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12 de novembro de 2012

Prazer, evangelho! (parte 1)

por Cleison Brügger

Olá! esses dias eu pensava sobre o pecado e suas implicações. E no caminho (eu estava andando e pensando), percebi que, na verdade, quando se pensa em pecado (um grande problema!), pensa-se numa solução para ele. E a solução para o pecado é o Evangelho. Então, resolvi dividir um texto único em quatro partes, em que falo sobre (1) pecado, (2) a necessidade do Inferno, (3) a necessidade de um Salvador e  (4) como esse Salvador nos salva do pecado. 

Então, para entendermos sobre como somos salvos do pecado, precisamos entender o que ele é. Leia até o final!

PECADO

O pecado não é algo que vem como um mensageiro, mas que está como um residente. Ele não resulta de fatores externos, ou se parece com uma energia impessoal, mas sim, de impulsos internos definidos. Portanto, não podemos dizer que fomos aleatoriamente atingidos pelo mal, como quem toca numa tomada e leva, de imediato, um choque. Jesus disse que “a boca fala do que coração está cheio” (Mateus 12:34). Quando, por exemplo, alguém fala coisas obcenas e imorais, esse alguém não pode colocar a culpa na influência externa ou no contexto dizendo: “essa roda de amigos me influencia a falar desta maneira”. Seu falar obceno é fruto do que está arraigado no seu próprio coração. Assim sendo, embora exista, de fato, um certo tipo e uma certa medida de infuência ao erro, nosso poderoso coração enganoso nem sempre precisa ser influenciado. Ele mesmo procura meios, métodos, maneiras e ocasiões para pecar. Não é algo que vem, é algo que está! E está não detido apenas no coração, mas em conexão com cada um dos nossos sentidos: um olhar, um toque, algo que ouvimos ou até mesmo um cheiro atraente nos faz pecadores assumidos e independentes.

Agora você entende o porquê que o chamado de Cristo é para que abandonemos o nosso “Eu”? e quem é o “Eu”? 

Costumo responder “sou eu” quando me são apresentadas características inerentes a minha personalidade, que define quem eu sou. Na verdade, o “Eu” é tudo o que somos. É o conjunto de tudo aquilo que nos forma e define. E Cristo ordena que abandonemos o nosso “Eu”! por que? Porque o “Eu” – o meu eu, o seu eu – está arruinado, falido, completamente depravado e inclinado para fazer o mal e somente o mal. Tão logo, ele vive – e se agrada em viver – em declarada rebeldia contra a majestade de Deus, seu Criador.

Sabendo que “do coração procede as saídas da vida” (Provérbios 4:23), entendendo que o coração está completamente falido moral e espiritualmente e concordando que o pecado não é uma influência externa, mas que faz parte do que somos e que não vem de dia em dia, mas que está aqui, a cada vez que olhamos, sentimos, pensamos ou tocamos, então chegamos ao porquê do Inferno ser necessário e porquê precisamos de um Salvador.

Mas isso, é assunto pra outra hora. Até o próximo post.
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11 de setembro de 2012

Considerações acerca de uma conversa com uma Testemunha de Jeová

  Hoje, parei para conversar mais demoradamente com o seu Almir, que está fazendo obras lá na empresa. É uma pessoa muito agradável, bom de papo, bem humorado. E enquanto desenrolava a conversa, percebia-se no que ele acreditava. Se intencionalmente, não sei. Mas sei que hoje conversei com um discípulo das Testemunhas de Jeová. Ele falava muito e cortava muito quando eu começava a falar. Não havia tempo para as minhas argumentações. Confesso que falhei um pouco em demonstrar e defender a honra de Cristo acima de todas as coisas, muito embora eu tenha tentado consertar seus equívocos doutrinários. Mas hoje me serviu para rever o que, de fato, creio e também, aprender um pouco com o seu Almir sobre como devo procurar uma brecha para o evangelho nas minhas conversas com outras pessoas.

Primeiramente, a ideia que seu Almir tem de pecado é aquela passada por Adão e Eva: a serpente me enganou e eu comi. Segundo ele, nossos pecados são sempre uma influência externa, uma armadilha do maligno. Só que talvez ele não entenda que nós somos um pouco diferentes de Adão e Eva: os primeiros humanos, dotados de livre-arbítrio (que deve ser entendido como a capacidade natural de escolher entre o bem e o mal, e não liberdade de escolha comum, como alguns acreditam), escolheram pessoal, racional e intencionalmente o comer do fruto proibido. A serpente influenciou, mas não forçou. A partir dali, nenhum de nós precisamos de influências externas, pois cada homem é totalmente corrompido em si mesmo e todo o seu esforço está em escolher o que é mal. "Não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.12). Assim, embora Satanás tenha um papel importante na destruição e ruina do homem, o homem se destrói por si só. Sua total (e não parcial) inclinação ao pecado faz com que ele não precise de estímulos externos; ele grita pelo pecado!  E se assim não fosse, não seria necessário o julgamento de Adão e Eva e o julgamento de todos os homens no Grande Dia. Como nos julgariam se eu não peco por que quero, mas porque sou influenciado e uma "sementinha" é plantada no meu coração pelo maligno? ao contrário disso, todos nós seremos julgados pois somos individual, pessoal, racional e decisivamente responsáveis pelos nossos pecados.

Em seguida, o seu Almir veio com a ideia de que Jesus é Miguel, o arcanjo, e vindo ele à terra é aquele bom exemplo a ser seguido. Esta é uma velha heresia dos TJ. Hebreus 1.4 afirma que Cristo é superior aos anjos. Isso quer dizer que até mesmo o poderoso arcanjo Miguel responde e se submete a autoridade suprema de Cristo. Prova disso é o relato do apóstolo Judas em sua carta, em que Miguel discutia com Satanás acerca do corpo de Moisés. Por fim, Miguel repreende a Satanás dizendo: "O Senhor te repreenda" (Jd 6). Miguel entende que somente no nome de Cristo, que é seu Senhor, há autoridade para repreender até mesmo o príncipe dos demônios. E este que é superior aos anjos é tremendo em santidade, pois é o Filho primogênio, santo e eterno de Deus. Vindo ele à terra como homem (Fp 2.6), mas sendo inteira, plena, absoluta e perfeitamente Deus (Jo 1.1; 1.14), ele proveu para nós a justiça que precisávamos e absorveu na cruz da ira do Deus Todo-Poderoso. Aquele que é supremamente superior viveu, como homem, uma vida perfeita e então, pode apresentar a Deus um sacrifício perfeito. "Àquele que não conheceu pecado, se fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (II Co 5.21).  Cristo apresentando um sacrifício perfeito, provê uma redenção não parcial, mas completa. Este Sumo-sacerdote é eterno e seu sacrifício apresentado foi perfeito. Ele não é um bom exemplo a ser seguido porque ninguém jamais conseguiria viver a vida que ele viveu e morrer sua morte mas, porque ele morreu por nós, podemos viver uma vida de conformidade à sua imagem. Nele, somos restaurados ao propósito inicial do Éden.

