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20 de fevereiro de 2013

Tá vendo aquela reta?


por Cleison Brugger

Um devocional

"E o Anjo do Senhor a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur. E disse: Agar, serva de Sarai, de onde vens e para onde vais? E ela disse: venho fugida da face de Sarai, minha senhora" (Gn. 16: 7,8)

Frequentemente nas Escrituras, veremos o Senhor fazendo perguntas. Não que Ele não saiba a resposta. Não que Ele não esteja inteirado - e coordenando - todas as coisas, mas porque Ele quer ouvir o que temos a dizer. Ele já sabe que é uma queixa, um lamento, mas mesmo assim Ele quer ouvir. O Senhor perguntou a Agar: "de onde vens?" (vv.7a) e ela respondeu: "venho fugida da face de Sarai, minha senhora" (vv.7b) "É de lá que venho. Cheguei no deserto debaixo de opressão e desprezo". Mas há a outra parte da pergunta: "para onde vais?" (vv.7a). Essa parte Agar não respondeu. Talvez porque não sabia para onde ia. Não tinha rumo. Não podia responder a pergunta. E o Senhor sabia disso. E por isso Ele mesmo traça um rumo para ela, dizendo: "tá vendo aquela reta?", então, "torna-te para tua senhora e humilha-te debaixo de suas mãos" (Gn. 16:9).

Isso foi verdade também com o grande profeta Elias. No auge do seu ministério, ele entrou em profunda tristeza e aflição. Porém, o Senhor se chega a ele e pergunta: "que fazes aqui, Elias?" (I Rs. 19:13c). Em outras palavras, "como você veio parar aqui?" No que ele responde: "tenho sido extremamente zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; só eu fiquei, e agora querem me matar" (I Rs. 19:14). Elias, tal como Agar, estava alí por estar triste e aflito e, pelas suas palavras, não estava muito disposto a sair. Dessa vez o Senhor não pergunta "para onde vais?" como perguntou a Agar, simplesmente porque Ele já tinha um rumo certo para Elias. E o rumo era: "tá vendo aquela reta?", então, "vai, volta pelo teu caminho, para o deserto de Damasco" (I Rs. 19:15a).

Isso me faz lembrar a igreja de Éfeso. Igreja antiga, paciente, labutante, consistentemente doutrinária, mas que, em um certo momento, perdeu o primeiro amor (Ap. 2:4). Dessa vez, a pergunta é implícita: "como vieste até aqui? como chegaste a este ponto?" Talvez o muito fazer tenha feito de Éfeso uma igreja técnica demais, uma noiva profissionalizada. Mas o convite feito a igreja efésia é o mesmo que o Senhor fez a Agar e a Elias. Ele disse: "tá vendo aquela reta?", então, "lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta a prática das primeiras obras" (Ap. 2:5).

Há momentos que o Senhor nos faz perguntas como fez a eles: "para onde vens e para onde vais? como chegaste até aqui?" e nós até respondemos, cabisbaixos, como conseguimos a proeza de estragar tudo e fracassar, como o que achávamos que teria êxito não teve sucesso, como estamos frustrados, tristes e aflitos. Mas, na verdade, não conseguimos responder a outra parte da pergunta: "para onde vais?", simplesmente porque não sabemos para onde ir. Estamos estagnados. E a resposta de Deus para nós é a mesma que Ele deu a eles: "tá vendo aquela reta?", então, filho, filha, volta. Volta e humilha-te como Agar, volta e arrepende-te como Éfeso, volta e unge o teu moço como Elias. Volta pelo caminho em que vieste. Só não fique aí! Meu convite é para que você saia; na verdade, para que você volte. Ele não se preocupa se você não tem uma ideia de pra onde ir. Ele já tem um caminho traçado para você. Somente obedeça, pegue a reta e volte confiante. 
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21 de setembro de 2012

"E vós, quem dizeis que eu sou?"


Recentemente, encontraram um fragmento de um antigo papiro escrito em copta, um antigo idioma egípcio, que sugere (ou infere) a ideia de que Jesus Cristo tenha sido casado. Essa não é a primeira vez que algo assim acontece. Dan Brown em O código da Vinci relata esta mesma façanha. Na verdade, se já existiu uma pessoa que foi norteada por especulações, esta foi Jesus. 

Quando ainda estava na terra, muitas pessoas acreditavam que Cristo era o retorno de ilustres profetas, como Elias e Jeremias. Outros acreditavam ainda que ele era mais um dos grandes profetas. Outros ainda o tinham apenas como o filho do carpinteiro. Diante de tantas especulações e hipóteses, Jesus pergunta aos seus discípulos: "E vós, quem dizeis que eu sou?" (Mt 16:15). Ouço um silêncio. Na verdade, se levando em consideração o teor da pergunta, um breve momento de silêncio é lícito, quando não necessário.  Mas o silêncio começa a fixar residência. Parece que a resposta é um tanto complexa. Porém, Pedro se levanta e, enfaticamente diz: "tu és o Cristo, o filho do Deus vivo". 

Pedro entendeu a pergunta. Jesus não estava perguntando quem ele era na perspectiva deles, ou quem ele era para eles, mas sim, quem ele era, de fato e de verdade. Muitos diriam: "Jesus, o senhor é um bom camarada", ou "o senhor é um ótimo conselheiro" ou ainda "o senhor é muito bom com o povo". Mas eles não teriam respondido a pergunta. Ele não pergunta para eles quem ele era como alguém que está provando uma roupa pergunta pro colega se está legal ou não, mas ele pergunta para os seus discípulos quem ele era, como alguém pergunta a enfermeira que está cuidando de um bebê que acabou de nascer se é menino ou menina. Não há o que pensar. É só olhar o sexo. A resposta é óbvia. E Pedro foi enfático: "tu és o Cristo, o filho do Deus vivo". Pedro estava dizendo que Jesus era o cumprimento das profecias, o Ungido de Deus, o Messias esperado, o enviado direta e pessoalmente por Deus, o Pai. 

Jesus se alegrou com a resposta de Pedro, e então disse a ele: "Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus " (Mt 16:17). Perceba o nome que Jesus chama a Pedro. Ninguém chama a Pedro por este nome. Pedro não era conhecido assim. Entretanto, este era o nome que identificava Pedro e o diferia dos demais. Pedro tem aos montes, mas Simão Barjonas era único. Perceba que agora a coisa mais séria: Pedro não ouvia qualquer pessoa o chamar por este nome. Na verdade, na aldeia dos pescadores, o pessoal não sabia que este era o nome de Pedro. Só sabe o nome completo quem, de fato, nos conhece. Jesus perguntou quem ele era e Pedro respondeu, e agora, é Jesus quem está dizendo para Pedro quem ele é. Quando nós dizemos quem Cristo verdadeiramente é, então ele diz quem nós verdadeiramente somos. É no resplendor da glória de Cristo que somos flagrados. Quando conhecemos a Cristo de fato, conhecemos quem nós somos, pois Cristo faz questão de revelar. Jesus continua dizendo a Pedro, agora Simão Barjonas: "[...] isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus" (Mt 16:17b). Pedro recebeu uma iluminação em sua mente que o fez confessar que Jesus era o Cristo, o filho do Deus vivo. "Ninguém pode dizer que Jesus é o SENHOR, senão pelo Espírito Santo” (I Co 12:3). Deus havia dado uma visão, um entendimento da glória de Cristo a Pedro. E nós precisamos fazer o mesmo: pedir ao Pai que nos mostre a beleza e a realidade da glória de Cristo. Que Ele faça com que a centralidade de Cristo não seja apenas uma doutrina em nossa mente, mas uma realidade em nosso coração e vida. Que Ele efetue algo de uma maneira tão intensa, que seja capaz de fazer com que a confissão do senhorio de Cristo que sai dos lábios 
seja fruto da revelação que houve na nossa mente.

Quando somos iluminados, somos iluminados para a veracidade dos fatos e para  a realidade de Cristo. Não para pegarmos nossa lupa e começarmos a especular, como faz um detetive. Quando Deus nos ilumina, nós temos a firme certeza de quem nós temos crido! sabemos firmemente que ele é o Cristo, o filho do Deus vivo, a segunda pessoa bendita da trindade. Aumentá-lo é impossível, visto que um ser eterno não possui limites, e diminuí-lo é estupidez. Confessar quem Cristo é pode mudar a nossa vida como mudou a a de Pedro.

Cleison Brugger

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18 de junho de 2012

Cheios do Espírito!


Ninguém, por mais talentoso, persuasivo, dotado, cursado, letrado ou profissional que seja, deveria ter a audácia de se apresentar em nome de Deus sem que, antes, tenha estado com Ele. Ninguém deveria ousar se apresentar no altar do Senhor antes de se apresentar ao Sumo Sacerdote.

Os ministros, ou qualquer um que se põe em posição de sacrifício, deve conscientizar-se de que, ou ele tem do Espírito, ou tudo não passará de tempo perdido! Homens e mulheres só poderão ser poderosos no que fazem de acordo com a consciência de que, sem o Espírito, tudo estará perdido!

