver (2Reis 4. 34-36).

Se você também está com seu filho morto dentro de casa (que significa problemas aparentemente impossíveis de resolver), vá até o homem de Deus! naquela época, o homem de Deus era o profeta Eliseu, mas hoje, este homem se chama CRISTO JESUS. Ele veio terminantemente para resolver nossos problemas e nos dar toda a paz, e alegria, e esperança, e regozijo, e plenitude que alguém possa ter.

Se você está com sede, vinde às àguas! (Isaías 55.1)
Se você está aflito, acalme-se nAquele que tem o controle sobre TUDO (Salmo 24. 1,2)!
E se tudo parece perdido para você, Cristo quer reverter este quadro e te fazer abundantemente feliz.
Se Lázaro está morto há 4 dias, espere . . . brevemente chegará o Salvador e fará com que ele volte a vida (João 11. 21-26)!

Tudo o que Deus espera é que paremos de confiar em NOSSAS capacidades e em NOSSAS próprias forças e deixemos TUDO por conta DELE. Isso se chama dependência, e depender de Deus é a melhor coisa que existe!

Entregue-se ao Pai de todo o amor! Ninguém melhor para resolver os problemas do filho, do que o PAI!
Se você é filho, coloque seus problemas na conta DELE, porque Ele já pagou para você, e Ele fez isso, só para ter a garantia que você teria dias melhores e mais felizes; O prazer do PAI está no sorriso estampado em seu rosto.

paz à você,
Cleison Brugger.
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26 de julho de 2010

Deus se interessa por futebol?

Foi essa a pergunta que ficou em minha cabeça, logo após a oração que fiz a Deus, em favor da Seleção Brasileira, o que, tendo em vista o lamentável desfecho, não ajudou muito. Caminhando para o fim do jogo, eu, desesperado, fui ao meu quarto e fiz uma inusitada oração: "- Deus, eu não sei se o Senhor se importa ou se interessa por futebol, mas ajuda a Seleção Brasileira!". Bem, como já sabemos, a minha oração (E a de 190 milhões de brasileiros) não foi atendida, e isso nos leva a concluir que Deus não se interessa por futebol.

Mas, porque Deus não se interessa por futebol? Isaías, o profeta, tem a resposta: "Eu sou o Senhor, este é o Meu nome! A Minha glória a outro não darei, nem o Meu louvor aos ídolos" (Isaías 42.8). Digo que Deus não se interessa por futebol, porque Ele não se interessa por nada que, para nós, seja mais fascinante, intenso e deslumbrante que a Sua glória, e esta é a razão pela qual Deus odeia a maioria das coisas que nós amamos: porque estas coisas roubam a glória que é Dele, pois nós damos mais primazia a elas, do que a Deus.

Sendo assim, o futebol (e qualquer outra coisa que nos desperte mais atenção do que Ele), para Deus, é um vilão; senão vejamos: Existem pais tão fanáticos por futebol, que obrigam os pobres coitados de seus filhos a vestirem a camisa ou se pintarem com as cores do "timão", mesmo que a vontade da pobre não seja aquela; por outro lado, dificilmente, na época em que vivemos, veremos pais orientando seus filhos à ter uma vida de oração e devoção; outro exemplo é que, no colégio, trabalho ou faculdade, não poucas vezes falaremos sobre a classificação do nosso time de coração, mas raríssimas vezes discutiremos sobre a nossa fé ou falaremos do impacto de Cristo em nossas vidas. Isso faz com que as nossas relações com Deus sejam passivas e efêmeras, diferente da nossa relação com as outras coisas. Deus odeia o futebol, porque Ele odeia ser colocado em segundo plano.

Enquanto para nós, os jogos são vibrantes, nossos cultos são passivos;
Enquanto nossa emoção ao ver o timão jogar é incontrolável, nossa adoração é letárgica, não havendo mais um desejo ardente de se estar na presença do Altíssimo. Simplesmente tudo o que usamos em nossos cultos hoje, não passa de formalidade.

Que nada seja mais intenso para nós do que celebrarmos a majestade do Deus Poderoso, e que o nosso maior interesse esteja Nele, pois o maior interesse Dele, SEMPRE ESTEVE EM NÓS! (João 3. 16)

Celebre a maior goleada da história: a vitória da cruz!

Paz à você,
Cleison Brugger.
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1 de junho de 2010

HOPE

Esses dias, saindo para ir ao colégio, me deparei com uma palavra, e ela foi a primeira palavra que pude ler no dia. A palavra era HOPE (em inglês, "esperança"). Aquele dia não amanheceu um dos mais belos, aliás, amanheceu chuvoso, com neblina no alto da serra, frio, melancólico e sem qualquer vestígio de que seria um dia de Sol ou de céu azul. Até eu, que gosto de tempos assim, acordei indisposto e mal.

Contudo, mesmo sem animação para ir ao colégio, enxerguei um impressionante alerta do Criador logo pela manhã: HOPE! O dia não amanheceu como esperado, mas Deus estava dando um alerta surpreendente de que as esperanças não se acabaram.Hope (esperança) nos remete a expectativa de não desistir, mesmo que as coisas pareçam desfavoráveis. A Bíblia diz que "as misericórdias do Senhor não tem fim, pois são novas a cada manhã" (Lam. 3. 22, 23), e eu sei que as misericórdias do Altíssimo são sinônimo de esperança, pois quando se renovam as misericórdias, logo, se renovam as esperanças.

A verdade é que muitos já perderam as esperanças, a confiança ou ainda a expectativa de que algo possa dar realmente certo. E aí, fazemos a mesma pergunta de Jó: "Se é assim, onde está a minha esperança? Há alguém que possa ver esperança para mim?" (Jó 17. 15). Ao olhar para este homem e ler sua história, percebemos que TODAS as esperanças dele tinham ido por água abaixo, não?
Por mais que a razão humana apontasse para o declínio geral de Jó, Deus enxergava um futuro incrivelmente bom. Por mais que as circunstâncias o levasse a (des)crença e a falta de fé, Deus sussurrava em seu ouvido a cada manhã: HOPE!

A verdade é que Jó pôs todas as suas esperanças no Senhor e tudo deu certo. Jó passou um ano inteiro de lutas intensas, mas cada dia desse um ano, Deus renovou sobre ele suas misericórdias e com elas, a esperança.

Se tudo parece perdido, HOPE!
Se a vida não vai bem, HOPE!
Se seu objetivo central é a desistência, HOPE!
E se seu dia também amanheceu cinzento, HOPE!
Se o seu questionamento tem sido o mesmo de Davi: "E agora, Senhor, o que eu posso esperar?" (Salmo 39. 7a), entregue-se à Cristo e declare: "A minha esperança está em Ti." (Salmo 39.7b). Basta confiar no Deus que, todos os dias, faça chuva ou faça Sol, sussurra em nossos ouvidos: "Have hope, fear not!" (Tenha esperança, medo não!). Não ame a Deus pelas circunstâncias! As circunstâncias são passageiras, mas o amor nunca acaba!

 HOPE, é essa a senha!

Paz à você,
Cleison Brugger.
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