E então, chegamos a famosa ideia russelita de que "os mansos herdarão a terra" (Sl 37.11). Seu Almir disse uma frase: "os santos herdarão os céus, mas os mansos herdarão a terra". Bem, com isso talvez ele queria dizer que não importa se você não viveu uma vida de entrega completa a Deus, mas se você faz o bem, não dá calote, é calmo, sorridente, há uma nova terra te esperando! mas, na verdade, quando leio que "os mansos herdarão a terra", me recordo das palavras do Senhor: "aprendei de mim que sou manso e humilde" (Mt 11.29). Em outras palavras, herdarão  a terra aqueles que vieram a Cristo ("Vinde a mim todos vós", Mt 11.28) e foram conformados à sua imagem. O próprio Jesus é quem faz a promessa: "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mateus 5.5). Pedro, o apóstolo, diz: "Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça" (II Pedro 3:13), mas quando leio isso, a imagem que vem certamente não é aquela apresentada pelas revistas da Torre de Vigia. A palavra usada para novo, no texto original, é kainos e kainos fala de algo jamais visto antes, de algo completamente novo!  Deus não mudaria os céus, pois o mesmo já é perfeito, visto ser sua habitação. "Novos céus e nova terra" certamente fala de um lugar  perfeitamente preparado para os santos. Leia bem os santos! Não há separação entre "os santos e os mansos" ou "os santos e os justos". "Sem santificação ninguém verá o Senhor" é o que diz Hebreus 12.14, e a eternidade próxima é marcada por uma esperança: todos os habitantes dali poderão ver e contemplar a Cristo face a face (I Co 13.12). Em Apocalipse 21 fala sobre a cidade santa, e a cidade é chamada santa por causa do caráter e a essência dos seus moradores.

Voltando ao assunto de Miguel, enquanto o seu Almir me contava a história de Daniel 10, em que Miguel é enviado por Deus para lutar com o príncipe do reino da Pérsia, um demônio, percebi que ele contava com entusiamo como Miguel lutou persistentemente por 21 dias e derrotou seu inimigo (esse relato é bíblico, e pode ser lido em Daniel 10. 1-14). Ele me disse: "Miguel não voltou até o céu depois de três dias e disse a Jeová: não está dando! Ele lutou com persistência, e mesmo que fosse por mil anos ele lutaria". Confesso que, ao ouví-lo, veio a minha cabeça Miguel como sendo um possivel tipo de Cristo nesta passagem, mas lembrei que o seu Almir não estava pensando como eu: na concepção dele, Miguel não era tipo nenhum, mas o próprio Cristo! como eu sempre estou buscando brechas para ir até Cristo nos textos bíblicos, tentei ir nesta passagem e desisti da ideia de ter Miguel como um tipo. Definitivamente não é! Fui um completo tolo em pensar assim e me arrependo. Então, percebi que Miguel não é um tipo, mas um completo contraste. Se fosse um tipo, que Cristo fraco! o arcanjo levou 21 dias na luta contra o seu adversário. Cristo em sua morte e ressurreição, venceu em definitivo a morte, o Inferno, o diabo, o pecado e então o Christus Victor (Cristo Vencedor) pode dizer ousadamente: "onde está, morte, o teu aguilhão? onde está, inferno, a tua vitória?" (I Co 15.55). Isto é assim pois todo o poder foi outorgado a Cristo nos céus e na terra. E então, anjos, arcanjos, homens e demônios juntamente se prostram e confessam que Jesus Cristo é o Senhor. Toda a lingua deve confessar o senhorio de Cristo, o Salvador perfeito.

Cleison Brugger
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8 de agosto de 2012

O Senhor Jesus te ama


Um dia desses fui ao bairro de Santa Cruz, na cidade do Rio, também conhecido como "bairro imperial". É bem legal ver que existem várias ruas com nomes dos grandes personagens da família real, como Dom João VI, Pedro I e Princesa Isabel. Para cunho meramente informativo, o bairro de Santa Cruz - assim como a cidade de Petrópolis - serviu de residência à família real quando estava no Brasil. E, aproveitando o ensejo, aqui vai uma observação: seria interessante a prefeitura do Rio resgatar um pouco da história - que é bela e rica -  restaurando os antigos prédios do bairro que possuem os traços da arquitetura do século retrasado. Fui até lá porque iria fazer uma prova e, caminhando pela rua, avistei uma senhora - posso chamá-la de irmã - segurando alguns folhetos evangelísticos. Diferente do normal, ela não estava distribuindo mas segurando, esperando até que alguém pegasse um. Eu percebi aquilo enquanto andava em sua direção e, como sou legal (risos), passei por ela e peguei um folheto. E então ela disse: "o Senhor Jesus te ama".

E então aquela frase ficou. Ela colocou tudo tão certo numa frase só. Porque ela não disse "Deus te abençoe" ou "Jesus te ama" como todo mundo diz... agora, pego a condução para casa com uma frase martelando na cabeça. Bem, isso não é ruim. Acredite, não é! na verdade, frequentemente devemos ser lembrados do amor de Cristo. Muitos de nós não temos a dimensão completa do quanto Cristo nos amou. Precisamos orar como Paulo, a fim de que compreendamos "qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento" para que sejamos "tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3:18,19). Diariamente, precisamos ter a cruz e todo o seu sofrimento diante de nós. Uma das minhas birras com minha denominação é a total desvalorização da cruz. Nem em nossas fachadas, nem em nossos púlpitos a encontramos. Isso é sinal de que ela não é centro de nossa mensagem, conquanto fosse o centro da mensagem de Paulo (ICo 2:2). A cruz nos ajuda a ver o horror do pecado, como Cristo se fez maldição por nós, quão grande é o amor de Deus, quão perfectivo e salvífico é o sacrifício feito na cruz e como devemos viver uma vida santa, a partir do calvário. E essa deve ser uma imagem diária diante de nossos olhos, e um pensamento constante na nossa mente e no nosso coração.

A frase que aquela senhora me disse tem um sentido profundo: "O Senhor Jesus me ama". Ele exerce sobre mim sua graça e sua misericórdia, oferecendo a mim, volitivamente, o que não mereço e não dando a mim o que mereço, de fato e de verdade.  Uns dias atrás, eu lia Deuteronômio 21. Aprendi com Spurgeon que assim como em cada cidade da Inglaterra há uma estrada para Londres, em cada texto das Escrituras há uma estrada para Cristo. Então, eu lia procurando Cristo e, na verdade, não foi muito difícil encontrá-lo; Cristo estava explícito ali. Ficou ainda mais claro para mim quando uma amiga pediu para que eu explicasse para ela o mesmo texto que eu estava lendo. Cristocidência, acredito. Expus para ela Deuteronômio 21:18-21, que vai tratar acerca dos filhos desobedientes. A lei dizia que se alguém tivesse um filho rebelde e contumaz, que não obedecia à voz de seus pais, e mesmo se eles o castigassem, o filho não desse ouvidos, eles poderiam pegar o filho, levar aos anciãos da cidade, expor para os anciãos a situação de sua rebeldia e, então, os homens da cidade apedrejariam o filho impenitente, até que morresse. Me identifiquei com este filho; me encontrei no texto. Eu era - e sou! - aquele filho rebelde, desobediente a qualquer tipo de correção, que não aceita a disciplina de Deus e, vez após vez, estou me rebelando contra sua santidade. Mas vejo que embora eu seja esse filho impenitente, é outro quem recebe o castigo em meu lugar e, na verdade, o que recebeu o castigo era - e é - o completo oposto de quem eu sou. Ele honrou a seu Pai sendo obediente até o fim, cumpriu toda a lei e, mesmo assim, provou do castigo. "-Ei, este lugar nessa cruz horrivel é meu!", diria eu. "Não, filho, eu morri em seu lugar. Eu paguei o preço por você! você jamais poderia pagar o preço que paguei, e paguei este preço porque te amo", é o que diz Jesus. Somos constrangidos por este amor (IICo 5:14), de maneira tal que, agora, obedecer-lhe não é uma troca, ou uma forma de pagar o que ele fez (algo impossivel, ainda que você fizesse isso por duas eternidades!) ou um cumprimento do ditado "um lava a mão do outro". Nós obedecemos a Cristo pois somos constrangidos pelo seu amor. Este amor nos impele. Este amor pende o nosso coração para amar a Deus acima de todas as coisas. Este amor nos leva a amar. "O amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou." (2Coríntios 5.14-15). Você entende isso?