Quem sabe muitos desacreditaram do cristianismo em seu nascedouro, tendo como base o fato de que o Senhor havia deixado o apascentamento de Seu santo rebanho nas mãos de homens inscientes? só que o que muitos não sabiam, era que aqueles homens estavam cheios do Espírito Santo! Eles não tinham a preocupação de que alguma coisa daria errado pois eles não usavam métodos humanos e carnais como hoje estamos usando, mas dependiam tão somente do Espírito! Foi porque Pedro estava cheio do Espírito  que teve a ousadia de enfrentar os sacerdotes, os saduceus, e os anciãos de Israel perante o sinédrio, pois o mesmo tinha aquecidas em seu coração as palavras do Senhor: "Mas, quando vos entregarem, nos vos dê cuidado com o que haveis de falar, porque, naquela mesma hora, vos será ministardo o que haveis de dizer. Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós" (Mt. 10. 19,20). Oh, quão poderoso é o homem que se coloca na dependência do Espírito! Quão poderoso é o homem que toma o púlpito depois de ter se esvaziado por completo e de ter se encontrado com o Deus Todo-Poderoso! Se é o Espírito quem convence o homem e se é Ele quem regenera, que as minhas palavras pereçam, mas que as palavras do Espírito emanem do púlpito e aqueça o coração de cada ouvinte. "Não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?" (Lc. 24.32). Ora, não há como ouvir as palavras de Jesus e permanecer inerte! Quando Jesus disse ao morto Lázaro, "Vem para fora!", Lázaro imediatamente obedeceu a sua voz e, mesmo estando morto, saiu da sepultura!

Todos aqueles homens incrédulos que estavam no sinédrio estavam informados de que Pedro e João eram homens iletrados e indoutos, mas eles, vendo a ousadia das palavras dos santos apóstolos, se espantaram e entenderam que aquilo tudo era resultado de uma só coisa: aqueles homens haviam estado com Jesus (At. 4.13). Oh, um ministro cheio do Espírito não é conhecido pela sua capacidade intelectual, de organizar idéias, filosófica ou teológica, mas sim, porque antes, ele esteve com o Senhor! Ah, que sempre que tivermos que nos apresentar aos outros, mesmo quando estivermos nos preparando para levantarmos da cama, que o Espírito nos guie a Cristo e que logo cedo nos encontremos com o Senhor! Que não tenhamos a ousadia de tomarmos qualquer microfone na igreja até que estejamos certificados de que nossa fronte está gotejando da unção do Espírito e que, antes de nos apresentarmos as pessoas, nos certifiquemos de que estivemos com o Senhor! Assim, quem olhar para nós concluirá como concluiram aqueles homens do sinédrio: decerto, antes de estar aqui nos falando, esteve com o Senhor! Olha como sua face resplandece!

Oh, que o amor e a graça de Deus nos conduz a isto!

Até mais, 
Cleison Brügger.
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25 de abril de 2012

O Deus do novo coração

"Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de mim um espírito reto" (Salmo 51.10).
O Salmo 51 é a oração confessante de Davi depois de ter cometido o pecado de adultério com Bate-Seba e de homicídio contra Urias, marido de Bate-Seba (cf. 2 Samuel. 12.1-23). Davi, como todo homem, tinha a sua inclinação para fazer o que é mau. Nascemos no pecado ("eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" - vv.5), e é sabido por todos nós que ninguém aprende a pecar. Todos nós nascemos com a natureza pervertida e inclinada para tudo o que é mau, e por isso devemos orar como Davi, a fim de que Deus CRIE em nós um novo coração. Preste atenção no verbo: CRIE. Davi ora a Deus: "cria em mim um coração puro" (vv. 10). O verbo, no hebraico, usado por Davi para "criar" é bara', o mesmo verbo usado em Genêsis 1.1 para dizer que "no princípio criou Deus os céus e a terra". Em outras palavras Davi está dizendo: "assim como a terra e os céus foram criados por Ti do nada, assim crie o Senhor, em mim, um novo coração". A terra era sem forma e vazia, contudo, Deus, em algum momento na eternidade passada, criou! quando nascemos, temos o nosso coração inflamado pelo pecado e pelo desejar daquilo que é ruim. Ninguém vai a Deus porque quer (“ninguém vem a mim [Cristo] se o Pai, que me enviou, não o atrair” - João 6.44), porque a nossa natureza não quer a Deus, mas sim, tudo o que é mau. Mas isso acontece ATÉ que Deus crie um novo coração. Não há nada de bom em nós ATÉ que Deus faça alguma coisa; não existe nenhum vislumbre de santidade em nós ATÉ que Deus venha e nos santifique; o nosso coração está em trevas ATÉ que Deus venha e diga: HAJA LUZ! (e haverá luz!). Quando Davi diz "cria em mim", ele simplesmente está pedindo para que Deus faça existir o que não existe! criar é isso: fazer aquilo que não existe. Não tem luz, mas Deus criou a luz, dizendo HAJA! meu coração está em trevas, mas Deus me deu um novo coração, dizendo: "Vem dos quatro ventos, ó Espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam" (Ez. 37. 1-14).

Perceba que, ao longo do Salmo, Davi clama a Deus: "lave-me" (vv.2-7); "purifica-me" (vv.2b-7); "cria em mim" (vv.10); "renova em mim" (vv.10b). Davi se esvazia de toda suficiência e se coloca na dependência de Deus para que alguma coisa aconteça nele, e é assim que deve ser. Não seremos salvos por que um dia fomos à frente (no apelo na igreja), fizemos uma oração, tomamos a ceia ou vamos com frequência a alguma denominação específica. Seremos salvos, de fato, porque, um dia, Cristo nos lavou, nos purificou, criou em nós um novo coração e nos renovou, renova e continuará a renovar. "Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (2Ts. 3.3). As Escrituras diz: "E aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou" (Rm. 8,30). O mesmo Deus que predestina (elegeu antes da fundação do mundo para a salvação), é o mesmo que chama para a salvação, justifica para que seja salvo e glorifica, a fim de que não perca a salvação, mas chegue à glória salvo, santo e justificado.

Já terminando, gostaria de dar uma última olhada no que Davi disse: "renova em mim um espírito reto" (vv.10). Renovar dá a ideia de "limpar o que está novo". ter um "coração novo" não é imunidade contra pecados e erros e, por isso, nossa oração deve ser, todos os dias, "renova-me". Não apenas renova-me, mas, "renova em mim um espírito reto" . Reto quer dizer "estar firme, inabalável, imóvel". Davi quis dizer: "renova-me de tal maneira, dê-me um novo coração tal, que seja quase impossivel o percentual de pecado em mim, visto que estou firme, inabalável e imóvel em Ti". Os que tem muito tempo para Deus, terá pouco tempo para pensar e cometer pecados.


Soli Deo Gloria.

Cleison Brugger.

Salmo 51 na Linguagem de Hoje:

Deus generoso em amor, preciso de tua graça!
Deus imenso em misericórdia, apaga meu passado sujo.
Lava minha culpa e purifica – me dos meus pecados.
Sei que fui muito mau; meus pecados ficam me olhando o tempo todo.
Mas foi a ti que ofendi, e viste tudo:
Sabes a extensão da minha maldade.
Tens todos os fatos diante de ti:
O que decidires a meu respeito será justo.
Andei desgarrado de ti por muito tempo, eu estava no erro já antes de nascer.
O que desejas é a verdade, de dentro pra fora.
Entra em mim, então, e concebe um vida nova e verdadeira.
Purifica – me e sairei limpo; lava – me, como que um esfregão, e terei uma vida branca como a neve.
Põe uma música alegre pra mim, conserta meus ossos quebrados, para que eu possa dançar.
Não fique procurando manchas: Cura – me completamente.
Deus faz um novo começo em mim, dedica uma semana para organizar o caos da minha vida – uma nova gênese.
Não me jogues fora com o lixo, nem deixes de soprar santidade em mim.
Traz – me de volta do exílio cinzento, sopra um vento novo em minhas velas!
Dá – me a chance de ensinar os caminhos aos rebeldes, para que os perdidos consigam achar o caminho de casa.
Anula minha sentença de morte, ó Deus da minha salvação, e cantarei músicas a respeito dos teus caminhos.
Põe palavras nos meus lábios, querido Deus, e me abrirei para os louvores.
Fingimentos te desagradam, uma atuação impecável nada é para ti.
Quando meu orgulho é despedaçado é que adoro a Deus de verdade.
O coração quebrantado disposto a amar,
Não escapa, nem por um minuto, da percepção de Deus.
Transforma Sião num lugar de recreio e repara os muros de Jerusalém.
Então terás de nós adoração verdadeira, atos humildes e grandiosos de adoração.
Até mesmo com todos os touros que conseguirmos sacrificar a ti!

Rei Davi
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19 de abril de 2012

Descansando no poder de Deus

De vez em quando, ouço minha avó cantar um hino do Cantor Cristão que eu sempre achei belíssimo. É o hino 330 HCC, e a letra de seu refrão é a seguinte: "Descansando nos eternos braços do meu Deus, vou seguro, descansando no poder de Deus". Parece simplório, mas o simples citar a frase "descansando no poder de Deus" já me deixa calmo e em paz, e é bom saber que Deus nos convida a descansarmos nEle e em suas promessas.

Descansar no poder de Deus é parar de descansar em nossas próprias forças. "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável" (Jeremias 17.5-6). O Senhor chama de maldito aquele que confia em si mesmo e na força do seu braço e, assim, aparta o seu coração do Senhor. Quem confia em si mesmo descrê do Senhor. Não há conciliação entre confiar em si mesmo e no Senhor! O Salmista disse: "Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus" (Salmo 20.7). Jeremias continua dizendo que o tal homem será como um arbusto no deserto. Sexta passada eu vi uma reportagem nos desertos de Omã; como a vegetação do deserto é seca, sem vida. Somente o orvalho da noite para lhes refrescar - algum tipo de  graça comum -, mas pelo resto do dia é um sol escaldante sob suas folhas.  Bem, é assim que o Senhor define um homem que confia em si mesmo. Ele não pode esperar por ajuda, nem recursos externos, visto estar cheio de si.

Em contrapartida, Jeremias continua dizendo: "Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto" (Jeremias 17.7-8). Diferente das árvores desérticas, o Senhor diz, através de Jeremias, as mesmas palavras que Davi usou para compor seu salmo 1. Quem confia no Senhor é comparado a uma árvore plantada junto às águas, cujas raízes estão inundadas nas águas e quando vem o calor, não precisa temer. Mesmo vindo a seca, ela continua dando frutos e suas folhas estão verdes. Descansar no poder de Deus é ser uma árvore e deixar com que Deus providencie todo o resto. Ele é a fonte! ele manda a chuva, assim como também manda o calor, providencia a vida e a graça para cada dia.

Aos que estão ansiosos, eu lhes digo: descanse no poder de Deus (I Pe. 5.7). Aos que levam fardos pesados, eu lhes digo: descanse no poder de Deus (Mateus 11.28). Aos que estão encarcerados, eu lhes digo: descanse no poder de Deus (e.g., Atos 16.25). Você que está tentando se salvar, eu lhes digo: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9), por isso, descanse no poder de Deus! Amado(a), desista de si mesmo, de suas vontades e de suas forças. Paulo disse: "Quando estou fraco, então sou forte" (2 Corintios 12.10), então, que o Senhor nos enfraqueça, para que possamos sugar vida da videira que é Cristo, e então viver. 

O tão conhecido Salmo 91.1 diz: "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará". Mudando a ordem deste verso sem que ele perca o sentido, temos: "À sombra do Onipotente descansará, aquele que habita no esconderijo do Altíssimo". Se você deseja "descansar à sombra do Onipotente", eis o conselho do salmista: "habite no esconderijo do Altíssimo". E onde ele fica? na oração, na abnegação, na renúncia, na nossa fraqueza, na desistência da nossa capacidade e força. O esconderijo do Altíssimo é onde nem o mundo, nem Satanás consegue nos encontrar. O esconderijo do Altíssimo é o lugar oposto ao do mundo. O mundo está mergulhado em deslealdade, nós porém, na lealdade. O mundo está imerso em corrupção, porém nós, na honestidade. O mundo está em trevas, mas nós estamos em luz. Estamos no esconderijo do Senhor, e lá nós somos mudados radicalmente e somos parecidos com o nosso Deus. Onde termina o nossa "zona de conforto" é onde começa o "esconderijo do Altíssimo". Corra para lá e você verá que o simples citar a frase "descansando no poder de Deus" fará todo o sentido para você.

Até mais,
Cleison Brugger.
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17 de abril de 2012

Sacrifícios e sacerdotes: um estudo devocional de Levítico 6. 8-13

TEXTO: Levítico 6. 8-13

Este texto de Levítico fala, especificamente, sobre a lei do holocausto e como o sacerdote deveria fazer, se vestir ou ordenar o sacrificio sobre o altar. de fato, "toda a escritura é proveitosa" (II Tm. 3.16) e há para nós lições preciosas concernente à vida cristã.

O apóstolo Pedro dirá em sua primeira epístola que somos sacerdócio real (I Pe. 2.9). Isso quer dizer que nós apresentamos sacrificios a Deus. "Rogo-vos, pois, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrificio vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rm. 12.1). Tendo isso em mente, somos convidados a olhar para Levítico 6. 8-13 e tirar lições proveitosas de como deve ser nosso relacionamento com o Senhor:

"Dá ordem a Arão e seus filhos, dizendo: esta é a lei do holocausto: o holocausto será queimado sobre o altar toda a noite, até pela manhã; e o fogo arderá nele" (Lv. 6.9)

É interessante perceber que enquanto Pedro nos apresenta como sacerdotes, ou aquele que ministra - "vóis sois sacerdócio real" (II Pe. 2.9), Paulo diz que somos o sacrificio e que nós mesmos nos apresentamos - "(...) que apresenteis os vossos corpos como sacrificio vivo, santo e agradável a Deus" (Rm. 12.1). Isso diz de uma responsabilidade dupla: tanto o sacerdote como o sacrificio deveriam ser irrepreensiveis. Era uma ordem: o sacerdote deveria estar com suas vestes de linho fino (representando pureza, santificação), e o holocausto deveria ser sem mancha, ou seja, imaculado. Nós nem somos só sacerdotes que ofertamos sacrificios alheios, como também não somos apenas o sacrificio que será ofertado pela mão de outros. Somos a oferta e o ofertante! eu é quem me disponho para o Senhor como sacrificio. Sou eu quem deve queimar sobre o altar. Regozijemo-nos no Senhor!

Voltando para Levítivo 6.9, percebemos que a ordem dada era para que houvesse algo contínuo sobre o altar. O holocausto deveria queimar sobre o altar "toda a noite, até pela manhã", e o verbo, de igual modo, revela uma ação continua: "arderá". O fogo do altar arderá nele. Parece que estou vendo: noite a dentro, e lá está o sacrificio queimando; chega a manhãzinha, e as últimas fagulhas ainda estão lá. Você já viu uma fogueira quase se apagando? há muitas cinzas, mas se alguém mexer, decerto ainda sairá faiscas.
Há quanto tempo não 'ardemos' em oração no altar do Senhor durante uma noite inteira? muitos de nós oramos tão pouco e tão rápido, que quando terminamos, parece que conseguimos ouvir a voz de Jesus perguntando o que perguntou aos apóstolos, na noite do Getsêmani: "Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo?" (Mt. 26.40). Quantos valorizam mais tantas outras coisas do que seu Senhor. Pensam que travar batalhas na oração é enfadonho e não tão necessário assim. Alguns poderão dizer: se eu orar pela noite, acordarei cansado para o trabalho! Engano seu, pois é pela manhã que as misericórdias se renovam (Lm. 3. 21,22). "Os que confiam no Senhor renovarão as suas forças" (Is. 40.31).

Os versos 10 e 11 dão a seguinte ordem: o sacerdote deveria vestir sua veste de linho fino, levantar a cinza e pôr junto ao altar. Logo após, trocaria suas vestes e levaria as cinzas para fora do arraial. Eis uma pergunta para nós: com que vestes eu tenho ministrado o sacrificio? com quais vestes temos orado, nos encontrado com Deus?
Alguns chegam à presença de Deus com vestes farisaicas, cheias de brilhos e detalhes. Muitos vão orar, só para dizer a Deus o quanto são bons, bacanas, quão empenhados na igreja eles têm sido, e - pasmem! - tem gente que se considera tão santa, que vai contar pra Deus os pecados dos outros. A ordem é: troque suas vestes! "Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa” (Êx. 3.5). Na oração, devemos nos despir do eu, dos bens, de quem somos. O que importa é quem Ele é! devemos ir vestidos de panos de saco, e reconhecer nossa miséria, nossa pobreza, nossas injúrias e, neste fluir, reconhecer a grandeza, o poder, a majestade, a bondade e a santidade do Senhor. A cinza deve ser tirada, levada para fora do arraial, assim como as cinzas devem ser tiradas do coração através das palavras que saem pela boca. É na oração que somos renovados, diariamente. É aos pés de Cristo que deixamos quem somos para recebermos quem Ele é.