Mas a realidade é que muitos querem um Jesus Salvador e nenhum Jesus Senhor. Querem ir para o céu, mas não querem abrir mão da direção de suas vidas. Embora afirmem nas canções na igreja que Jesus é Rei e Senhor, que ele seja lá, bem longe de mim! Mas a mulher - aliás, a irmã - que encontrei na rua foi bem clara  e concisa: "O SENHOR Jesus me ama". Pedro, em seu primeiro sermão, disse: "saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo" (At 2:36). Ele é Senhor, pois o próprio Deus o constituiu assim! Ele é o Senhor de fato e por direito! Isso faz me lembrar dois textos das Escrituras. O primeiro deles é a fala de Jesus após sua ressurreição: "E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra" (Mt 28:18). Não uma parte, não um terço, nem seu senhorio é dividido. Tudo é dele! Abraham Kuyper acertou em cheio quando disse que "não há um centímetro deste universo acerca do qual Jesus Cristo não diga: 'É meu'". definitivamente, tudo é dEle e a direção, o senhorio, o comando e a soberania de nossa vida não é diferente. O segundo texto é um dos meu favoritos nas Escrituras: "Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Fp 2:9-11). Ele é o Senhor! e quando eu sei que ele me amou e que ele é o Senhor, volto a um texto veterotestamentário para tentar explicar o que está na minha cabeça: "[...] se diligentemente guardardes todos estes mandamentos, que vos ordeno para os guardardes, amando ao SENHOR vosso Deus, andando em todos os seus caminhos, e a ele vos achegardes" (Dt 11:22). "Se diligentemente guardardes os mandamentos... amando". O verbo amar está no gerúndio, indicando algo que está acontecendo. Eu vou amando, e então eu guardo. E neste fluir, chego ao outro verso no gerúndio: "andando em todos os seus caminhos [...]". Colocando em ordem, o fato de andar em seus caminhos e de me achegar em sua presença, não é porque eu cumpro a lei ou coisa e tal, mas porque eu o amo. Porque eu amo, lhe obedeço. Porque um dia fui constrangido, e conquistado, e atraído, e arrebatado, posso dizer como Sulamita disse a seu marido: "eu sou do meu amado e o meu amado é meu!" (Ct 6:3). Oh, como quando amamos o  Senhor, obedecer-lhe e seguir-lhe se torna uma alegria incomparável! que o amor e a graça de Deus nos conduza a isto. 
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5 de junho de 2012

Salvo pela "maravilhosa graça": a história de conversão de John Newton


John Newton era pastor de uma igreja crescente em Olney, na Inglaterra, quando compôs a letra daquele que talvez seja o hino mais conhecido até hoje – Amazing Grace (i.e., “Maravilhosa Graça”). Newton estava satisfeito naquele contexto de vida campestre. Ele tinha uma esposa carinhosa ao seu lado, desenvolvia um bom ministério pastoral e estava cercado de pessoas amáveis. Naquele momento, Newton desfrutava de uma ótima vida. Mas, 25 anos antes, sua vida estava em ruínas.

Newton nasceu em Londres no dia 24 de julho de 1725. Seu pai, um capitão de navio mercante, o amava, porém era um homem severo e reservado. Por outro lado, a mãe de John era uma mulher atenciosa e cuidadosa. Ela lhe ensinou as Escrituras – capítulos inteiros da Bíblia de uma vez – bem como hinos e poemas. Infelizmente, a mãe de John Newton morreu, duas semanas antes que ele completasse sete anos de idade, e, pouco tempo depois, seu pai casou-se novamente.

Quando o novo casal teve seu próprio filho, ambos deram mais atenção e carinho a este do que a John Newton, de modo que John deixou-se levar pela companhia influente de garotos pervertidos, aprendendo a andar nos sórdidos caminhos que eles trilhavam. Com a idade de 11 anos, ele fez a primeira das cinco viagens marítimas na companhia de seu pai, durante a qual rapidamente aprendeu a xingar e amaldiçoar com os melhores marujos.

Entretanto, durante os cinco anos que se seguiram, John se viu forçado a refletir seriamente sobre a condição de sua alma. Certa feita faltou pouco para que John Newton embarcasse num navio de guerra que levava a bordo um amigo dele. Mais tarde, todavia, ele soube que aquele navio naufragara e que seu amigo, junto com vários outros tripulantes, tinha morrido afogado.

Também foi nessa época que Newton teve um sonho perturbador no qual ele jogava fora um anel que representava toda a misericórdia que Deus lhe reservara. Essas experiências pesaram de forma tremendamente condenatória na consciência de Newton e, por algum tempo, impeliram-no a tratar as questões espirituais com mais seriedade. Contudo, passados alguns dias, ele logo se esquecia daquilo que o levara à sobriedade e continuava sua queda vertiginosa na espiral da perversidade. Newton afirmou: “Eu geralmente considerava a religião como um meio necessário para se escapar do inferno; mas eu amava o pecado e não estava disposto a abandoná-lo”.[1]

Aos 19 anos de idade, Newton foi obrigado a se alistar como aspirante da Marinha para servir no navio HMS Harwich. Passado algum tempo, ele desertou, foi capturado, encarcerado, açoitado a bordo do navio, fustigado com chicote de nove tiras, e rebaixado. Então Newton entrou em terrível depressão e desespero, que o levaram, por vezes, a querer se lançar ao mar e a planejar maneiras de assassinar o capitão que o humilhara. Entretanto, não demorou muito para que a situação dele mudasse, quando o capitão de seu navio fez uma permuta entre ele e marinheiros de um navio que estava preste a zarpar para a África Ocidental à procura de escravos.

A Época no Tráfico de Escravos

Em meados de 1700, o tráfico de escravos era um negócio lucrativo. Mais de 100 mil escravos foram trazidos para o Novo Mundo em navios ingleses.[2] William E. Phipps escreveu: “No século XVIII, a média de mortalidade dos escravos durante o trajeto [da África para algum porto no Caribe ou nos Estados Unidos, onde eram vendidos] em navios ingleses era de aproximadamente quinze por cento”.[3] Cerca de 15 mil escravos africanos morreram a bordo de navios ingleses nessa época.

Em seu novo ambiente, Newton não fez absolutamente nada para ser benquisto pelos oficiais do navio. Ele compôs uma cantiga de escárnio para ridicularizar o capitão do navio e a ensinou para a tripulação inteira. Após capturar uma lucrativa quantidade de escravos, Newton ganhou a permissão de ficar na África, ao longo da costa da Guiné, onde trabalhava para um traficante de escravos inglês que vivia com uma amante africana. Essa mulher não gostava de Newton. Quando Newton contraiu malária, ela o tratou cruelmente, com insultos e subnutrição para que morresse de fome.

Tempos depois, Newton foi injustamente acusado de roubar o traficante inglês. Ele ficou acorrentado com cadeias no convés do navio daquele homem e foi mantido com pouca comida, água e roupa. Na verdade, ele se tornou escravo daquele homem e, por ironia do destino, recebeu o mesmo tratamento com o qual eram tratadas as pessoas que tinham sido escravizadas com a ajuda dele.

Esse tormento durou um ano, até que Newton convencesse seu dono a cedê-lo para um outro traficante de escravos. Seu novo senhor tratou-o com bondade e o colocou na supervisão das “feitorias” (prisões para escravos localizadas nos portos).

Apesar dos olhos vigilantes de seu antigo senhor traficante de escravos, Newton conseguiu enviar algumas cartas para seu pai, nas quais pedia socorro. Certo dia, um navio mercante denominado Greyhound [i.e., “cão pernalta e veloz”] chegou onde Newton estava. Ele fora enviado àquele lugar por ordem do pai de John Newton. A princípio, Newton hesitou em deixar seu negócio que a essa altura já era lucrativo, mas, por fim, concordou em voltar à Inglaterra. Newton foi mantido cativo na África por 15 meses ao todo.

A bordo do Greyhound em sua viagem de volta, Newton demonstrou ser o homem mais profano e devasso do navio. Certa noite, ele estava tão bêbado, que quando seu chapéu caiu no mar pela força do vento, se outro marujo não o agarrasse pela roupa, ele teria se lançado nas águas em busca do chapéu.
Mais tarde naquela viagem, Newton folheou um dos poucos livros que havia a bordo – Imitation of Christ [i.e., “Imitação de Cristo”]. Newton começou a ler esse livro como um mero passatempo, mas, depois, passou a se perguntar o que lhe aconteceria se aquilo que nele estava escrito fosse verdade. Ele ficou com medo e fechou o livro.

Atingido Pela Tempestade

Naquela noite de 21 de março de 1748, uma violenta tempestade se abateu sobre o navio, que por pouco não afundou. Homens, animais e provisões foram arrastados pela força das águas e caíram no mar. Newton orou a Deus pela primeira vez depois de anos. Ele temia estar à beira da morte e, se a fé cristã fosse verdadeira, estava certo de que não seria perdoado. John refletiu em tudo o que fizera naqueles últimos anos, inclusive a atitude de zombar dos fatos históricos do Evangelho, e ficou abalado.

Passados quatro dias, a tempestade diminuiu. Pela providência de Deus, a cera de abelha, que se encontrava no porão de carga, ajudou que o navio continuasse a flutuar. Newton atribuiu a Deus aquele livramento que tiveram. Ele começou a ler o Novo Testamento com mais interesse. Quando chegou à passagem de Lucas 15, John percebeu os impressionantes paralelos entre a sua vida e a vida do filho pródigo.

O navio ficou à deriva por um mês. Os suprimentos se esgotaram. O capitão culpou a blasfêmia de Newton como a causa dos problemas que enfrentavam e cogitou a hipótese de jogá-lo ao mar, à semelhança de Jonas. O navio avariado finalmente conseguiu seguir seu rumo para a Irlanda do Norte, a tempo de não ser apanhado por um vendaval que começava a ocorrer. Newton reconheceu que Deus respondera sua oração.

Ao chegarem em terra firme, Newton tomou a decisão de não mais xingar e blasfemar. Ele chegou a voltar para a igreja. Entretanto, ainda não era um crente em Jesus. Mais tarde ele declarou: “Penso que aquele foi o início de meu retorno para Deus, ou antes, o retorno dEle para mim; contudo, só considero que vim a ser crente em Cristo (no sentido pleno da palavra crente) muito tempo depois daquele momento”.[4]

Regenerado Pela Fé

Naquela noite de 21 de março de 1748, uma violenta tempestade se abateu sobre o navio, que por pouco não afundou. Newton orou a Deus pela primeira vez depois de anos.

Em 1749 Newton zarpou como primeiro piloto de um navio negreiro. A essa altura, ele já tinha se esquecido do compromisso que assumira e recaiu nas antigas práticas pecaminosas. Enquanto buscava escravos ao longo da costa ocidental da África, John Newton foi novamente acometido de malária, situação que o levou a refletir mais uma vez sobre a sua vida. Diante das misericórdias de Deus para com sua vida, ele estava absolutamente convicto da culpa pelos erros que recentemente cometera. Meio delirante e enfraquecido, Newton se levantou da cama e caminhou com dificuldade até um lugar afastado da ilha. Naquele local, percebendo a futilidade de tomar decisões autoconfiantes, “ele se entregou ao Senhor”, escreve Richard Cecil, “para que Deus fizesse com ele aquilo que fosse do Seu agrado. Ao que parece, nada de novo acontecia em sua mente, exceto o fato de que ele estava apto para confiar e crer num Salvador crucificado”.[5] A incrível graça de Deus preciosamente se manifestou no exato momento em que John Newton creu pela primeira vez.

Daquele momento em diante, a vida de Newton mudou gradativamente. No começo, como acontece com a maioria dos crentes, ele não percebia todas as áreas de sua vida que precisavam ser transformadas pela graça de Deus.

Por exemplo, por cinco anos, ele enfrentou lutas quanto à certeza de sua salvação. Todavia, através do encorajamento dado por outro capitão de navio, que também era crente em Cristo, as dúvidas foram vencidas, conforme Newton declarou: “Eu comecei a entender [...] e a ter esperança de ser preservado e salvo, não por meu próprio poder e santidade, mas pelo imenso poder e promessa de Deus, através da fé num Salvador imutável”.[6]

A mudança mais evidente na vida de Newton se deu na área do tráfico de escravos. Um ano antes de crer em Jesus Cristo, John Newton se tornou capitão de um navio negreiro. Nos quatro anos seguintes à sua salvação, Newton realizou três viagens com o intuito de buscar escravos na África e levá-los para serem vendidos no Caribe. Durante essas viagens, Newton liderou sua tripulação em cultos de adoração e em momentos de oração. Contudo, ele também foi forçado a sufocar rebeliões de escravos, chegando a ponto de utilizar instrumentos de tortura para apertar polegares a fim de arrancar confissões.
Mais tarde, Newton se conscientizou de que o tráfico de escravos e sua participação nele eram algo moralmente ultrajante e repulsivo. Ele afirmou: “a força do hábito, o exemplo e o interesse [comercial] cegaram meus olhos”.[7]

A partir do momento em que o Espírito Santo convenceu John Newton dos males e pecados envolvidos no tráfico de escravos, ele passou a trabalhar incansavelmente para extingui-lo num esforço de décadas. Ele foi orientador e conselheiro de um crente em Cristo mais novo do que ele, chamado William Wilberforce, o qual atuou no Parlamento Britânico. Wilberforce se tornou o mais notável e eficaz abolicionista da história da Inglaterra. Alguns meses antes da morte de Newton, ocorrida em 21 de dezembro de 1807, o Parlamento Britânico aprovou o Decreto da Abolição do Tráfico de Escravos, o que muito alegrou Newton. 

A Ternura da Graça  

Antes de experimentar a graça salvadora de Deus, John Newton não tinha o menor receio de xingar e proferir palavrões quando relampejava, de blasfemar contra o Deus do céu, de zombar da Bíblia, de ridicularizar a consagração a Deus, de se envolver em atos depravados, nem o mínimo escrúpulo de comprar e vender seres humanos como se fossem objetos ou mercadorias. 

Entretanto, John Newton mudou completamente após a sua conversão. Mais tarde, ele se tornou pastor e exerceu o ministério pastoral por 23 anos, sempre salientando em seus sermões o tema da graça de Deus. Ele compôs e publicou centenas de hinos, inclusive o hino intitulado How Sweet the Name of Jesus Sounds [que traduzido quer dizer: “Quão doce soa o nome de Jesus”] (um nítido contraste com a época blasfema de sua vida pregressa), bem como demonstrou incessante hospitalidade em sua casa.

Ele manteve comunhão com alguns dos mais notáveis nomes do avivamento evangélico na Inglaterra, tais como George Whitefield e John Wesley; ensinou e encorajou pessoas influentes como o grande missionário William Carey, o poeta William Cowper, e o abolicionista William Wilberforce; além disso, tornou-se um dos maiores defensores do fim da escravidão na Grã-Bretanha.