O verso 12 diz: "O fogo, pois, arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele a cada manhã". Lembra que, na introdução, eu disse que somos tanto o sacerdote como o sacrificio? então, vejamos: o sacrificio arde no altar de noite, até pela manhã (e o sacrificio somos nós), e quando chega a manhã, o sacerdote acenderá lenha (e o sacerdote também somos nós), a cada manhã (isto é, todos os dias). Se isto tem lições para nós, decerto quer nos ensinar sobre uma real vida com Deus. "Quando acordo, ainda estou contigo" (Sl. 139.16). "Por Ti estou esperando todos os dias" (Sl. 25.5). Oh, que o Senhor faça nascer em nós o mesmo desejo de Davi no Salmo 42: "Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?" (Sl. 42.1-2). De fato, "O Senhor mandará de dia a sua misericórdia, e de noite a sua canção estará comigo: a oração ao Deus da minha vida" (Sl. 42.8). Estar com o Senhor nunca é enfadonho ou intediante! "Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra delícias perpetuamente” (Sl. 16.11). Ninguém oferece mais que o Senhor!

A ordem era para que o sacerdote acendesse lenha a cada manhã, pois só assim "o fogo arderá continuamente sobre o altar, e não se apagará" (Lv. 6.13). O que nos tem impedido de acendermos a lenha diariamente? os afazeres, a correria do dia-a-dia, o trabalho, o sono? não seja como Marta, que atarefada com as coisas, negligenciou a presença de Jesus. Que tenhamos o espírito de Maria, que soube o que era bom naquele momento, que sabia o que importava. Jesus disse: "Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada" (Lc. 10. 38-42). Se alguém quer que uma fogueira continue com o seu fogo, dará lenha a fogueira. De igual modo, que possamos ter, a cada novo dia, fogo ardendo continuamente sobre o altar, o sacrificio ardendo de noite, até pela manhã. "E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito" (Ef. 5.18). Nisto consiste uma vida cristã ardente e vibrante: nossos encontros com o Senhor não são semanais e efêmeros, mas diários, intensos, noite a dentro e logo de manhãzinha. Temos fome do Altíssimo! Amamos o Senhor! Temos o compromisso de acender lenha pela manhã e queimar como sacrificio de noite, até pela manhã. Oh, que o amor e a graça de Deus nos conduza a isto.

Cleison Brugger
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5 de abril de 2012

Eu, um cordeiro. Meu Senhor, um pastor.

Lucas 10.3: "Ide; eis que vos mando como cordeiros em meio de lobos"

Na comissão dos 70, Cristo dá uma palavra aos apóstolos que, da perspectiva humana, pode parecer desanimadora e frustrante: "eis que vos envio como cordeiros em meio de lobos". Isso é acentuado ainda mais, visto que, antes disso, há um imperativo: "Ide" (Lc. 10.3a). Com isso, a ideia que é passada é que eles deveriam ir, mesmo sabendo das circunstâncias. Na verdade, Cristo nunca foi um plantador de utopias, pelo contrário, sempre foi aquele que mostrava - e mudava - a realidade.

Contudo, por mais que fosse a revelação da realidade que os apóstolos teriam, a afirmação continua sendo, aparentemente, desanimadora. Não seria melhor ouvir "eis que vos envio como um leão em meio aos cervos" ou "como um cão em meio aos pintinhos"? pelo contrário, Cristo os designa como "animais mais fracos". O mundo é forte. Ele é devorador, tal qual um lobo voraz. Enfrentá-lo não é fácil.

De igual modo, Jesus orienta a que eles nada levassem (10.4) e que dependessem da bondade daqueles que o Pai enviaria para ajudá-los (10. 5-7). Isso me faz lembrar o famoso Salmo 23: "O Senhor é o meu pastor e nada me faltará". A primeira sentença é uma fiel constatação: "O Senhor é o meu pastor", mas a causa da primeira sentença é aliviadora: "nada me faltará". Então, vejamos: eu sou um cordeiro, estou no meio de lobos que podem me devorar, Cristo é um bom pastor que "segundo as suas riquezas, suprirá todas as nossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." (Filipenses 4.19).

Jesus assevera que aqueles que nos derem ouvidos, a Ele estarão ouvindo, e quem nos rejeitar, estarão rejeitando a Ele também, e quem O rejeita, rejeita também ao Pai, que o enviou (10.16). Não é maravilhoso saber que estamos tão ligados a Cristo que aqueles que a nós fazem bem ou mal, a Ele é que estão fazendo também? Isso acontecerá na conversão de Saulo. Ele, encontrando com Jesus no caminho, é questionado: "Saulo, Saulo, porque me persegues?". No que Saulo diz: "quem és, Senhor?" e Jesus afirma: "Eu sou Jesus, a quem tu persegues" (At 9.3-6). Na verdade, Saulo perseguia a igreja, os irmãos, os da seita "do caminho". Entretanto, Jesus afirma que a causa de seus filhos também é a dele. Ele defende os seus. Não nos deixa sozinhos. "Ai daquele que escandalizar um desses pequeninos que em mim crêem" (Mt. 18.6). Somos ramos ligados à videira (Jo. 15.4). Estamos numa mesma sintonia. Sugamos vida do caule que é Cristo. Dependemos dele para viver, pois toda a vara que nele não dá frutos, é cortada e lançada fora (Jo. 15.6).

De fato, não apenas a companhia ininterrupta do Senhor nos é dada (Mt. 28.20), como também, nos é outorgado o seu poder e nos é concedido a autoridade de seu nome. Perceba que nada é nosso. Somos convidados a nada levar, a casa que repousaremos não é nossa. Todavia, é possivel que nos gloriemos, mesmo usando algo que não nos pertence. Assim, Cristo diz: "Alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus" (10.20). Vemos nesta afirmação pelo menos duas assertivas: 1) ter o nome escrito nos céus é um motivo e tanto para se alegrar; 2) por mais que, aparentemente, o exercício dos dons pareça ser fascinante a vista dos outros, é bom lembrarmos que o mundo continua sendo um péssimo lugar para firmar residência. Ele ainda continua sendo um lobo voraz. Por esta razão, devemos andar aqui, com a cabeça acolá. Trabalhando aqui para entesourar coisas no céu. Vivendo aqui, com saudades do lar eterno.

Até mais,
Cleison Brügger.
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24 de março de 2012

Porque só na morte?

Tudo começou na morte da cantora americana Witney Houston. Lembro que logo que vi a notícia, veio a minha mente, de imediato, a canção "Jesus love me" a qual ela interpretou magistralmente e, então, postei um vídeo no facebook. Mas não foi "para a nossa alegria", como estamos cantando atualmente rs. Na verdade, foi para mostrar que perdemos, de fato, um dos maiores contraltos de nosso tempo. No que um amigo, inconformado, em meio a tantas palavras, defendia uma tese: "porque só lembramos dela na sua morte? e porque não lembramos das crianças (e adultos) que morrem todos os dias, à margem da sociedade e a mercê do poder público?" Isso me levou a pensar e a avaliar a mim mesmo. Ontem (23), perdemos um dos maiores humoristas do Brasil, cujo qual os humoristas atuais bebem de sua fonte, o tão aclamado Chico Anyzio. Mas não vou me pronunciar, nem colocar luto em algum status. Não postarei vídeos. Não farei isso para não ser falso ou hipócrita. Não lembrei dele enquanto ele estava no hospital, sabendo que podia fazer uma oração em favor dele, visto que, mesmo famoso, ele prestará contas diante de Deus um dia desses, porque lembraria agora, depois de morto? agora, lembranças não valem de nada.

Recentemente, perdemos um gigante. Assassinado pelo filho adotivo, voltou para casa o Bispo Dom Robinson Cavalcanti, um defensor da vida. Lembro que dias antes de sua partida, assisti uma palestra sua, via youtube,  em que, falando sobre Missão Integral baseado no salmo 133, ele dizia: "Há uma diferença entre existência e vida. Todos os seres são existentes: animais irracionais, vegetais, minerais, mas Jesus disse 'Eu sou a vida', e só estão vivos os que estão conectados a esta vida, e os demais não estão vivos, são apenas existentes (...) a ação na história tem uma repercussão na pós-história, a eternidade, na medida que nós adquirimos uma vida qualitativamente diferente. Nem sempre quantitativamente. A vida de Jesus durou 30 anos; o seu ministério foi muito curto, 3 anos. Nós não medimos a vida pela sua duração, mas pela sua doação. Não é a quantidade, é a qualidade. O problema é que nós temos tido, cada vez mais, a chamada vida chuchu, que não fede, nem cheira. Alguns passam a vida inteira e não fez nem bem, nem mal e no final não fez nada. A sua vida foi uma rotina absoluta. É tão ausente de qualquer coisa, que vivo ou morto, não faz diferença." Isso me levou a pensar: como tem sido minha vida? quer ausente pelas circunstâncias do cotidiano, quer ausente pela morte, os que me norteiam sentirão minha falta? a minha vida tem algum tipo de impacto positivo na vida de outros ou eu sou como uma pedra no caminho que, estando ali ou não, não fará diferença?

Na verdade, não quero ser lembrado apenas na morte. Na morte, todos são lembrados de alguma forma, até bandidos e meliantes. No velório, até mau-caráter se torna gente de bem (afinal, é feio falar mais dos outros na sua morte). Quero ser lembrado na vida, pelo que fui (no passado), pelo que tenho sido (no presente, na vida) até o dia de ser lembrado pelo que fui, novamente (na morte). Não quero apenas viver, mas escrever e fazer história, e isso não é presunção. Deus não chamou ninguém para simplesmente existir, mas para que, através da vida, proclame o quão belo, majestoso, perfeito, santo, relevante, necessário, reto e bom é o Senhor, nosso Deus. E como faremos isso? nos doando. Amando e fazendo o bem, sem olhar a quem. É nesse espectro que o mundo vê o Criador em nós. Veja este texto das Escrituras: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5.16). Perceba os verbos do verso: resplandeça, vejam e glorifiquem. É em resplandecendo a glória de Deus (II Coríntios 3.18),  - e resplandecer esta glória não é frequentar cultos pentecostais, mas sim, agir de forma a se assemelhar com Cristo -, que o mundo nos olha e (pasmem!), glorifica ao Pai. Quando resplandecemos a glória de Cristo, fazemos com que os homens retornem ao propósito pelo qual foram criados: a exaltação da glória de Deus. É a nossa vida sendo usada por Deus para a missão integral, que envolve o homem todo e todo o homem (entenda melhor isso lendo o Pacto de Lausanne). É uma vida qualitativa, sem necessariamente ser quantitativa. Quer um exemplo disto? veja este vídeo:

"(...) somos chamados a plantar uma qualidade de vida, simplesmente colocando a nossa vida no altar, marcada pelo compromisso e pela doação", foi o que afirmou Dom Robinson Cavalcanti, e somente uma vida marcada pela doação ao próximo merecerá ser lembrada, mas enquanto vivermos uma vida "chuchu", que não tem cheiro, não tem gosto, não tem cor, não tem graça, seremos apenas seres existentes, caminhando sobre a terra sem propósito, e não foi com este propósito que o Criador nos formou. É certo que não devemos lutar para sermos relevantes. Relevância é o de menos. Devemos lutar para sermos parecidos com Cristo. Este sim é (deve ser!) o nosso propósito!

Assim, termino com as palavras de Robinson e, depois delas, farei as últimas considerações: "Por fim, somos chamados à santidade (...) Há dois tipos de santidade: a santidade passiva e a santidade ativa. O conceito de santidade passiva, é o conceito de deixar de fazer coisas erradas. É uma santidade deixante, onde alguém deixa de fazer algo ruim. A santidade ativa é o fazer o correto, é ocupar a vida não deixando de fazer o errado, mas ocupá-la fazendo o correto. Aliás, se você ocupar a vida fazendo o correto, não terá tempo para fazer o errado." Não sei como você fica, mas eu fico completamente consternado quando um cristão morre.  Ano passado, a Inglaterra perdeu dois grandes ícones: a cantora Amy Winehouse e o teólogo anglicano, Rev. John R.W. Stott. Amy será lembrada pela sua embriaguez, loucuras, vícios e problemas. Stott será lembrado pela sua sobriedade, biblicidade, honestidade, humildade, doçura e amor. Winehouse morreu tragicamente aos 27 anos; Stott partiu para a glória no auge dos seus 90 anos. E quer saber? Stott morreu e meu coração pesou, pois parece que o mundo encolheu. Gente de Deus quando morre, faz com que o mundo sinta que não é digno de tê-los. Gente santa quando vive, santifica o mundo, o seu contexto, os que os norteiam. Estes sim, são lembrados, aclamados, honrados, lamentados. Contudo, o mundo é tão mau, que quando gente mau morre, a diferença é inexpressiva. Simplesmente não existe! estes, mesmo tendo dons fantásticos, a morte faz questão de levar ao esquecimento. E você, como será lembrado? Sentirão sua falta? se sim for a resposta, asseguresse que esta falta seja sentida aqui, na vida e lá, na morte.

Paz,
Cleison Brügger.
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17 de março de 2012

"Ainda que a morte nos separe"

Na jura matrimonial, nunca concordei muito com aquela famosa frase: "te amarei, até que a morte nos separe." Seja sincero: ninguém quer um amor circunstancial; um amor que tenha um limite, uma distância até onde ele pode ir. Um amor que termine logo ali, já que sabemos que a vida é tão breve. Na verdade, isso parece uma contradição, visto que prometemos amor eterno. Assim, o "que seja eterno enquanto dure" não tem bases sólidas para se firmar. Então, como seria o certo? creio que o mais correto a ser dito na jura é o seguinte: "te amarei, ainda que a morte nos separe". O limite do amor não pode ser a morte, pois o amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba" (ICo. 13. 4-8). O amor é divino, pois Deus é a essência de todo o amor (I João 4.8), por isso, a morte não tem o poder de destruir ou acabar com aquilo cuja origem é divina. 

Olhe por alguns minutos para esta afirmação paulina:  
"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm. 8.38-39).
 Perceba:

1) Nada, por maior que seja a sua força, pode nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus. Isso não é maravilhoso? não é incrivel saber que, uma vez amados, sempre seremos amados, e ainda que nossos pecados se levantem como uma barreira de separação entre nós e o Senhor, o amor de Deus é suficientemente forte para quebrar todo o jugo da nossa rebelião e nos trazer de volta para seus ternos braços de amor? isso é que estar "seguro nos braços de Deus", como cantava o Prisma Brasil. O amor de Deus vai além dos limites. Prova disso, foi a entrega de Seu Filho para morrer por pecadores.

2) "Nada nos separa do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor". Isso é aplicável a relação conjugal. Sabemos que um casamento oficial não é realizado num templo (pelo menos não deveria), mas sim, num cartório. São as papeladas que oficializam o enlace. Mas por que a cerimônia religiosa (cristã) é tão importante? porque o casamento, mais do que a união de duas pessoas, é a união de duas pessoas, na pessoa de Cristo Jesus. Olhe para isso: “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne” (Gn. 2.24). Isso não te lembra a relação da santa Trindade? três pessoas distintas (Deus, o Pai; Deus, o Filho, e Deus Espírito Santo), que em essência se revela como UM só Deus? Deus, logo em Gênesis, chama o homem a revelar sua beleza e singularidade, através do matrimônio. Há algo de divino no casamento, e a cerimônia cristã é, sobretudo, uma união espiritual. Jesus disse: "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles" (Mt. 18.20). Quando um sacerdorte realiza a cerimônia da união conjugal de duas pessoas, e o faz em nome de Jesus, ele espiritualmente está trazendo Cristo para aquela união, e uma vez com Cristo no matrimônio, o amor é constante e atemporal, pois o amor a qual está aliançado o matrimônio é o "amor de Deus, que está em Cristo Jesus, a qual, nada poderá separar."

C.S. Lewis escreveu: "tudo o que não é eterno, é eternamente inútil." Esta frase é verdadeira! Charles Spurgeon (embora tenha vivido alguns séculos antes de Lewis), dirá algo parecido. Mas o amor não se encaixa nesta frase. Nada de "que seja eterno enquanto dure"! Se temos um amor firmado em Cristo, ele durará, e vencerá as barreiras do tempo. A Biblia ordena  em Efésios 5:25: “Maridos, amem suas esposas, como Cristo amou a Igreja e a Si mesmo se entregou por ela.”  Qual a natureza do amor de Cristo para com os que Ele planeja salvar? Ele os ama quando eles são rebeldes. Ele os ama sem qualquer condições ou reservas de qualquer tipo. Cristo os atrai para Si quando eles estão em rebelião contra Ele. Ele faz com que seus corações o amem. Ele paga por seus pecados. Ele perdoa cada pecado que eles cometerão. Para salvá-los, Cristo negou-se completamente. A ordem de Paulo é: "como Cristo amou a sua igreja, maridos, amem suas esposas!. " Você percebe as implicações divinas? então, como disse no início, nada pode acabar com aquilo cuja origem é divina.

Existem pessoas frustradas porque um dia tiveram um relacionamento amoroso com alguém e, por alguma razão, aquele castelo de areia desmoronou. Isso não quer dizer que o amor acaba. Isso quer dizer que aquilo era tudo, menos uma relação de amor, pois o amor verdadeiro só é encontrado na pessoa de Cristo, e um casamento feliz só durará se Cristo for junto nesta união. Eles usufruirão da felicidade, da paz, do amor, da comunhão, da bondade e de todo o bem que se encontra na pessoa bendita de Cristo. Isso não é maravilhoso?

Talvez você se pergunte: como o amor de um casamento pode ser eterno, se o homem é mortal e um dia ambos morrerão? Bem, antes de escrever sobre, te convido a olhar esta imagem:


 Veja os primeiros três quadros: eles parecem ser felizes! estão juntos, sempre em ocasiões diferentes. Porém, no quarto quadrinho, vemos que ocorreu uma fatalidade: houve morte. Parece que a morte os separou, não? se for, tudo o que escrevi acima foi em vão. Bem, não é isso que mostra o quadrinho. A morte os separou... fisicamente. Porém, o senhor continua lá, amando sua esposa, como Cristo amou sua igreja. E olha o último: eles estão juntos novamente! Ué, na morte? sim, na morte! eles foram amar! Amar quem? amar Aquele que, um dia, fez com que eles se amassem. Eles foram até Cristo, retribuir o amor com que amaram e foram amados, e que maravilha, eles amarão, por toda a eternidade. De fato, "o amor jamais acaba" (ICo. 13.8).