Como explicar tamanha transformação na vida de um homem? Semanas antes de sua morte, já velho e debilitado, Newton explicou: “Minha memória praticamente se foi; mas ainda consigo me lembrar de duas coisas: que eu sou um tremendo pecador e que Cristo é um tremendo Salvador.[8]

Notas:
  1. Richard Cecil, The Works of the Rev. John Newton, 3ª ed., vol. 1, 1824; reimpressão, Carlisle, PA: The Banner of Truth Trust, 1985, 1:4.
  2. William E. Phipps, Amazing Grace in John Newton: Slave-Ship Captain, Hymnwriter, and Abolitionist, Macon, GA: Mercer University Press, 2001, p. 63.
  3. Ibid., p. 60.
  4. Cecil, p. 33.
  5. Ibid., p. 37.
  6. Phipps, p. 66.
  7. Ibid., p. 202.
  8. Ibid., p. 238.
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25 de abril de 2012

O Deus do novo coração

"Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de mim um espírito reto" (Salmo 51.10).
O Salmo 51 é a oração confessante de Davi depois de ter cometido o pecado de adultério com Bate-Seba e de homicídio contra Urias, marido de Bate-Seba (cf. 2 Samuel. 12.1-23). Davi, como todo homem, tinha a sua inclinação para fazer o que é mau. Nascemos no pecado ("eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" - vv.5), e é sabido por todos nós que ninguém aprende a pecar. Todos nós nascemos com a natureza pervertida e inclinada para tudo o que é mau, e por isso devemos orar como Davi, a fim de que Deus CRIE em nós um novo coração. Preste atenção no verbo: CRIE. Davi ora a Deus: "cria em mim um coração puro" (vv. 10). O verbo, no hebraico, usado por Davi para "criar" é bara', o mesmo verbo usado em Genêsis 1.1 para dizer que "no princípio criou Deus os céus e a terra". Em outras palavras Davi está dizendo: "assim como a terra e os céus foram criados por Ti do nada, assim crie o Senhor, em mim, um novo coração". A terra era sem forma e vazia, contudo, Deus, em algum momento na eternidade passada, criou! quando nascemos, temos o nosso coração inflamado pelo pecado e pelo desejar daquilo que é ruim. Ninguém vai a Deus porque quer (“ninguém vem a mim [Cristo] se o Pai, que me enviou, não o atrair” - João 6.44), porque a nossa natureza não quer a Deus, mas sim, tudo o que é mau. Mas isso acontece ATÉ que Deus crie um novo coração. Não há nada de bom em nós ATÉ que Deus faça alguma coisa; não existe nenhum vislumbre de santidade em nós ATÉ que Deus venha e nos santifique; o nosso coração está em trevas ATÉ que Deus venha e diga: HAJA LUZ! (e haverá luz!). Quando Davi diz "cria em mim", ele simplesmente está pedindo para que Deus faça existir o que não existe! criar é isso: fazer aquilo que não existe. Não tem luz, mas Deus criou a luz, dizendo HAJA! meu coração está em trevas, mas Deus me deu um novo coração, dizendo: "Vem dos quatro ventos, ó Espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam" (Ez. 37. 1-14).

Perceba que, ao longo do Salmo, Davi clama a Deus: "lave-me" (vv.2-7); "purifica-me" (vv.2b-7); "cria em mim" (vv.10); "renova em mim" (vv.10b). Davi se esvazia de toda suficiência e se coloca na dependência de Deus para que alguma coisa aconteça nele, e é assim que deve ser. Não seremos salvos por que um dia fomos à frente (no apelo na igreja), fizemos uma oração, tomamos a ceia ou vamos com frequência a alguma denominação específica. Seremos salvos, de fato, porque, um dia, Cristo nos lavou, nos purificou, criou em nós um novo coração e nos renovou, renova e continuará a renovar. "Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (2Ts. 3.3). As Escrituras diz: "E aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou" (Rm. 8,30). O mesmo Deus que predestina (elegeu antes da fundação do mundo para a salvação), é o mesmo que chama para a salvação, justifica para que seja salvo e glorifica, a fim de que não perca a salvação, mas chegue à glória salvo, santo e justificado.

Já terminando, gostaria de dar uma última olhada no que Davi disse: "renova em mim um espírito reto" (vv.10). Renovar dá a ideia de "limpar o que está novo". ter um "coração novo" não é imunidade contra pecados e erros e, por isso, nossa oração deve ser, todos os dias, "renova-me". Não apenas renova-me, mas, "renova em mim um espírito reto" . Reto quer dizer "estar firme, inabalável, imóvel". Davi quis dizer: "renova-me de tal maneira, dê-me um novo coração tal, que seja quase impossivel o percentual de pecado em mim, visto que estou firme, inabalável e imóvel em Ti". Os que tem muito tempo para Deus, terá pouco tempo para pensar e cometer pecados.


Soli Deo Gloria.

Cleison Brugger.

Salmo 51 na Linguagem de Hoje:

Deus generoso em amor, preciso de tua graça!
Deus imenso em misericórdia, apaga meu passado sujo.
Lava minha culpa e purifica – me dos meus pecados.
Sei que fui muito mau; meus pecados ficam me olhando o tempo todo.
Mas foi a ti que ofendi, e viste tudo:
Sabes a extensão da minha maldade.
Tens todos os fatos diante de ti:
O que decidires a meu respeito será justo.
Andei desgarrado de ti por muito tempo, eu estava no erro já antes de nascer.
O que desejas é a verdade, de dentro pra fora.
Entra em mim, então, e concebe um vida nova e verdadeira.
Purifica – me e sairei limpo; lava – me, como que um esfregão, e terei uma vida branca como a neve.
Põe uma música alegre pra mim, conserta meus ossos quebrados, para que eu possa dançar.
Não fique procurando manchas: Cura – me completamente.
Deus faz um novo começo em mim, dedica uma semana para organizar o caos da minha vida – uma nova gênese.
Não me jogues fora com o lixo, nem deixes de soprar santidade em mim.
Traz – me de volta do exílio cinzento, sopra um vento novo em minhas velas!
Dá – me a chance de ensinar os caminhos aos rebeldes, para que os perdidos consigam achar o caminho de casa.
Anula minha sentença de morte, ó Deus da minha salvação, e cantarei músicas a respeito dos teus caminhos.
Põe palavras nos meus lábios, querido Deus, e me abrirei para os louvores.
Fingimentos te desagradam, uma atuação impecável nada é para ti.
Quando meu orgulho é despedaçado é que adoro a Deus de verdade.
O coração quebrantado disposto a amar,
Não escapa, nem por um minuto, da percepção de Deus.
Transforma Sião num lugar de recreio e repara os muros de Jerusalém.
Então terás de nós adoração verdadeira, atos humildes e grandiosos de adoração.
Até mesmo com todos os touros que conseguirmos sacrificar a ti!

Rei Davi
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7 de abril de 2012

Justiça e amor num só ato

Enquanto escrevo, na minha cabeceira está o excelente livro de Robert Charles Sproul, "A verdade da cruz", onde ele disserta sobre a importância da cruz de Cristo e sua centralidade na fé cristã. Infelizmente, nossa época perdeu a noção da importância desta data. Por conseguinte, as igrejas perderam a noção do sentido maravilhoso que esta data tem para nós que professamos a fé cristã. Muito mais que um "feriadão", é a mais perfeita lembrança do que Cristo fez em nosso lugar. Leia bem, EM NOSSO LUGAR.