Cleison Brugger
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Um amor que jamais acaba

Ah, o namoro! Que fase bonita! um casal de namorados são comparados a um casal de pardais. Se entreolham, se abraçam, se amam. Há uma reciprocidade na relação de dificil comparação. Realmente, é um privilégio quando se acha a "cara metade".

Quando namoramos, ansiamos pelo momento em que encontraremos nossa paixão. Existem namoros (os mais conservadores, digamos), onde os namorados só se vêem aos sábados, ou as Quintas, ou seja, um dia apenas na semana. Quando o dia marcado se aproxima, ficamos num estado de êxtase. Queremos porque queremos ver aquele que amamos. Quando o momento acaba, parece que passamos um tempo menor do que o esperado e ficamos desolados. Isso acontece porque o relacionamento está atado pelos laços do prazer e do amor. É bom estar com a pessoa amada, por isso, queremos o casamento: queremos estar cada vez mais perto daquele(a) que amamos.

Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. ( Marcos 12.30)
Quão grande pecado é quando valorizamos estas coisas mais do que Deus. Muitos de nós dizemos que amamos a Deus, mas nossa vida diária, nossos desejos, paixões e prioridades revelam o completo oposto. Parece que falar com Ele é intediante e, por isso, reservamos pouco tempo para a oração. Para não sermos injustos, oramos antes de dormir para não sermos taxados de "mal agradecidos". A leitura bíblica também é chata. Não há prazer em ouvi-lo falar. Meditar nas Escrituras? ora, eu até li, mas não prestei muita atenção. O jejum se tornou uma prática obsoleta e extinta, embora frequentemente requeremos alguma "prova de amor".

Amar de lábios não é amor. Quando, de fato, amamos, queremos provas deste amor. Os que, de verdade, amam a Deus, como Paulo consideram "tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer Jesus Cristo, meu Senhor" (Filipenses 3.8). Quando temos a Deus, até podemos amar outras coisas, mas não amamos nada mais do que a Deus, porque Ele é a realidade mais impressionante do Universo e o Tesouro pelo qual daríamos as nossas vidas para ter. Quem ama a Deus não acha que o "Orai sem cessar" (1Ts. 5.17) é um exagero. Na verdade, eles não sossegam enquanto não oram. E se não podem orar, emudecem. E quando podem orar, dizem: "Doce hora de oração!". Orar para os que amam a Deus não é uma obrigação moralista, e sim, um prazer que flui do amar ao Senhor. Amar a Deus acima de tudo é amá-lo mais que a nossa própria vida! é considerar tudo como perda e Cristo como ganho! é dizer para Deus: "Senhor, lembra de como eu sou feliz quando estou com meu namorado, mesmo depois de passar longos dias sem vê-lo? então, tudo aquilo é NADA, comparado ao prazer que tenho em Ti!"

Cantar que "Não temos outro bem além do Senhor" é coisa séria! implica afirmar com a nossa vida que até aquilo que consideramos mais prazeroso, somos capazes de abandonar, se isso afetar nossa relação com Deus. O salmista disse: "Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente" (Salmo 16.11). Me responda: existe algo mais pleno que a plenitude? me responda novamente: há algo mais perpétuo que perpetuamente? então, são exatamente estas as palavras que o salmista usa para expressar quão valiosa é a presença do Senhor, é o estar com Ele, é o tê-Lo acima de todas as coisas. De fato, ninguém consegue oferecer mais do que o Senhor. Os prazeres deste mundo passa, mas a alegria que vem de Deus, é plena e perpértua. Ninguém oferece mais do que o Senhor!

Vem provar do amor que Ele tem ♪
E você não irá se arrepender.

Paz,
Cleison Brugger.
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4 de abril de 2011

O precursor saltou no ventre

João Batista saltou no ventre da sua mãe Isabel, não somente por ter ouvido a voz da bem-aventurada Maria, mas principalmente por sentir a presença do Fruto bendito do céu, que Maria trazia dentro de si. Foi O Messias que fez João e Isabel agitarem-se no Espírito. Qualquer salto espiritual de relevo que se dê, em última análise, é sempre causado por causa da presença do Cristo. É Jesus que nos batiza, enche com fogo e que nos faz saltar para o céu. "É necessário que Ele cresça e que eu diminua."

Jorge Oliveira.
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14 de março de 2011

Evangelho, a mais bela poesia

"A poesia purifica a alma", já dizia Mario Quintana, e se isso é verdade, Deus foi o mais bem sucedido poeta, em todos os tempos, pois conseguiu fazer isto com magistralidade, em apenas um poema. Aliás, foi exatamente este o objetivo da "poesia de Cristo". Hoje, no dia da poesia, gostaria de dissertar a respeito da mais bela poesia direcionada aos homens: a poesia que o próprio Deus escreveu, em Cristo Jesus, para nós. O Evangelho é a mais bela, sublime e suspirante poesia, porque é a poesia de Deus direcionada aos homens. Não é uma poesia escrita com letras, mas com sangue; não foi inspirada na beleza do outono, mas no terrível estrago que o pecado provocou; não teve que ser revisada ou re-lida para ver se estava boa, mas foi definitivamente, a poesia mais bem escrita em toda a história, sem precisar de retoques ou reparações. Esta poesia não teve como cenário um belo lago norteado por belas flores, mas uma colina chamada "lugar da caveira" onde ladrões e delinquentes eram crucificados.

É estranho pensar que esta bela poesia foi inspirada numa injustiça: um tal inocente morrendo por aquilo que não fez. Esta poesia não é um estória qualquer, mas sim, uma história, com H maiúsculo; aliás, uma história tão bem interpretada que, ainda hoje, tem algum efeito na maneira como vivemos, pensamos e cremos. Alguns chamam esta poesia de "Boa-Nova", embora não consigam entender como um homem morrendo injustamente e da forma mais desprezível possivel, pode ser uma boa notícia. Mas é ai que se encontra o valor da poesia: ela não serve para comunicar, nem ainda para fazer aflorar sentimentos normais. Poeta não é jornalista e vice-versa. Um poeta (e Deus o é), comunica aos sentidos ocultos, ao coração petrificado, ao pensar e ao sentir. Poesia comunica o paradoxo, a suposta divergência e uma pseudo-contradição. O evangelho é tido como boa notícia, porque aquele pobre homem morrendo injustamente, era o Filho Eterno de Deus, o teantropos (Deus e homem, num mesmo tempo), o majestoso príncipe dos exércitos de Deus, morrendo pelos nossos delitos.

O evangelho é poesia porque se retrata a mim; é poesia porque o poeta teve que morrer pra contar a história; é poesia com dedicatória e assinatura; é a mais bela história de amor, contada à partir do calvário. O mais horrendo tipo de suplício, sendo usado como instrumento de juízo sobre um inocente, somente para nos comunicar que isto foi feito por nós. E o poeta, agora ressurreto, com furos nas mãos e com a cabeça ferida pelos espinhos que se lhes cravaram, pergunta a nós, alvos de tão magnifica poesia e de tão singelo gesto de amor, que nenhum outro homem (nem mesmo um pai), ousou demonstrar: "Morri, morri na cruz por ti, que fazes tu por mim?"
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9 de fevereiro de 2011

Negociando o inegociável

Faculdade, vestibular, cursos, carreira profissional, universidade, horas de estudo e concentração, poucas horas de sono, correria... Quem não vive se preocupando com algumas destas coisas (senão todas), levante a mão.

...

Vivemos numa época ditada pela pós-modernidade, onde homens e mulheres estão afoitos, na busca da satisfação pessoal e profissional. Alguns ainda, estão preocupados com o casamento que está por vir ou os filhos que brevemente chegarão. Certa vez, ouvi um grande homem dizer: "As coisas mais importantes para nós, são aquelas que recebem a devida atenção, durante o dia". É certo que todas estas coisas merecem uma devida atenção, mas a verdade é que, quando as preocupações com estas coisas chegaram, preocupações com outras coisas se foram, como: ter uma boa alimentação, as reverentes horas de sono, a socialidade (sua vida social não pode ser jogada no lixo), a percepção das coisas mínimas (como o pôr do Sol ou um céu estrelado)...

DEUS.
Não raras vezes, acabamos perdendo Deus de vista. Quando as preocupações com as coisas chegam, acabamos deixando de lado aquilo que deveria ser nossa prioridade (Mt. 6.33). Chegamos e reduzir Deus àquele que preenche a área espiritual e religiosa de nossa vida e nada mais do que isso. Por fim,  roubamos o senhorio Dele sobre nós, quando achamos que agindo sozinhos, sem ajuda ou imposição externa, caminharemos melhor, aliás, "eu sei o que é melhor para mim", afirma o nosso enganoso coração. Acabamos "negociando o inegociável", trocando Deus por coisas supérfluas ou menos importantes do que Ele.
O mestre Salomão nos orienta: "Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e se aproximem os anos em que você dirá: "Não tenho neles satisfação" (Ec. 12.1).
Salomão disse estas coisas, na posição de rei em Israel, aliás, um dos melhores reis que já governaram aquela nação, depois de Davi, seu pai. Salomão tinha tudo o que queria: "Comprei escravos e escravas e tive escravos que nasceram em minha casa. Além disso tive também mais bois e ovelhas do que todos os que viveram antes de mim em Jerusalém. Ajuntei para mim prata e ouro, tesouros de reis e de províncias. Servi-me de cantores e cantoras, e também de um harém, as delícias do homem. Tornei-me mais famoso e poderoso do que todos os que viveram em Jerusalém antes de mim, conservando comigo a minha sabedoria. Não me neguei nada que os meus olhos desejaram; não me recusei a dar prazer algum ao meu coração. Na verdade, eu me alegrei em todo o meu trabalho; essa foi a recompensa de todo o meu esforço" (Ec. 2. 7-10 - NVI). Como um bom homem, apreciava o sexo oposto e poderia ter qualquer mulher que quisesse em suas mãos: "Sessenta (60) são as rainhas, e oitenta (80) as concubinas, e as virgens sem número" (Ct. 6.8 - ACF).

Contudo, este mesmo homem declara que, ainda que tivesse tudo, não estava plenamente satisfeito: "Quando pensei em todas as coisas que havia feito e no trabalho que tinha tido para conseguir fazê-las, compreendi que tudo aquilo era ilusão, não tinha nenhum proveito. Era como se eu estivesse correndo atrás do vento" (Ec. 2.11 - NTLH). Ora, como um homem que possuia tudo o que queria, a hora que queria e como desejava, pode reclamar no final, dizendo que não estava satisfeito? Eu lhe respondo: Deus foi posto de lado.
Salomão possuiu tudo o que quis, certamente lutando para conquistar, contudo, quando conquistou, simplesmente tomou para si todos os méritos e despediu a Deus, agradecendo-lhe pelo trabalho prestado mas, agora, não mais necessários. Infelizmente, Salomão preferiu se inflamar nos seus pecados e, ao contrário do filho pródigo que, arrependido, voltou para seu pai, afirmando não ser digno de ser chamado mais de filho, Salomão não se voltou para Deus.

Todavia, Salomão, como o homem sábio que era, nos adverte a não cair no mesmo erro que ele: "Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e se aproximem os anos em que você dirá: "Não tenho neles satisfação" (Ec. 12.1). Salomão, enquanto jovem, desprezou e odiou a Deus, amando aquilo que havia conquistado, mas agora, já velho, não tinha satisfação em sua vida e uma alegria duradoura. Priorize Deus, ame a Deus, ore a Deus e antes de fazer qualquer coisa, ponha um "Se Deus quiser" na frente de seus passos. Nunca o negligencie mas, ao contrário, seja dependente Dele até o final, pois a maior alegria não está naquilo que conquistamos, mas na pessoa bendita de Cristo Jesus. Infelizmente, muitos "buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo" (Fp. 2.21), mas Paulo, sabendo que Cristo é o tesouro maior, externou: "Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé" (Fp. 3. 7-9).

Confiando nAquele que jamais nos frustrará,
Cleison Brugger.
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1 de fevereiro de 2011

GENTE

Uma rápida passada numa rodoviária, feira, shopping, rua, e você encontrará uma miscelânea, uma diversidade, uma mistura difícil de se explicar. A nível de Brasil, isto se intensifica muito mais. Gente das mais variadas cores, das mais diversas raças, dos mais diversos credos, das mais diversas classes, dos mais variados nomes, das mais longuínquas origens e das mais diferentes histórias; gente normal, humilde, extravagante, modernizados, conservadores... sanguíneos, coléricos, melancólicos, fleumáticos... brancos, negros, pardos, caboclos, mestiços, mulatos... cabelo crespo, enrolado, liso, cacheado, curtos, médios, fios longos, embaraçados... nordestinos, nortistas, sulistas, capixabas, cariocas, paulistas, mineiros, etc. Porém, embora sendo tão diferentes, todos eles são, na verdade, semelhantes.

Semelhantes? em quê?
Semelhantes na vida, no sentir, no agir, no reagir, no nascer, no morrer;
No sorriso, na fome, nas lágrimas, no protesto, na solidão, na alegria;
na aflição, na intolerância, no recomeço, no afeto, na caridade, no impacto, no reflexo.

Embora sejamos muitos e pareçamos tão distintos, todos nós, sem distinção, sentimos falta de abraço, sentimos saudade de quem está longe, queremos rir de coisas engraçadas, choramos escondido, queremos amar alguém, queremos ser respeitados, queremos atenção (nem que seja por um momento), queremos ser notados e queremos ser felizes. Queremos ser, na verdade, pessoas normais, levando suas vidas normais e alcançando os propósitos de uma existência normal.

Na busca de Deus, isto também se repete. Variadas gentes, em suas mais complexas religiões, estão afoitos em busca de Deus. Todos, de alguma forma, O desejam. Todos, de certa forma, O buscam. Todos, sem distinção, sentem falta do Ser divinamente existente em Si mesmo. Sabe o porquê? porque viemos dEle, porque fomos feitos à Sua imagem e semelhança (Gên. 1.26) e por esta razão, desejamos conhecer a nossa origem e Aquele que nos originou. Sentimos falta dAquele a quem não conhecemos, queremos afeto dAquele a quem nós sequer vimos, queremos o amor prometido dAquele que, embora tão longe, sentimo-lo tão perto... tal como filhos em busca do pai verdadeiro, queremos, criaturas que somos, ter contacto com o Criador nosso, mesmo que pareça sem razão um Ser divino ter contacto com os seus inferiores.

GENTE! todos existindo com um só propósito: viver e não ter a vergonha de ser feliz, como diz a canção, e ainda, todos subsistindo por uma só razão: glorificar, através da existência, Aquele quem um dia criou o mundo, para o meu desfrute e para o Seu prazer.
Paz à você, gente como eu, 

Cleison Brugger.

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18 de janeiro de 2011

Monotonia

 "Nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim, tão diferente!"
Como essa música me faz pensar sobre algumas questões da vida! eu, que não suporto o "de sempre", não curto o inerte, não abraço o parado e não tolero o passivo, vez ou outra me deixo levar pela monotonia.

Agora...
um Deus monótono?
Soa até como uma blasfêmia, um insulto!
Mas é assim que o magistral G. K. Chesterton O define:
"Pelo fato de as crianças terem uma vitalidade abundante, elas são espiritualmente impetuosas e livres; por isso querem coisas repetidas, inalteradas. Elas sempre dizem: “Vamos de novo”; e o adulto faz de novo até quase morrer de cansaço. Pois os adultos não são fortes o suficiente para exultar na monotonia. Mas talvez Deus seja forte o suficiente para exultar na monotonia. É possível que Deus todas as manhãs diga ao sol: “Vamos de novo”; e todas as noites à lua: “Vamos de novo”. Talvez não seja uma necessidade automática que torna todas as margaridas iguais; pode ser que Deus crie todas as margaridas separadamente, mas nunca se canse de criá-las. Pode ser que ele tenha um eterno apetite de criança; pois nós pecamos e ficamos velhos, e nosso Pai é mais jovem do que nós."

Que perfeita definição da exultante monotonia de Deus!
Um Deus que sempre nos convida a fazer a mesma coisa, novamente.
Um Deus que olha pra o Sol e diz: "- Vamos de novo?", olha para a lua e diz:  
"- Vamos de novo?", olha para o galo, logo pela manhã, e diz: "- Vamos de novo?" ...

...

Olha para nós e diz: VAMOS DE NOVO?
É incrível como paramos tão rapidamente, como desistismos tão facilmente!
Desistimos sempre no meio do caminho, porque achamos que o que vem pela frente é sempre maior do que a nossa capacidade de enfrentar o que virá.
"Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou" (Efésios 2.4), nos dá nova chance a cada dia. Se você conseguiu chegar até este novo ano, se ainda não morreu ou não está em estado terminal, é porque Deus te convida a entrar nesta monotonia e, assim, te faz a pergunta: "- vamos de novo?"

Nunca é tarde para tentar novamente; basta aceitar a monotonia dAquele que é Eterno e que nada é tão igual que se não possa mudar, e levantar inconformado, querendo avançar para o diferente, o inusitado, o surreal.

Deus cria as flores de campo e, embora semelhantes, elas não são iguais.
Deus nos dá novos dias a cada dia e, embora semelhantes, eles não são iguais.
Assim, num dia de cada vez, logo no monótono nascer do sol, Ele olha pra nós e faz a monótona pergunta: "E ai, vamos de novo?"

Aceite o convite dAquele que entende o que é viver, pois nunca nasceu e jamais morrerá.