Ao olharmos para a cena do Calvário, muitos acham que aquela foi uma cena linda, tal qual Romeu e Julieta, e colocam tudo aquilo sobre a rúbrica do amor. Também é, na verdade. Contudo, a cena não foi nem um pouco bela, e amor não é a palavra-chave para definir tudo aquilo. De fato, se uma palavra pudesse definir a cruz de Cristo, esta palavra seria "justiça".  Cristo morreu para perdão de nossos pecados. Antes de ser para perdão de nossos pecados, uma coisa é certa: Cristo morreu, e isso foi feito para satisfazer a justiça de Deus. Romanos 5.12 diz: "Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram". Me responda: você tem pecados? já sentiu o peso dele em suas costas, consciência, vida? então, você é culpado por eles.

Por natureza, estamos debaixo da ira de Deus (Ef. 2.3), pois ferimos Sua santidade e transgredimos a aliança que fora feita conosco, no Éden (Gn. 3.3). Tudo o que homem deveria fazer é satisfazer a justiça de Deus, pagando pelos seus erros. Para tanto, este homem deveria ter uma conduta ilibada, imaculada, irrepreensível e santa, coisa que homens pecadores não são, nem podem ser. Então... "Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei, a fim de redimir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção de filhos" (Gl. 4.4). Satanás e seus anjos pecaram e Deus não providenciou nenhum tipo de redenção para eles. Sua sentença está decretada: INFERNO. Para lá eles irão. O homem pecou e, de igual modo, não havia nenhuma obrigação da parte de Deus de providenciar uma redenção para nós, mas Ele o fez, para que sua justiça fosse satisfeita e para que, por amor, seus eleitos fossem salvos. "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos" (Rm. 5. 18, 19).

"Cristo morreu". Justiça. A santidade de Deus estava ferida. O homem pecou e quebrou a aliança, e se Deus perdoasse isso, Deus seria injusto, pois sua justiça é clara ao afirmar que o inocente é inocentado e o culpado é tido como tal. Assim, "Cristo morreu EM NOSSO LUGAR". Isso é amor. Ele veio, voluntariamente. Deixou o esplendor de sua glória. Deus Filho abandonou o trono e humilhou-se como servo, tornando-se semelhante aos homens (Fp. 2. 5-11). Sobre si levou a culpa que era nossa, e morreu, terrivel, amarga, humilde, pavorosa, arrepiante e dolorosamente numa cruz, por mim e você. Assim, Ele recebe sobre si nossas culpas (o inocente morre por culpados), e nós, recebemos dele, sua justiça e perdão (os culpados são inocentados e aceitos de volta à mesa de Deus). Isso é páscoa. O espírito de morte "passa por cima" dos marcados com o sangue do cordeiro, pois somos salvos pela graça, mediante a fé no sacrificio de Cristo (Ef. 2.5).

Nas palavras do pastor Fabricio Cunha, "espera-se de um Deus que ele vença a morte. Mas um Deus que morre é um escândalo". De fato, visto que um dos pressupostos de Deus é a imortalidade. Contudo, como este Cristo era igualmente Deus como o Pai e o Espírito, a morte não o segurou num sepulcro. Ao terceiro dia, Ele ressuscitou, dando-nos a esperança da vida eterna ao seu lado e consumando, de fato e de verdade, a nossa redenção. O melhor de tudo isto é que esta história não é fictícia, inverossímil, irreal. Ela é real! A cruz de Cristo é o centro, o ápice da história humana. Tudo isso, por justiça e amor. Isso é páscoa.

Até mais,
Cleison Brügger.
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5 de abril de 2012

Eu, um cordeiro. Meu Senhor, um pastor.

Lucas 10.3: "Ide; eis que vos mando como cordeiros em meio de lobos"

Na comissão dos 70, Cristo dá uma palavra aos apóstolos que, da perspectiva humana, pode parecer desanimadora e frustrante: "eis que vos envio como cordeiros em meio de lobos". Isso é acentuado ainda mais, visto que, antes disso, há um imperativo: "Ide" (Lc. 10.3a). Com isso, a ideia que é passada é que eles deveriam ir, mesmo sabendo das circunstâncias. Na verdade, Cristo nunca foi um plantador de utopias, pelo contrário, sempre foi aquele que mostrava - e mudava - a realidade.

Contudo, por mais que fosse a revelação da realidade que os apóstolos teriam, a afirmação continua sendo, aparentemente, desanimadora. Não seria melhor ouvir "eis que vos envio como um leão em meio aos cervos" ou "como um cão em meio aos pintinhos"? pelo contrário, Cristo os designa como "animais mais fracos". O mundo é forte. Ele é devorador, tal qual um lobo voraz. Enfrentá-lo não é fácil.

De igual modo, Jesus orienta a que eles nada levassem (10.4) e que dependessem da bondade daqueles que o Pai enviaria para ajudá-los (10. 5-7). Isso me faz lembrar o famoso Salmo 23: "O Senhor é o meu pastor e nada me faltará". A primeira sentença é uma fiel constatação: "O Senhor é o meu pastor", mas a causa da primeira sentença é aliviadora: "nada me faltará". Então, vejamos: eu sou um cordeiro, estou no meio de lobos que podem me devorar, Cristo é um bom pastor que "segundo as suas riquezas, suprirá todas as nossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." (Filipenses 4.19).

Jesus assevera que aqueles que nos derem ouvidos, a Ele estarão ouvindo, e quem nos rejeitar, estarão rejeitando a Ele também, e quem O rejeita, rejeita também ao Pai, que o enviou (10.16). Não é maravilhoso saber que estamos tão ligados a Cristo que aqueles que a nós fazem bem ou mal, a Ele é que estão fazendo também? Isso acontecerá na conversão de Saulo. Ele, encontrando com Jesus no caminho, é questionado: "Saulo, Saulo, porque me persegues?". No que Saulo diz: "quem és, Senhor?" e Jesus afirma: "Eu sou Jesus, a quem tu persegues" (At 9.3-6). Na verdade, Saulo perseguia a igreja, os irmãos, os da seita "do caminho". Entretanto, Jesus afirma que a causa de seus filhos também é a dele. Ele defende os seus. Não nos deixa sozinhos. "Ai daquele que escandalizar um desses pequeninos que em mim crêem" (Mt. 18.6). Somos ramos ligados à videira (Jo. 15.4). Estamos numa mesma sintonia. Sugamos vida do caule que é Cristo. Dependemos dele para viver, pois toda a vara que nele não dá frutos, é cortada e lançada fora (Jo. 15.6).

De fato, não apenas a companhia ininterrupta do Senhor nos é dada (Mt. 28.20), como também, nos é outorgado o seu poder e nos é concedido a autoridade de seu nome. Perceba que nada é nosso. Somos convidados a nada levar, a casa que repousaremos não é nossa. Todavia, é possivel que nos gloriemos, mesmo usando algo que não nos pertence. Assim, Cristo diz: "Alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus" (10.20). Vemos nesta afirmação pelo menos duas assertivas: 1) ter o nome escrito nos céus é um motivo e tanto para se alegrar; 2) por mais que, aparentemente, o exercício dos dons pareça ser fascinante a vista dos outros, é bom lembrarmos que o mundo continua sendo um péssimo lugar para firmar residência. Ele ainda continua sendo um lobo voraz. Por esta razão, devemos andar aqui, com a cabeça acolá. Trabalhando aqui para entesourar coisas no céu. Vivendo aqui, com saudades do lar eterno.

Até mais,
Cleison Brügger.
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4 de abril de 2011

O precursor saltou no ventre

João Batista saltou no ventre da sua mãe Isabel, não somente por ter ouvido a voz da bem-aventurada Maria, mas principalmente por sentir a presença do Fruto bendito do céu, que Maria trazia dentro de si. Foi O Messias que fez João e Isabel agitarem-se no Espírito. Qualquer salto espiritual de relevo que se dê, em última análise, é sempre causado por causa da presença do Cristo. É Jesus que nos batiza, enche com fogo e que nos faz saltar para o céu. "É necessário que Ele cresça e que eu diminua."

Jorge Oliveira.
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14 de março de 2011

Evangelho, a mais bela poesia

"A poesia purifica a alma", já dizia Mario Quintana, e se isso é verdade, Deus foi o mais bem sucedido poeta, em todos os tempos, pois conseguiu fazer isto com magistralidade, em apenas um poema. Aliás, foi exatamente este o objetivo da "poesia de Cristo". Hoje, no dia da poesia, gostaria de dissertar a respeito da mais bela poesia direcionada aos homens: a poesia que o próprio Deus escreveu, em Cristo Jesus, para nós. O Evangelho é a mais bela, sublime e suspirante poesia, porque é a poesia de Deus direcionada aos homens. Não é uma poesia escrita com letras, mas com sangue; não foi inspirada na beleza do outono, mas no terrível estrago que o pecado provocou; não teve que ser revisada ou re-lida para ver se estava boa, mas foi definitivamente, a poesia mais bem escrita em toda a história, sem precisar de retoques ou reparações. Esta poesia não teve como cenário um belo lago norteado por belas flores, mas uma colina chamada "lugar da caveira" onde ladrões e delinquentes eram crucificados.

É estranho pensar que esta bela poesia foi inspirada numa injustiça: um tal inocente morrendo por aquilo que não fez. Esta poesia não é um estória qualquer, mas sim, uma história, com H maiúsculo; aliás, uma história tão bem interpretada que, ainda hoje, tem algum efeito na maneira como vivemos, pensamos e cremos. Alguns chamam esta poesia de "Boa-Nova", embora não consigam entender como um homem morrendo injustamente e da forma mais desprezível possivel, pode ser uma boa notícia. Mas é ai que se encontra o valor da poesia: ela não serve para comunicar, nem ainda para fazer aflorar sentimentos normais. Poeta não é jornalista e vice-versa. Um poeta (e Deus o é), comunica aos sentidos ocultos, ao coração petrificado, ao pensar e ao sentir. Poesia comunica o paradoxo, a suposta divergência e uma pseudo-contradição. O evangelho é tido como boa notícia, porque aquele pobre homem morrendo injustamente, era o Filho Eterno de Deus, o teantropos (Deus e homem, num mesmo tempo), o majestoso príncipe dos exércitos de Deus, morrendo pelos nossos delitos.

O evangelho é poesia porque se retrata a mim; é poesia porque o poeta teve que morrer pra contar a história; é poesia com dedicatória e assinatura; é a mais bela história de amor, contada à partir do calvário. O mais horrendo tipo de suplício, sendo usado como instrumento de juízo sobre um inocente, somente para nos comunicar que isto foi feito por nós. E o poeta, agora ressurreto, com furos nas mãos e com a cabeça ferida pelos espinhos que se lhes cravaram, pergunta a nós, alvos de tão magnifica poesia e de tão singelo gesto de amor, que nenhum outro homem (nem mesmo um pai), ousou demonstrar: "Morri, morri na cruz por ti, que fazes tu por mim?"
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1 de fevereiro de 2011

GENTE

Uma rápida passada numa rodoviária, feira, shopping, rua, e você encontrará uma miscelânea, uma diversidade, uma mistura difícil de se explicar. A nível de Brasil, isto se intensifica muito mais. Gente das mais variadas cores, das mais diversas raças, dos mais diversos credos, das mais diversas classes, dos mais variados nomes, das mais longuínquas origens e das mais diferentes histórias; gente normal, humilde, extravagante, modernizados, conservadores... sanguíneos, coléricos, melancólicos, fleumáticos... brancos, negros, pardos, caboclos, mestiços, mulatos... cabelo crespo, enrolado, liso, cacheado, curtos, médios, fios longos, embaraçados... nordestinos, nortistas, sulistas, capixabas, cariocas, paulistas, mineiros, etc. Porém, embora sendo tão diferentes, todos eles são, na verdade, semelhantes.

Semelhantes? em quê?
Semelhantes na vida, no sentir, no agir, no reagir, no nascer, no morrer;
No sorriso, na fome, nas lágrimas, no protesto, na solidão, na alegria;
na aflição, na intolerância, no recomeço, no afeto, na caridade, no impacto, no reflexo.

Embora sejamos muitos e pareçamos tão distintos, todos nós, sem distinção, sentimos falta de abraço, sentimos saudade de quem está longe, queremos rir de coisas engraçadas, choramos escondido, queremos amar alguém, queremos ser respeitados, queremos atenção (nem que seja por um momento), queremos ser notados e queremos ser felizes. Queremos ser, na verdade, pessoas normais, levando suas vidas normais e alcançando os propósitos de uma existência normal.

Na busca de Deus, isto também se repete. Variadas gentes, em suas mais complexas religiões, estão afoitos em busca de Deus. Todos, de alguma forma, O desejam. Todos, de certa forma, O buscam. Todos, sem distinção, sentem falta do Ser divinamente existente em Si mesmo. Sabe o porquê? porque viemos dEle, porque fomos feitos à Sua imagem e semelhança (Gên. 1.26) e por esta razão, desejamos conhecer a nossa origem e Aquele que nos originou. Sentimos falta dAquele a quem não conhecemos, queremos afeto dAquele a quem nós sequer vimos, queremos o amor prometido dAquele que, embora tão longe, sentimo-lo tão perto... tal como filhos em busca do pai verdadeiro, queremos, criaturas que somos, ter contacto com o Criador nosso, mesmo que pareça sem razão um Ser divino ter contacto com os seus inferiores.

GENTE! todos existindo com um só propósito: viver e não ter a vergonha de ser feliz, como diz a canção, e ainda, todos subsistindo por uma só razão: glorificar, através da existência, Aquele quem um dia criou o mundo, para o meu desfrute e para o Seu prazer.
Paz à você, gente como eu, 

Cleison Brugger.

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10 de janeiro de 2011

A história de Zac Smith

Como está a sua vida?
Como anda sua vida com Deus?
O rotineirismo da igreja tem te levado ao desânimo e ao mal-estar?
E se, pra piorar, você soubesse que está com câncer e que ele pode te levar à morte em alguns meses?
Assista a fascinante história de Zac Smith, um homem que pôs toda a sua confiança em Cristo, em meio ao caos. Um testemunho apaixonante sobre a confiança na soberania de Deus.

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25 de dezembro de 2010

Um Salvador nos nasceu... e morreu.

Mais uma vez galera, quero agradecer todo o carinho de vocês, neste ano que passou!
Obrigado pelos comentários nos posts, pelo apoio e elogio por cada texto, pelos alertas, pela edificação mútua e pelas twittadas que recebi! Obrigado mesmo pelo carinho. Glórias a Deus pela vida de vocês! Desejo que, neste Natal, Cristo não esteja apenas em sua lembrança, mas que seja também, uma realidade em seu coração.

Nesta última (ou penúltima?) postagem deste ano, quero falar sobre sobre o personagem mais falado e lembrado desta presente data: “O Jesus do Natal”. Como assim?
Calma, eu explico:
O Natal é uma época linda. Vitrines enfeitadas, luzinhas nas casas, pinheiros enfeitados, ruas molhadas pela chuva, Shoppings abarrotados de gente.
Promoções nas lojas. Amigo secreto. Presentes embaixo da árvore de Natal...
As pessoas ficam mais amigáveis, mais alegres, mais felizes… deve ser o tal “espiríto natalino”.