Paz à você,
Cleison Brugger.
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10 de janeiro de 2011

A história de Zac Smith

Como está a sua vida?
Como anda sua vida com Deus?
O rotineirismo da igreja tem te levado ao desânimo e ao mal-estar?
E se, pra piorar, você soubesse que está com câncer e que ele pode te levar à morte em alguns meses?
Assista a fascinante história de Zac Smith, um homem que pôs toda a sua confiança em Cristo, em meio ao caos. Um testemunho apaixonante sobre a confiança na soberania de Deus.

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25 de dezembro de 2010

Um Salvador nos nasceu... e morreu.

Mais uma vez galera, quero agradecer todo o carinho de vocês, neste ano que passou!
Obrigado pelos comentários nos posts, pelo apoio e elogio por cada texto, pelos alertas, pela edificação mútua e pelas twittadas que recebi! Obrigado mesmo pelo carinho. Glórias a Deus pela vida de vocês! Desejo que, neste Natal, Cristo não esteja apenas em sua lembrança, mas que seja também, uma realidade em seu coração.

Nesta última (ou penúltima?) postagem deste ano, quero falar sobre sobre o personagem mais falado e lembrado desta presente data: “O Jesus do Natal”. Como assim?
Calma, eu explico:
O Natal é uma época linda. Vitrines enfeitadas, luzinhas nas casas, pinheiros enfeitados, ruas molhadas pela chuva, Shoppings abarrotados de gente.
Promoções nas lojas. Amigo secreto. Presentes embaixo da árvore de Natal...
As pessoas ficam mais amigáveis, mais alegres, mais felizes… deve ser o tal “espiríto natalino”.

Presépios. Maria, José, os animais, o anjo, o menino Jesus.
Menino Jesus?
É incrível o número de pessoas que tratam e limitam o Cristo como um menino, um bebê que está deitado numa majedoura, rodeado por animais, recebendo os "presentinhos" dos magos, mas que se esquecem (ou negligenciam) completamente, que o importante não é ter um menino Jesus em sua casa e sim, um Jesus Salvador em seu coração.

Ao contrário do que muitos pensam, Jesus não é mais um menino. O que muitos esquecem, é que esse mesmo “menino” morreu pelos pecados de muitos (Hebreus 9. 24-28), para que Ele não fosse mais lembrado como um menino, mas sim,  como o Salvador, o Deus vivo que veio à Terra, o Cristo que embora "sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp. 2. 6-8).

Eu te convido a olhar além da manjedoura e além daquela feliz, bela e fria noite em Belém, e a fitar seus olhos naquela horrenda cruz feita para delinquentes, numa Sexta-feira, por volta das 3 horas da tarde, num lugar chamado Calvário (ou "lugar da caveira"), onde aquele belo menino, já aos 33 anos de idade, foi crucificado. Foi nesta desprezível cruz, e não naquela humilde manjedoura, que recebemos paz, salvação, redenção, perdão, amor e esperança.

O Natal só faz sentido porque o "menino que nos nasceu" (Isaías 9.6), MORREU, porque se isso não acontecesse, seria realmente sem nenhuma importância o seu nascimento. Por isso, muito mais que nascimento, foi O AMOR, nascendo para salvação daqueles que creriam que ele, de fato, era o Filho de Deus, descido dos céus.

Celebre o nascimento do Salvador, mas não seja indiferente a morte do mesmo, porque é esta última que realmente importa!

Celebre o Cristo que nasceu, glorifique ao Cristo que morreu e festeje o Cristo ressurrecto.

"Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2.11).

Ele não veio para nascer como todo mundo, mas para morrer por pessoas erradas e sem esperança, coisa que ninguém gostaria de fazer. Por isso, celebre o Salvador que nasceu e valorize o Cristo que morreu.
Valorize o amor, do AMOR.

Feliz Natal com Cristo!
Cleison Brugger.
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30 de novembro de 2010

Eu não me importo.

 Num mundo de desconfianças, perdura o desafeto; num mundo onde a indiferença supera a bondade, sem dúvida a caridade não será um assunto em pauta; num mundo regido pelas trivialidades, certamente não sobrará espaço para o exercício da misericórdia e o amor. Qual foi a última vez que você deixou de fazer o bem a alguém, por puro medo? (-Vai, pode ser um bandido! / - Eu nem chego perto de mendigos, me dá dó!"/ - Esmola? que coisa mais antiga!). Qual foi a última vez que você deu as mãos ao mundo, com as suas futilidades, descrenças, desafeição, medos, pavores, ódios, máscaras e ignorou completamente o pensamento bíblico que diz: "Faça o bem, sem olhar a quem"?

Esse não é um assunto alarmante, pelo menos não pra mim. Também não é uma surpresa. Tudo isto comprova o que foi dito a muito tempo atrás: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará" (Mateus 24.12). Isso não lhe parece familiar?

Temos vivido o tempo dos corações frios, arrogantes e cheios de si; temos vivido o tempo onde a fé limita-se a teoria, onde muito se fala e pouco se faz; temos vivido o tempo das máscaras, onde mostramos ser muito compassivos e bons, até tirarmos as máscaras e revelarmos a nossa verdadeira identidade. Quantos de nós, que dizemos ser bons, levantamos os vidros do nosso carro, quando vemos uma criança pedindo alguma coisa? Quantas vezes você se uniu as centenas de pessoas que passam nas rodoviárias e calçadões, e ignorou aqueles que estão abandonados nas ruas, a mercê da vida? Me responda como algo tão chocante, foi parar na "lista de coisas que não tem mais jeito e eu não estou nem aí", da sociedade?

HEII... SIM, É COM VOCÊ! ESCUTE: AINDA HÁ TEMPO!!!
Ouça Deus te gritando e te chamando a abandonar este sistema medíocre, deixar de lado suas trivialidades e normalidades, e se afogar num inconformismo, que nos levará, sem dúvida, a resultados relevantes: "Não imitem a conduta e os costumes deste mundo, mas seja, cada um, uma pessoa nova e diferente, mostrando uma sadia renovação em tudo quanto faz e pensa. E assim vocês aprenderão de experiência própria, como os caminhos de Deus realmente satisfazem a vocês" (Romanos 12.2).

Abandone o Sistema, repudie a conduta infame da sociedade que está mergulhada na letargia e na acomodação, e faça questão de ser a vista dos cegos, os pés dos aleijados, o supridor dos pobres e necessitados e o defensor de quem você nem ao menos conhece (Jó 29.15).

RELIGIÃO não te leva a Deus; boas obras TAMBÉM NÃO!
Somente Cristo pode nos levar ao Pai (Jo. 14.6).
porém, um indício de "nós em Cristo" e "Cristo em nós" é a "fé operando pelo amor" (Gal. 5.6).
A Fé sem as obras é morta, e as obras sem a fé é inútil.
Somente "a fé operando pelo amor" pode comprovar que somos realmente "sal da terra e luz do mundo" (Mateus 7.13a, 14a).

Paz à você,
Cleison Brugger.
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13 de novembro de 2010

Saiba quem Ele é

Você sabe quem você é? você conhece seus proprios pontos fortes e fraquezas?

porque esse tipo de pergunta nos afronta? porque nos conhecemos tão pouco? Não conhecemos nossos próprios limites e coração, somos enganados pela nossa mente e nossos sentimentos a todo momento! o que a sua consciência te diz?
hoje, em nossos dias, cada vez mais o mundo tenta deturpar nossa identidade e para que ela serve, e o que temos feito mediante essa situação?
VOCÊ JA TINHA PERCEBIDO ESSE CENARIO?!
Ficamos tão ocupados e focados em nossos umbigos, nossos “sonhos de consumo” ( como se sonha com algo que se pode consumir? ), nosso aparente sucesso e “qualidade de vida”, que simplesmente experimentamos uma vida de cavalos de carroça, sem qualquer amplitude ou sequer tendo noção dos nossos rumos de vida!
- destape seus olhos -
- olhe para Ele -
- seja como Ele, seu mais fiel escudeiro e imitador -
mas… quem é Ele? voltamos à pergunta de Cristo para seus discípulos. “quem eles dizem que Eu sou?
- Eles não conhecem a Jesus -
Após a resposta decepcionante deles, Jesus pergunta AOS SEUS: e vocês?
PAUSA.

eu imagino um silêncio. Olhos se entreolhando, pensamentos voando a mil “quem?” “como assim?” “é sério isso?” mas Pedro, com todo ímpeto e ousadia que vem diretamente do coração de Deus revela e declara à céus, terra e eternidade: “TU ES O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO”.
a partir daí Pedro entende que os peixes nunca mais serão o seu business, mas almas; suas ferramentas não mais serão rede e velas, mas o Espirito Santo.
- Simão morre. Nasce Pedro, A ROCHA -


saiba quem Ele é. e Ele vai te dizer quem VOCE É…

…e vai ser a melhor surpresa da sua vida.
Paz,
Thiago Cruz.
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