Presépios. Maria, José, os animais, o anjo, o menino Jesus.
Menino Jesus?
É incrível o número de pessoas que tratam e limitam o Cristo como um menino, um bebê que está deitado numa majedoura, rodeado por animais, recebendo os "presentinhos" dos magos, mas que se esquecem (ou negligenciam) completamente, que o importante não é ter um menino Jesus em sua casa e sim, um Jesus Salvador em seu coração.

Ao contrário do que muitos pensam, Jesus não é mais um menino. O que muitos esquecem, é que esse mesmo “menino” morreu pelos pecados de muitos (Hebreus 9. 24-28), para que Ele não fosse mais lembrado como um menino, mas sim,  como o Salvador, o Deus vivo que veio à Terra, o Cristo que embora "sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp. 2. 6-8).

Eu te convido a olhar além da manjedoura e além daquela feliz, bela e fria noite em Belém, e a fitar seus olhos naquela horrenda cruz feita para delinquentes, numa Sexta-feira, por volta das 3 horas da tarde, num lugar chamado Calvário (ou "lugar da caveira"), onde aquele belo menino, já aos 33 anos de idade, foi crucificado. Foi nesta desprezível cruz, e não naquela humilde manjedoura, que recebemos paz, salvação, redenção, perdão, amor e esperança.

O Natal só faz sentido porque o "menino que nos nasceu" (Isaías 9.6), MORREU, porque se isso não acontecesse, seria realmente sem nenhuma importância o seu nascimento. Por isso, muito mais que nascimento, foi O AMOR, nascendo para salvação daqueles que creriam que ele, de fato, era o Filho de Deus, descido dos céus.

Celebre o nascimento do Salvador, mas não seja indiferente a morte do mesmo, porque é esta última que realmente importa!

Celebre o Cristo que nasceu, glorifique ao Cristo que morreu e festeje o Cristo ressurrecto.

"Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2.11).

Ele não veio para nascer como todo mundo, mas para morrer por pessoas erradas e sem esperança, coisa que ninguém gostaria de fazer. Por isso, celebre o Salvador que nasceu e valorize o Cristo que morreu.
Valorize o amor, do AMOR.

Feliz Natal com Cristo!
Cleison Brugger.
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30 de novembro de 2010

Eu não me importo.

 Num mundo de desconfianças, perdura o desafeto; num mundo onde a indiferença supera a bondade, sem dúvida a caridade não será um assunto em pauta; num mundo regido pelas trivialidades, certamente não sobrará espaço para o exercício da misericórdia e o amor. Qual foi a última vez que você deixou de fazer o bem a alguém, por puro medo? (-Vai, pode ser um bandido! / - Eu nem chego perto de mendigos, me dá dó!"/ - Esmola? que coisa mais antiga!). Qual foi a última vez que você deu as mãos ao mundo, com as suas futilidades, descrenças, desafeição, medos, pavores, ódios, máscaras e ignorou completamente o pensamento bíblico que diz: "Faça o bem, sem olhar a quem"?

Esse não é um assunto alarmante, pelo menos não pra mim. Também não é uma surpresa. Tudo isto comprova o que foi dito a muito tempo atrás: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará" (Mateus 24.12). Isso não lhe parece familiar?

Temos vivido o tempo dos corações frios, arrogantes e cheios de si; temos vivido o tempo onde a fé limita-se a teoria, onde muito se fala e pouco se faz; temos vivido o tempo das máscaras, onde mostramos ser muito compassivos e bons, até tirarmos as máscaras e revelarmos a nossa verdadeira identidade. Quantos de nós, que dizemos ser bons, levantamos os vidros do nosso carro, quando vemos uma criança pedindo alguma coisa? Quantas vezes você se uniu as centenas de pessoas que passam nas rodoviárias e calçadões, e ignorou aqueles que estão abandonados nas ruas, a mercê da vida? Me responda como algo tão chocante, foi parar na "lista de coisas que não tem mais jeito e eu não estou nem aí", da sociedade?

HEII... SIM, É COM VOCÊ! ESCUTE: AINDA HÁ TEMPO!!!
Ouça Deus te gritando e te chamando a abandonar este sistema medíocre, deixar de lado suas trivialidades e normalidades, e se afogar num inconformismo, que nos levará, sem dúvida, a resultados relevantes: "Não imitem a conduta e os costumes deste mundo, mas seja, cada um, uma pessoa nova e diferente, mostrando uma sadia renovação em tudo quanto faz e pensa. E assim vocês aprenderão de experiência própria, como os caminhos de Deus realmente satisfazem a vocês" (Romanos 12.2).

Abandone o Sistema, repudie a conduta infame da sociedade que está mergulhada na letargia e na acomodação, e faça questão de ser a vista dos cegos, os pés dos aleijados, o supridor dos pobres e necessitados e o defensor de quem você nem ao menos conhece (Jó 29.15).

RELIGIÃO não te leva a Deus; boas obras TAMBÉM NÃO!
Somente Cristo pode nos levar ao Pai (Jo. 14.6).
porém, um indício de "nós em Cristo" e "Cristo em nós" é a "fé operando pelo amor" (Gal. 5.6).
A Fé sem as obras é morta, e as obras sem a fé é inútil.
Somente "a fé operando pelo amor" pode comprovar que somos realmente "sal da terra e luz do mundo" (Mateus 7.13a, 14a).

Paz à você,
Cleison Brugger.
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13 de novembro de 2010

Saiba quem Ele é

Você sabe quem você é? você conhece seus proprios pontos fortes e fraquezas?

porque esse tipo de pergunta nos afronta? porque nos conhecemos tão pouco? Não conhecemos nossos próprios limites e coração, somos enganados pela nossa mente e nossos sentimentos a todo momento! o que a sua consciência te diz?
hoje, em nossos dias, cada vez mais o mundo tenta deturpar nossa identidade e para que ela serve, e o que temos feito mediante essa situação?
VOCÊ JA TINHA PERCEBIDO ESSE CENARIO?!
Ficamos tão ocupados e focados em nossos umbigos, nossos “sonhos de consumo” ( como se sonha com algo que se pode consumir? ), nosso aparente sucesso e “qualidade de vida”, que simplesmente experimentamos uma vida de cavalos de carroça, sem qualquer amplitude ou sequer tendo noção dos nossos rumos de vida!
- destape seus olhos -
- olhe para Ele -
- seja como Ele, seu mais fiel escudeiro e imitador -
mas… quem é Ele? voltamos à pergunta de Cristo para seus discípulos. “quem eles dizem que Eu sou?
- Eles não conhecem a Jesus -
Após a resposta decepcionante deles, Jesus pergunta AOS SEUS: e vocês?
PAUSA.

eu imagino um silêncio. Olhos se entreolhando, pensamentos voando a mil “quem?” “como assim?” “é sério isso?” mas Pedro, com todo ímpeto e ousadia que vem diretamente do coração de Deus revela e declara à céus, terra e eternidade: “TU ES O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO”.
a partir daí Pedro entende que os peixes nunca mais serão o seu business, mas almas; suas ferramentas não mais serão rede e velas, mas o Espirito Santo.
- Simão morre. Nasce Pedro, A ROCHA -


saiba quem Ele é. e Ele vai te dizer quem VOCE É…

…e vai ser a melhor surpresa da sua vida.
Paz,
Thiago Cruz.
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